V CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - CNE Desafios e Oportunidades da Educação no século 21: um diálogo multidisciplinar & I SEMINÁRIO HÍBRIDO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E SUAS INTERFACES

V CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - CNE Desafios e Oportunidades da Educação no século 21: um diálogo multidisciplinar & I SEMINÁRIO HÍBRIDO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO E SUAS INTERFACES

online Imperatriz, Estreito e Açailândia-Maranhão - Imperatriz - Maranhão - Brasil
presencial Com transmissão online

Sobre o evento

O V CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – CNE, Desafios e Oportunidades da Educação no século 21: um diálogo multidisciplinar e o I Seminário Híbrido Internacional de Educação e suas Interfaces serão realizados de 6 a 8 de maio de 2026, de forma híbrida e multi campi (Imperatriz, Estreito  e Açailândia). Incluirão em sua programação, conferências, palestras, mesas-redondas, minicursos, oficinas e contarão com a presença de autoridades do Brasil e do Exterior na temática em foco. Igualmente, haverá a exibição de pôsteres e apresentação de comunicações orais de participantes locais, nacionais e internacionais, assim como atividades culturais que somarão esforços para a pluralidade do campo da educação.

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Grupos de Trabalho (GTs) e Coordenadores

GT 1 - HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA

Prof. Dr. Geoesley Jose Negreiros Mendes

Prof. Me. Fausto Ricardo Silva Sousa  Fausto

Sinopse: O presente GT reúne trabalhos que discutam as histórias e culturas africanas e afro-brasileiras nas mais diversas perspectivas, em especial em diálogo com o campo educacional, acolhendo assim temáticas como: Leis n° 10.639/2003 e n° 11.645/2008, bem como demais aparatos legislativos antirracistas; culturas e histórias africanas em diásporas; epistemologias africanas e afro-brasileiras; pensamento filosófico africano; identidade negra em âmbito social e nos espaços escolares; contribuições históricas e culturais de personalidades negras; dentre outras temáticas afins.
Palavras-chave: Afro. Africanidade. Histórias. 

GT 2 - ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

Profa. Dra. Maria da Guia Taveiro Silva, Danielle Barbosa dos Santos Miranda e Romilia de Sá Feitosa

Sinopse: Este GT tem como objetivo reunir pesquisas, relatos de experiências e reflexões teóricas que contribuam para o aprofundamento das discussões sobre os processos de apropriação da língua escrita e suas múltiplas dimensões sociais, culturais e pedagógicas. Nele, acolhem-se trabalhos que abordem práticas docentes, formação de professores, desenvolvimento da consciência fonológica, leitura e escrita em contextos reais, diversidade linguística, entre outros aspectos relacionados ao ensino e à aprendizagem da língua escrita na educação básica, incluindo contextos de alfabetização de jovens, adultos e idosos. Ele se constitui um espaço de diálogo entre diferentes abordagens teóricas e metodológicas, promovendo a articulação entre pesquisa acadêmica e práticas escolares. Desta forma, busca contribuir para o fortalecimento de uma educação comprometida com a inclusão, a equidade e o direito à alfabetização e ao letramento de qualidade.

Palavras-chave: Alfabetização. Letramento. Práticas pedagógicas. Formação docente. Linguagem escrita.

 

GT 3 – EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE E INTERCULTURALIDADE

Prof. Dr. César Alessandro Sagrillo Figueiredo

Profa. Ma. Hildenê Severo

Sinopse: O Grupo de Trabalho tem como objetivo principal reunir pesquisas, experiências e reflexões que abordem as múltiplas dimensões da diversidade no contexto educacional, com ênfase nas relações interculturais e na promoção de práticas pedagógicas inclusivas e equitativas. Considerando os desafios contemporâneos relacionados às desigualdades sociais, culturais, linguísticas, étnico-raciais e de gênero, o GT propõe-se a fomentar o diálogo crítico sobre políticas públicas educacionais, currículos, metodologias e vivências que valorizem a pluralidade de saberes e identidades presentes nos espaços educativos. Tambem, são bem-vindas contribuições que explorem perspectivas decoloniais para além do cânone, sobretudo, focando a educação antirracista, o ensino bilíngue/multilíngue, a educação indígena, quilombola e do campo, bem como estudos que discutam a formação docente para uma atuação ética, crítica e intercultural de modo plural. Em síntese, este GT convida docentes, pesquisadores, estudantes e demais profissionais da educação a compartilhar experiências e investigações comprometidas com uma educação democrática, crítica e socialmente justa.

