O X Congresso Ibero-Americano de Justiça Terapêutica e o I Congresso Ibero-Americano de Justiça Restaurativa constituem um marco estratégico na promoção de práticas judiciais mais humanas, eficazes e inclusivas no contexto ibero-americano. Ambas as abordagens, por caminhos distintos, oferecem alternativas inovadoras para o tratamento de conflitos, especialmente aqueles judicializados, propondo respostas mais adequadas às complexas demandas contemporâneas.
A Justiça Terapêutica propõe a incorporação de métodos que consideram os impactos emocionais, psicológicos e sociais dos processos judiciais, favorecendo a reabilitação e a reintegração social. Essa abordagem busca a humanização do sistema jurídico de maneira sistêmica, abrangendo desde a formulação normativa até os procedimentos judiciais, promovendo uma percepção ampliada da justiça e facilitando, quando necessário, o encaminhamento a serviços de cuidado. Fundamentada na análise dos efeitos terapêuticos ou antiterapêuticos da aplicação do direito, propõe uma atuação mais sensível às necessidades subjetivas dos envolvidos.
Por sua vez, a Justiça Restaurativa com aplicabilidade em múltiplos contextos, vem se consolidado como estratégia eficaz na reconstrução de vínculos, na reparação de danos e na promoção da responsabilização ativa. Ao transcender o modelo punitivo tradicional, a JR estimula o diálogo entre vítimas, ofensores e comunidade, favorecendo a pacificação social e a restauração do tecido social.
Neste ano, a iniciativa da AITJ (Associação Ibero-Americana de Justiça Terapêutica) de realizar o congresso no Brasil — em parceria com a EMEDI (Escola de Mediação) e o NUPEMEC (Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro — destaca o protagonismo brasileiro no desenvolvimento de metodologias inovadoras para o tratamento adequado de conflitos. Esses espaços têm ampliado o acesso à justiça, promovido a democratização dos meios autocompositivos e fortalecido o impacto social das práticas restaurativas e terapêuticas.
No cenário ibero-americano, o aprofundamento desses dois paradigmas é fundamental para a construção de sistemas judiciais mais justos, humanos e inclusivos. A articulação entre Judiciário, academia e sociedade civil cria um terreno fértil para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e de impacto coletivo.
O evento reunirá autoridades do campo jurídico, acadêmico, comunitário e policial, promovendo intercâmbios relevantes e impulsionando a consolidação de práticas transformadoras na região. O congresso também incentivará a produção científica, com a publicação de resumos e artigos completos submetidos pelos participantes.
Informamos que as sessões de Comunicação Oral ocorrerão conforme dias, locais e horários indicados no documento abaixo. A participação nas comunicações orais será prioritariamente presencial.
Os(as) apresentadores(as) que, excepcionalmente, não puderem comparecer pessoalmente e optarem pela apresentação virtual deverão enviar e-mail para emedi@tjrj.jus.br, informando essa condição, a fim de receberem o link de participação virtual.
A apresentação deverá ser realizada por apenas um(a) dos(as) autores(as) do trabalho aprovado.
É facultado o uso de material de apoio, como slides. Caso opte por utilizá-lo, o(a) autor(a) deverá trazê-lo em formato PDF, salvo em pen drive, ou enviá-lo, com antecedência, para o e-mail emedi@tjrj.jus.br.
Não serão aceitos arquivos em outros formatos.
Recomenda-se organizar a apresentação de forma clara e objetiva, respeitando o tempo estipulado para exposição.
Recomenda-se a utilização do template oficial do 6º Encontro Nacional de Mediação (em anexo).
Os(as) autores(as) deverão chegar com antecedência à sessão, a fim de verificar o correto funcionamento dos arquivos e dos equipamentos.
Os trabalhos serão apresentados na ordem divulgada, salvo decisão em contrário dos(as) coordenadores(as) da sessão.
Os resumos submetidos
deverão seguir as Diretrizes para Autores disponibilizadas no site.
Trabalhos que não cumprirem
integralmente as orientações poderão ser rejeitados.
