O Dmusi reúne investigadores, docentes e artistas de Portugal e do Brasil para refletir criticamente as relações entre educação musical, tecnologias digitais e inovação pedagógica.
Apresentação
O Congresso Luso-Brasileiro sobre o Ensino e Aprendizagem Digital da Música, organizado em parceria pela Universidade de Aveiro (UA) e o Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), propõe discutir criticamente as relações entre educação musical, tecnologias digitais e inovação pedagógica, reunindo pesquisadores, docentes e artistas de Portugal e do Brasil em torno de perspectivas contemporâneas sobre criação e circulação musical em ambientes digitais. Parte-se do reconhecimento de que a experiência musical está profundamente atravessada pela cultura digital, na qual plataformas, algoritmos e inteligências artificiais transformam modos de escuta, autoria e ensino e aprendizagem. Nesse contexto, o congresso pretende promover um diálogo crítico e horizontal entre os dois países, articulando práticas pedagógicas, estéticas tecnológicas em consonância com a Política Nacional de Educação Digital (Lei 14.533/2023, Brasil) e com o Plano de Ação da Estratégia Digital Nacional para 2026-2027 (Portugal). O objetivo central é fortalecer redes de pesquisa e cooperação Brasil–Portugal e promover debates sobre uma educação musical criativa, ética e sensível às transformações da contemporaneidade.O congresso integra-se nas atividades da linha temática Performatividades Digitais e Tecnológicas do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md)
O congresso destina-se a docentes, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de música, artes, comunicação e educação, bem como a profissionais interessados nas intersecções entre tecnologias digitais, criação, circulação e educação musical.
Áreas Temáticas
As propostas submetidas deverão enquadrar-se numa ou mais das seguintes áreas temáticas:
Abordagens digitais e pós-digitais na educação musical
Abordagens formais, não-formais e informais de aprendizagem em contextos digitais, híbridos e presenciais mediados por tecnologias. Inclui estudos sobre ambientes virtuais de aprendizagem e educação a distância; uso crítico e ético da inteligência artificial; avaliação e feedback; aplicações e ferramentas interativas; contempla ainda reflexões sobre o conceito de pós-digitalidade e a hibridização das práticas educativas entre o físico e o virtual.
Criação, performance e pedagogias digitais
Processos de criação musical mediados por tecnologias digitais e/ou inteligência artificial, incluindo composição, improvisação, performance, produção e coautoria humano-máquina com implicações pedagógicas.
Inclusão, literacia digital e formação docente
Competências digitais de professores e estudantes, formação inicial e contínua, acessibilidade, equidade digital e inclusão. Inclui práticas e políticas de literacia digital, desenvolvimento profissional docente e estratégias para reduzir desigualdades no acesso e uso das tecnologias no ensino da música.
Transformação digital e políticas educativas
Estratégias institucionais, políticas públicas e modelos de governação da transformação digital no ensino e na aprendizagem da música. Inclui reflexões sobre infraestruturas tecnológicas, planificação estratégica, liderança institucional, financiamento e desafios da transformação digital em escolas, conservatórios de música, projetos sociais e universidades.
Investigação, inovação e cooperação Luso-Brasileira
Projetos, metodologias e redes de investigação, inovação pedagógica e cooperação internacional entre Portugal e Brasil no domínio da música e das tecnologias digitais, em contextos educativos, artísticos e comunitários.
Dimensões filosóficas, culturais e/ou éticas do digital
Perspetivas filosóficas, culturais e críticas sobre o impacto das tecnologias digitais na criação e aprendizagem musical. Inclui questões de ética, identidade, ecologia, sustentabilidade, cidadania digital e responsabilidade social no ensino e aprendizagem musical mediados por tecnologia. Aborda impactos estéticos, autorais e éticos da IA na criação musical em contextos educativos e artísticos.
Outros temas emergentes
Propostas que abordem novas perspectivas, práticas, ferramentas ou investigações inovadoras relacionadas com o ensino e a aprendizagem digital da música, não contempladas explicitamente nas áreas anteriores.