 

GT 4 – EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

Prof. Dr. Bruno Lucio Meneses Nascimento (CCHSTL/UEMASUL)

Profa. Dra. Thatyane Pereira de Sousa (CCA/ UEMASUL)

Profa Dra. Regiane Késsias de Souza Lira (CCHSTL/UEMASUL)

Profa. Dra. Ivaneide de Oliveira Nascimento (CCENT/UEMASUL)

 

Sinopse: O Grupo de Discussão sobre Educação Ambiental e Sustentabilidade tem como objetivo promover uma reflexão crítica e propositiva sobre a Educação Ambiental como processo de formação continuada, participativa e crítica, que visa a preservação ambiental e a sustentabilidade. Nesse contexto, a Educação Ambiental é entendida como um tema integrador que perpassa todas as áreas do conhecimento, seja por meio de planos, programas ou projetos e ações que visem a sensibilização, construção de valores socioambientais, produção de conhecimentos, habilidades, atitudes e competências, voltadas para a conservação do meio ambiente e a promoção da sustentabilidade. O grupo de discussão buscará explorar conceitos básicos, tais como educação e ambiente, e discutir como esses conceitos se relacionam com a prática da Educação Ambiental. Além disso, serão abordadas questões como a importância da Educação Ambiental na formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de tomar decisões informadas sobre questões ambientais e de sustentabilidade. O objetivo é criar um espaço de discussão e reflexão sobre a Educação Ambiental e a Sustentabilidade, onde os participantes possam compartilhar experiências, conhecimentos e práticas, e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Pretende-se, assim, fomentar a troca de ideias e experiências entre os participantes, e estimular a reflexão crítica sobre o papel da Educação Ambiental na promoção da sustentabilidade e na conservação do meio ambiente.

 

GT 5 - DIÁLOGOS POSSÍVEIS NO CONTEXTO ESCOLAR: multiletramentos, novos letramentos e letramentos críticos

Profa. Dra. Ilza Leia Ramos Arouche e Profa. Ma. Isabel Delice

Sinopse: Em um cenário de profundas e aceleradas transformações socioculturais, políticas e tecnológicas, a compreensão e a prática das linguagens são continuamente redefinidas. O ecossistema digital, em sua ubiquidade, permeia e remodela as práticas formativas e os processos de letramento. O Grupo de Trabalho (GT) "Diálogos Possíveis no Contexto Escolar: Multiletramentos, Novos Letramentos e Letramentos Críticos" tem como objetivo principal reunir e debater pesquisas que investiguem práticas formativas inovadoras. Para tanto, convidamos a submissão de trabalhos que analisem, sob uma perspectiva sociocrítica, os seguintes eixos temáticos e suas interconexões nos ambientes educacionais (escolares e universitários): Práticas Formativas Inovadoras: Investigação de abordagens pedagógicas emergentes que contextualizem os letramentos e a integração de artefatos tecnológicos. Relação Linguagem-Tecnologia: Análise de como as diversas modalidades de linguagem e os distintos artefatos tecnológicos podem promover: o protagonismo de estudantes e docentes, o trabalho colaborativo,  o  fomento ao desenvolvimento de identidades multiletradas. Agência e Produção de Conhecimento: Estudos que explorem a agência dos sujeitos no processo de letramento e na produção de conhecimento em contextos contemporâneos, enfatizando a dimensão sociocrítica.


GT 6 – EDUCAÇÃO DO CAMPO E MOVIMENTO SOCIAIS

Profa. Ma. Kezia da Silva Calixto

Profa. Dra. Carmem Barroso Ramos

Sinopse: O objetivo deste Grupo Temático é reunir trabalhos científicos que buscam refletir a educação camponesa e outros modelos educativos interseccionados aos movimentos sociais. A educação do campo intenciona construir coletivamente práticas educacionais emancipatórias que protagonizam os trabalhadores e trabalhadoras. É uma educação para além do capital, que não se encerra “no terreno estrito da pedagogia”, mas sai às ruas, “para os espaços públicos” (Mészáros, 2008, p. 10), empenhando-se pela conscientização da condição de oprimido (Freire, 2013). Conhecer a história dos movimentos sociais no mundo e no Brasil, buscar analisar suas contribuições éticas e políticas no processo da educação é necessário para a formação de uma sociedade mais justa, mais democrática e igualitária. Por esta razão, o GT também busca tratar sobre a nossa formação histórica social burguesa/capitalista conflituosa, orientada por um racionalidade excludente e opressora. Pretende ainda compreender a ideia de educação popular – seu aspecto pedagógico, ético, político e cultural, assim como a urgência dos movimentos sociais no Brasil, no Maranhão e na região Tocantina do Maranhão. E entender os principais movimentos sociais contemporâneos e sua relação com uma educação anticolonial, antirracista, antilatifundiária, e anticapitalista, considerando que a educação precisa qualificar seus alunos para a vida e não para o mercado – o que vai na contramão dos modelos educacionais mercadológicos adotados pela democracia burguesa brasileira. Portanto, o GT visa promover discussões que pensem a) – a questão agrária brasileira lutas sociais e teorias críticas (como as ecológicas), b) – práticas agroecológicas integradas ao currículo escolar, c) – paradigmas educacionais que integrem a construção da consciência crítica, anticapitalista, antilatifundiária, anticolonial, antirracista e pela preservação e justiça ambiental. Também são bem-vindos trabalhos que examinam a produção artística e literária no campo.