2. Autoria
Número de autores por
trabalho: até3
(1 autor principal + até 2 coautores).
Limite por autor:
Cada inscrito pode submeter
até
02 (dois) trabalhos
como autor principal.
Não há limite para
participação como coautor.
3. Titulação
Servidores públicos de
tribunais brasileiros, facilitadores restaurativos cadastrados pelo TJRJe pessoas vinculadas a tribunais de outros
países: dispensados de titulação mínima.
Pesquisadores: ao menos um dos autores
deve possuir o grau de mestre.
Graduados e especialistas: devem submeter em coautoria
com pelo menos um mestre ou doutor.
4. Idiomas aceitos
Português
Espanhol
Inglês
5. Aspectos éticos
Todos os trabalhos devem
respeitar princípios éticos de pesquisa e integridade acadêmica.
6. Prazos
Período de submissão:01/09/2025 – 31/10/202
Prazo para submissão prorrogado: 15/11/2025
Avaliação dos trabalhos: 01/11/2025 – 15/11/2025
Divulgação dos resultados: 16/11/2025
Publicação dos horários de
apresentação presencial: 17/11/2025
7. Eixos temáticos
Justiça Terapêutica: Sistema de justiça — leis, procedimentos e papéis legais.
Justiça Terapêutica aplicada ao Direito Penal, de Família e Penal Juvenil.
Justiça Terapêutica: Conflitos sociais e jurídicos — resoluções alternativas e aprendizados.
Justiça Terapêutica: Família e Gênero — problemáticas atuais.
Justiça Terapêutica: Juizado de tratamento especializado.
Justiça Terapêutica: O conhecimento científico aplicado às decisões legais.
Justiça Terapêutica: Justiça terapêutica e saúde mental.
Justiça Restaurativa: Aplicação de práticas restaurativas no contexto escolar
Justiça Restaurativa: Justiça Restaurativa e Sistema de Justiça
Justiça Restaurativas: Desafios e Possibilidades da JR na Execução Penal
Justiça Restaurativa: Experiências de JR com jovens no sistema socioeducativo
Justiça Restaurativa: Aspectos psicológicos da JR: construindo uma jornada do trauma à cura
Justiça Restaurativa: Direitos humanos na contemporaneidade: um olhar restaurativo sobre as desigualdades de classe, gênero e raça
Justiça Restaurativa: JR: Fundamentos Teóricos, Normativos e Desafios na formação dos facilitadores
Justiça Restaurativa: Abordagem restaurativa na justiça socioambiental
Justiça Restaurativa: A JR e o fortalecimento comunitário
Justiça Restaurativa: JR nas organizações e ambientes de trabalho
Justiça Restaurativa: raça e gênero
8. Modalidades de submissão
🔹 Pôster
Apresentação de projetos
concluídos ou em curso, casos concretos ou relatos de
experiência.
Podem ser apresentados
trabalhos de residência (jurídica), PIBID, PIBIC, projetos de ensino e
extensão institucionalizados.
Destina-se a boas
práticas de Justiça Restaurativa ou Justiça Terapêutica, casos de sucesso
ou pesquisas em andamento.
Os pôsteres aprovados serão expostos
no hall do evento.
🔹 Resumo
Estudos originais, revisões,
pesquisas concluídas ou em andamento.
Aberto a profissionais e
pesquisadores das áreas de justiça restaurativa e justiça terapêutica.
Permite apresentação de trabalhos
científicos, estudos de caso, análises teóricas e contribuições práticas.
Os resumos aprovados serão
apresentados em sessões orais.
9. Apresentação
Pôsteres: expostos no hall do
evento.
Resumos: apresentados em sessões
orais presenciais (no Brasil).
10. Custos
Não há cobrança pela organização
do evento para submissão dos trabalhos.
A plataforma Even3 poderá
recolher custas de processamento da submissão.
Na modalidade pôster, os
custos de impressão e transporte são de responsabilidade do(s)
autor(es).
11. Contato
Em caso
de dúvidas, entre em contato pelo e-mail: emedi.tic@tjrj.jus.br