No ambiente de uma unidade intensiva os pacientes encontram-se em situações críticas de saúde, sendo comum o enfrentamento de quadros de doenças crônicas graves ou terminais. Nessas situações, os tratamentos tradicionais não são mais eficazes para uma recuperação do quadro do paciente, sendo o desfecho final o tratamento contínuo e o óbito. Nesse sentido, o cuidado paliativo busca promover uma sobrevida com maior conforto e dignidade para o paciente, além de também atuar com os familiares envolvidos naquele processo. Sendo assim, seu foco passa a ser a oferta de medidas de conforto que busquem promover uma melhora na qualidade de vida e bem-estar deste paciente e de seu entorno. Nesse âmbito, profissionais dos cuidados paliativos devem compreender que o paciente não é só um paciente, mas sim um grupo que precisa de cuidados e atenções distintas. Nessa perspectiva, torna-se indispensável o conhecimento e a atualização sobre cuidados paliativos entre os profissionais da saúde atuantes nas unidades intensivas. Se faz necessário, também, que a equipe multidisciplinar esteja apta para discutir, avaliar o prognóstico da doença, os objetivos com o tratamento, além da condição atual do paciente e familiares, seja no âmbito físico, psicológico, espiritual ou social. Desse modo, o diálogo entre a equipe multiprofissional é imprescindível para determinar a melhor conduta a ser realizada com cada paciente, além do diálogo claro e efetivo também com o paciente e seus familiares, sempre considerando suas vontades, valores e crenças. Por fim, tem-se um tratamento e medidas específicas para cada usuário, de acordo com as demandas e especificidades que seu estado de saúde necessita.