 

GT 7 – HISTÓRIA, MEMÓRIAS E NARRATIVAS NA EDUCAÇÃO

Profª Drª Lilian Castelo Branco (UEMASUL)

Profª Me. Mariana Soares dos Santos (UEMASUL/UFNT)

 

Sinopse: A construção dos saberes perpassa processos de aprendizagem que se alicerçam nos fundamentos da memória, da história e das produções narrativas. Em contexto de ensino-aprendizagem, considerar os espaços de subjetivação da memória na construção de narrativas e na reflexão sobre a realidade histórica e a realidade ficcional, oportunizam práticas sociais e compartilhadas de saberes, para além da instrumentalização pedagógica. Dessa forma, dentro dos contextos de produção do conhecimento, a memória é mobilizada como resgate crítico e afetivo, enquanto as narrativas possibilitam espaços de conexão entre experiências pessoais e coletivas, pondo em contato vivências, culturas e contextos sociais e históricos distintos.   Tendo isso em vista, este GT tem por objetivo discutir a memória, a história e a produção de narrativas em contextos de ensino-aprendizagem e de produção artística. Para isso, entende-se que a interação dos campos da memória e da produção de conhecimentos que envolvam os processos históricos e a criação da realidade ficcional narrativa, promove espaços de escuta em que a diversidade cultural e social é celebrada e que, por sua vez, também oportuniza a ampliação e o desenvolvimento de um espaço educativo inclusivo voltado para as produções artístico-coletivas dos mais variados segmentos étnicos, culturais e sociais do país. Em síntese, o presente GT aceitará pesquisas e demais trabalhos teóricos que acolham a memória, a história crítica social e a construção da narrativa ficcional como mediadores da produção dos saberes em contextos de ensino-aprendizagem e de criação nos mais diversos campos das artes.

 Palavras-chave: Memória. Narrativas. Histórias. Educação.

GT 8 - GESTÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS  

Dra. Roza Maria Soares da Silva

Ma. Marinalva da Silva Ferreira

Esp. Izaias Félix da Cunha 
Prof. Dr. Hugo Lima Araújo

Sinopse: A gestão e as políticas públicas educacionais são espaços para discussões constantes que visam a apropriação dialética do homem destes elementos e de suas causas e consequências na estruturação social. Nessa empreitada, o Grupo de Trabalho em Gestão e Políticas Públicas Educacionais tem como objetivo promover a análise crítica, o debate, a reflexão e a divulgação de produções acadêmicas que tratam sobre os processos de formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas educacionais em diferentes níveis e esferas governamentais frente os processos constantes de transformação e modernização da sociedade que influem no sujeito e na sua formação cidadã; sobre a organização e o funcionamento dos sistemas de ensino, a gestão democrática das instituições escolares e a Nova Gestão Pública no contexto educacional; o financiamento da educação, os processos de regulação e os mecanismos de controle social; as teorias organizacionais e modelos gerenciais de gestão educacional; os impactos das reformas educacionais recentes, os desafios enfrentados pelos gestores educacionais e as estratégias para a promoção da equidade, qualidade e justiça social na educação pública. Dessa forma, os debates aqui promovidos transcendem a superficialidade e agem de forma imersiva e compreensiva ao contribuir para a teia das relações estabelecidas nestes campos de estudos propiciando a divulgação e o encontro de pares científicos.

Palavras-chave: Gestão Democrática da Educação. Nova Gestão Pública. Teorias Organizacionais.

