A conferência “Diário e transgressão, ou o refúgio do eu”, terceira do ciclo de novembro, com a cineasta Helena Solberg, única diretora mulher a participar do Cinema Novo, vai apresentar o filme “Vida de Menina” adaptação que fez do livro de Helena Morey (pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant) “Minha vida de menina”. O coordenador será o Acadêmico Ruy Castro e será na próxima terça-feira, 18 de novembro, às 15h30.
Minha Vida de Menina publicado em 1942, em forma de diário de uma adolescente que morava em Diamantina, Minas Gerais - uma cidade que fora símbolo da era da mineração, mas que então vivia em franca decadência após a abolição da escravatura e da proclamação da República - foi adaptado para o cinema em 2004 por Helena Solberg, com o título Vida de Menina.
Segundo Helena, o filme evoca, com delicadeza e lucidez, a formação de uma voz feminina no Brasil do fim do século XIX. “Ao transformar este testemunho íntimo em linguagem cinematográfica, a obra revela as tensões de uma sociedade pós escravidão e patriarcal, preservando o frescor e a inteligência crítica do texto original. Diamantina torna-se cenário e personagem de uma narrativa sobre identidade, transgressão e memória”.
A cineasta vai contar como transformou o diário em linguagem cinematográfica, evidenciando a relação entre escrita e cinema na representação da identidade, da memória e da transgressão feminina. A entrada é gratuita.
Na apresentação do filme, Helena Solberg discutirá como o livro, escrito em formato de diário por uma garota provinciana do final do século XIX, revela tensões de uma sociedade pós-escravidão e patriarcal, preservando o frescor, a crítica e a inteligência do texto original.