Despatologizar a Educação: como romper com a lógica do diagnóstico na escola
é um curso que propõe uma análise crítica do processo de patologização
da queixa escolar, questionando como dificuldades de aprendizagem e
comportamentos considerados "desafiadores" vêm sendo sistematicamente
transformados em diagnósticos psiquiátricos. O curso parte da premissa
de que o "aluno problema" não nasce, mas é produzido pelas condições
concretas de vida e pelas demandas do sistema educacional. Ao longo de
três aulas, serão examinadas as relações de poder que sustentam a
medicalização da educação e a consequente desresponsabilização do
pedagógico, para que seja possível construir alternativas que devolvam à
escola sua potência transformadora - sem recorrer à lógica do laudo e
do remédio.
Com Flávia Albuquerque e Giulio Proietti
Ingressos Comum - inscrições abertas (vagas limitadas)
Vagas afirmativas - inscrições abertas (pessoas não brancas, pessoas trans e pessoas de baixa renda.)
Datas do curso: 20, 25 e 27 de junho
Horários: 09:00h às 11:00h (Dias 20 e 27)
19:30h às 21:30h (Dia 25) - Horário de Brasília
Valor do ingresso comum: R$150 + taxa (vagas limitadas)
Pagamento: pix e cartão de crédito (com opção de parcelamento)
- Gravações das aulas disponíveis por um mês.
- Haverá emissão de certificado de curso livre.
Público: Qualquer pessoa interessada no debate sobre patologização da educação e o exame crítico da noção de "aluno problema". Não é necessária nenhuma formação acadêmica prévia no assunto.
Conteúdo programático
Aula 1. 20/06/2026 - A produção da queixa escolar: quem é o aluno que não aprende e não se comporta?
Partindo do questionamento sobre quem é o "aluno
problema", a primeira aula desnaturaliza a produção da queixa escolar,
situando-a no contexto das condições concretas de vida, da estrutura
escolar e da lógica neoliberal de individualização do fracasso.
Aula 2. 25/06/2026 - A patologização da educação: a escola como extensão da clínica médico-psicológica
A segunda aula examina como o saber médico invade a
escola, conceituando os processos de medicalização, patologização e
medicamentalização. Será analisado o fluxo dos encaminhamentos, a
omissão do pedagógico e os limites dos laudos e medicamentos diante de
problemas que são, antes de tudo, de ensino.
Aula 3. 27/06/2026 - Perspectivas despatologizantes na educação: a pedagogia como enfrentamento ao poder biomédico
Na terceira aula, o foco se desloca da crítica para a
proposição. Com base na Psicologia Histórico-Cultural (Vygotsky, Luria) e
no pensamento de Paulo Freire, serão apresentados caminhos
despatologizantes que recolocam o trabalho pedagógico no centro da cena - com destaque para o princípio da mediação, o desenvolvimento das
funções psicológicas superiores e a zona de desenvolvimento proximal. O
objetivo é fortalecer a autonomia do professor e da escola diante do
poder biomédico, afirmando que o ensino tem potência transformadora que
nenhum diagnóstico pode substituir.