A Conferência Nacional Sustentabilidade Brasil (CNSB) é um espaço de debate qualificado e produção técnica sobre clima e sustentabilidade. Organizada pelo Instituto Sustentabilidade Brasil (ISB), chega em 2026 à sua sexta edição reunindo cientistas, gestores públicos, lideranças indígenas e quilombolas, financiadores e especialistas de diferentes setores. A CNSB funciona como uma conferência de trabalho e cada edição produz documentos técnicos, relatórios e compromissos públicos que alimentam os debates nacional e internacionais em que o Brasil participa.
Em 2026, a conferência acontece em três etapas nacionais, cada uma com território e tema próprios, complementares entre si.
A Etapa 1 abre o ciclo nos dias 25 e 26 de junho, na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória. O foco é o financiamento climático, os biomas costeiros e a transição industrial. A programação inclui dez painéis técnicos, quatro grupos de trabalho com entrega de documentos e a Jornada Científica, em parceria com o PPGES/UFES e o IJSN.
A Etapa 2 acontece nos dias 13 e 14 de julho, no Rio Grande do Norte, como etapa preparatória para a UNCCD COP17 — a conferência das Nações Unidas sobre combate à desertificação, que acontece em Ulaanbaatar, na Mongólia, de 17 a 28 de agosto de 2026. A etapa do RN entra nesse debate com território e urgência próprios. O tema central é a desertificação, organizado em três eixos: transição energética, mineração e agroecologia. A programação completa será divulgada em breve.
A Etapa 3 fecha o ciclo na Paraíba, em Campina Grande, com foco na Caatinga, em cidades resilientes, em justiça climática e em turismo. Data e programação completas serão divulgadas em breve.
Os produtos das três etapas formam o material que o ISB levará à Semana do Clima de Nova York e à COP31, em Antalya, na Turquia, em novembro de 2026.
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01
Palestra Magna
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04
Trilhas Temáticas
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10
Painéis Técnicos
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04
Grupos de Trabalho
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24
Apresentações da Jornada Científica
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Dinheiro climático existe em volume crescente no Brasil. O desafio está em fazer esse dinheiro chegar a quem precisa — comunidades, pequenos municípios, projetos territoriais. Esta trilha examina os instrumentos disponíveis: fundos públicos, mercado de carbono, crédito estruturado e finanças inclusivas. Do Fundo de Descarbonização do ES às comunidades quilombolas e indígenas, os painéis desta trilha tratam de como a arquitetura financeira pode — ou não — servir a uma transição justa.
Manguezais, florestas e zonas costeiras fazem coisas que nenhuma obra de engenharia faz: absorvem carbono, protegem a costa, regulam o clima e sustentam populações inteiras. Esta trilha trata dos biomas como ativos climáticos de valor mensurável, discutindo como protegê-los por meio de ciência, instrumentos financeiros e governança territorial. O Espírito Santo entra nesse debate com 114 km² de manguezal e um dos maiores estoques de carbono azul do país.
Reduzir as emissões na indústria tem um custo real. Alguém paga essa conta, e nem sempre é quem tem mais condições de pagá-la. Esta trilha analisa o custo da descarbonização para os setores industriais e discute como fazer essa transição de modo que trabalhadores e comunidades não fiquem para trás.
Enchentes, ressacas, erosão costeira são alguns dos efeitos do clima que já são cotidianos para muitas comunidades. Esta trilha trata de como cidades e zonas costeiras podem antecipar, precificar e financiar respostas a esses riscos, por meio de instrumentos que conectam o planejamento público ao mercado de seguros e à experiência de quem vive essa exposição.