Desde sua primeira edição, em 2004, o Coletivo em Artes Visuais (COMA) é organizado pelo corpo discente de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade de Brasília contando igualmente com o apoio da coordenação, do corpo docente e do corpo técnico do PPGAV. O evento, em sua plenitude, envolve discussões sobre temáticas que atravessam as duas áreas de concentração que compreendem o programa: Arte, Imagem e Cultura (AIC) e Métodos, Processos e Linguagens (MPL). Desde 2015, o COMA tornou-se um evento bienal e em 2025 comemoramos a sua 11ª edição. Neste ano, a partir do tema Cartografias do corpo: fuleragem, fluxo e pensamento, o evento acontecerá em um formato híbrido, tanto de forma virtual quanto presencial, no campus Darcy Ribeiro da UnB.
Bia Medeiros foi um dos nomes mais inquietos e inventivos da arte contemporânea brasileira, abrindo caminhos entre a performance, a crítica institucional e a experimentação com tecnologias obsoletas. Ao fundar o coletivo Corpos Informáticos, no Instituto de Artes da UnB, Bia transformou o espaço universitário em laboratório vivo de investigação artística e política, tensionando os limites entre arte e vida, verdade e encenação, precariedade e invenção. Seu trabalho, profundamente enraizado na experiência urbana e nos atravessamentos do corpo, desafiou os formatos hegemônicos da arte e propôs, com afeto e fuleragem, novas linguagens, conceitos e modos de presença.
No evento COMA 2025, a memória e o gesto radical de Bia Medeiros se tornam uma espécie de motor sensível e conceitual: inspiram o encontro, a criação coletiva e a insurgência poética. Que cada obra exposta, cada ação apresentada, dialogue com o legado provocador de Bia — sua defesa dos atravessamentos entre arte, política e subjetividade, sua recusa às hierarquias da arte oficial, sua aposta no risco e no jogo como formas de conhecimento. Em tempos de normatização e vigilância, Bia nos lembra da potência da arte que nasce do ruído, da gambiarra, do desejo e da dúvida. Que este COMA seja, também, um tributo vivo à artista que fez do corpo um dispositivo de crítica e reinvenção do mundo.
O COMA XI, nessa edição, oferece as seguintes modalidades de participação:
- Comunicações online
- Palestras presenciais
- Exposição presencial: Galeria Espaço Plano Piloto
- Eixo I: Arte, tecnologia e disrupção.
- Eixo II: Educação como campo de experimentação interdisciplinar.
- Eixo III: Fuleragem em métodos e processos.
- Eixo IV: Corpo como suporte, superfície, tela e projeção.