Corpos alterados, corpos alienados: reflexões Sobre a obra cinematográfica de Chantal Akerman

Corpos alterados, corpos alienados: reflexões Sobre a obra cinematográfica de Chantal Akerman

presencial Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil

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Sobre o evento

Nos días 27, 28 e 29 de junho, teremos um minicurso sobre o cinema de Chantal Akerman, ministrado pelos profesores doutores Luiz Fernando Medeiros de Carvalho e Serge Margel. 

No día 27 será lançado o livro “Corpos alterados, corpos alienados”, escrito pelos ministrantes do minicurso. 

Serge Margel 

Doutor em filosofia e estudos religiosos, Serge Margel é pesquisador do Fundo Nacional Suíço para Pesquisa Científica. Vivendo entre Genebra e Paris, foi professor assistente dos arquivos Husserl em Louvain, conferencista na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales. Leciona filosofia na Universidade de Lausanne e na Escola de Arte e Design de Genebra. Atualmente é profesor convidado na UNB. Seu trabalho se concentra nas ligações entre filosofia, teologia, metafísica e no conceito de religião na história do Ocidente. Influenciado em particular por Jacques Derrida, Serge Margel tenta pensar os fundamentos e o futuro da metafísica no contexto do mundo de hoje e apesar das alienações que percorrem nossas sociedades e nossas culturas, sejam crenças, dominação econômica ou barbárie.


Luiz Fernando Medeiros de Carvalho

Graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1971), Mestrado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1978) e Doutorado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986). Pós-Doutorado em Paris-I com Sarah Kofman(1987, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, com Jacques Derrida(1987,1994 e 1997). Experiência na área de Letras e Filosofia, com ênfase em Literatura Brasileira e Teoria da Literatura. Temas de interesse e pesquisa::desconstrução, alteridade, poesia e narrativa contemporâneas, filosofia contemporânea, relações entre literatura, cinema e dramaturgia. Experiência na administração de curso de pós-graduação e graduação.


Chantal Akerman

Chantal Akerman (Bruxelas, 6 de junho de 1950 – Paris, 5 de outubro de 2015), foi uma diretora belga. Era também artista, atriz, roteirista, produtora e professora de cinema. Segundo a pesquisadora Gwendolyn Audrey, teve grande influência para o cinema feminista e Avant-Garde.[1] Seu filme mais conhecido é Jeanne Dielman (1975).

Trabalhos e influências

Sua primeira influência foi o filme Pierrot le fou, de Jean-Luc Godard. Após assisti-lo, aos 15 anos, decide se tornar cineasta. Seu primeiro filme, Saute ma ville, estreia em 1971 no festival de curta-metragem de Oberhausen. No mesmo ano, muda-se para Nova York, onde permanece por um ano. Ao voltar para a Europa, faz seu primeiro longa-metragem, Hotel Monterey (1972), e os curtas experimentais La Chambre 1 (1972) e La Chambre 2 (1972). Através desses filmes, seu trabalho começa a criar o estilo que vai aderir até o fim de sua carreira, com sequências longas e repetição de tarefas ordinárias. Apesar de lésbica, não se considera como uma cineasta queer, tendo seu único filme com referência ao tema Je, tu, il, elle (1974). Faz seu próximo filme, Jeanne Dielman (1975), com apenas 25 anos, o qual é considerado uma obra-prima do cinema femininista.[6]

Akerman fez parte da segunda onda do feminismo, e seus trabalhos refletiam sobre a presença feminina no cinema, tanto atrás das câmeras quanto na frente. Ela acreditava que a visão feminista estava mais em como os filmes eram feitos do que as histórias que eram contadas nos filmes; a visão feminina sobre a mulher não retratava uma presença ordinária, o trabalho de câmera feminino mostrava a mulher vista pelos olhos de outra mulher.[6]

Também foi influenciada por filósofos como Gilles Deleuze e Felix Guattari e suas literaturas menores. As três características da literatura menor são a desterritorialização da língua, a ligação do indivíduo no imediato político, o agenciamento coletivo de enunciação.[7] Essa literatura menor nos filmes de Akerman aparece frequentemente em forma de cartas, músicas ou piadas. As cartas que freqüentemente cruzam sua obra falam de sua busca por ressonâncias entre sua própria história pessoal e outros problemas e deslocamentos atuais. Uma das mais pungentes dessas cartas é lida em uma reunião improvisada em torno de uma tabela em Do outro Lado (2002). Depois de conhecer alguns mexicanos que foram abandonados no meio de sua tentativa de atravessar a fronteira, Akerman os convida para uma refeição. Em agradecimento, eles lêem uma carta assinada coletivamente à câmera.[8]

Apesar de ser constantemente relacionada às características de uma cineasta mulher, judia e lésbica, Akerman reduz esses rótulos pessoais e se distancia de um cinema essencialmente feminista. Ela vê o cinema como um "campo gerador de liberdade dos limites da identidade",[9] e é contra a expressão "cinema feminista" porque "quando as pessoas dizem que há uma linguagem de cinema feminista, é como dizer só existe uma maneira para as mulheres se expressarem[10]".

Chantal Akerman e a vanguarda do cinema feminista

https://arteref.com/artista-da-semana/conheca-a-vida-chantal-akerman-e-a-vanguarda-do-cinema-feminista/

10 filmes para conhecer o cinema de Chantal Akerman

https://mulhernocinema.com/listas/10-filmes-marcantes-de-chantal-akerman/

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