 

GT 9 - INFÂNCIA, EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E SOCIEDADE

Profa. Ma. Flaviana Oliveira de Carvalho (CCHSL-UEMASUL)

Profa. Ma. Caroliny Santos Lima (CCGR-UFMA)

Profa. Ma. Edilma Bandeira de Araújo Nogueira (SEMED/ PARFOR-UFMA)

Sinopse: Este GT contempla as diferentes áreas do conhecimento que compõem o campo dos estudos da infância e das crianças.  Focaliza o intercâmbio científico de pesquisas e experiências de docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, professores da educação básica e demais interessados na história e memória da infância, bem como as que consideram a agência social e a participação de bebês e crianças em diferentes contextos. São bem-vindos trabalhos que tenham como tema: socialização, protagonismo e agência, cidadania e direitos, cultura lúdica, culturas infantis de pares e relações adulto-criança, políticas públicas para a infância e ética e metodologia na pesquisa com crianças, dentre outros.

 

GT 10 - GEOGRAFIA ACADÊMICA E ESCOLAR

Profa. Dra. Elza Ribeiro dos Santos Neta (CCHSL/UEMASUL)

Sinopse: O ensino de Geografia desempenha papel fundamental na formação de sujeitos críticos, conscientes e atuantes na sociedade. Este Grupo de Trabalho tem como objetivo promover reflexões, debates e trocas de experiências entre pesquisadores, professores da educação básica e licenciandos fortalecendo o diálogo entre universidade e escola em torno das interfaces que norteiam as práticas de ensino e aprendizagem da Geografia acadêmica e escolar, cujas temáticas abordem: Pesquisa na Geografia; Ensino de Geografia; Conhecimentos geográficos e consciência espacial-cidadã; Formação inicial e continuada de professores de Geografia; Experiências de iniciação à docência; Metodologias inovadoras no ensino de Geografia, Tecnologias educacionais e assistivas aplicadas ao ensino de Geografia; Relação da geografia acadêmica com a Geografia escolar; A articulação entre teoria e prática no ensino de Geografia; A valorização dos saberes locais e das vivências dos estudantes; e outros temas pertinentes.

 

GT 11 - TELA E PALCO NOS ENTREMEIOS EDUCATIVOS

Prof. Dr. Antônio Coutinho Soares Filho (Uemasul/Ifma)

Profa. Dra. Deivanira Vasconcelos Soares (Unitins/Uemasul)

Sinopse: As artes sonoro-visuais têm um grande apelo sensorial à medida que estimulam os sentidos e as emoções quando se tem contato com elas. Deste modo, o presente GT entende que o cinema e o teatro são dois potentes instrumentos artísticos e comunicativos, que podem enriquecer a experiência de sala de aula, provocando a fruição, a reflexão e a análise no âmbito escolar, despertando, assim, o senso crítico dos(as) estudantes. Nessa direção, o GT pretende discutir a utilização das artes cinematográfica e cênica no contexto educativo, tendo em vista debater a pertinência e o êxito, como também os entraves, que tal diálogo provoca na ação educativa. Frise-se que o processo de adaptação fílmica e de peças teatrais, bem como a leitura e a elaboração de roteiros para uso escolar são oportunidades de estudo e desenvolvimento cognitivo, dada a articulação de saberes necessários para sua efetivação. Acrescente-se, ainda, o caráter coletivo, ou seja, de socialização e de acordos interpessoais necessários para realizar este tipo de atividade em sala de aula. Assim, desde a simples fruição até a apropriação das ferramentas fílmicas e teatrais auxiliam e reforçam o aprendizado como força lúdica, criativa e crítica. Portanto, o presente grupo acolherá propostas teóricas, bem como experiências, que mobilizem a fruição, a escrita e a elaboração de atividades artístico-pedagógicas que articulem o olhar fílmico e teatral em sala de aula.

Palavras-chave: Filme. Teatro. Educação.

 

GT 12 - FORMAÇÃO DOCENTE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: saberes, práticas e políticas

Profa. Esp. Ozianne Pinheiro de Souza
Profa. Esp. Glaciléia Assunção Oliveira

Profa. Esp. Jean Pierr de Sousa Viana Figueiredo

 Sinopse: A proposta do Grupo de Trabalho “Formação Docente para a Educação Infantil: Saberes, Práticas e Políticas” emerge da necessidade de aprofundar a reflexão sobre os desafios e especificidades da docência na primeira etapa da Educação Básica. Ancorado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI, 2009), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) e na legislação educacional vigente (como o ECA e a LDB), o GT busca oferecer um espaço formativo coletivo, colaborativo e crítico, voltado para futuros(as) professores(as) da Educação Infantil no curso de Pedagogia. A infância é compreendida aqui como uma construção social, histórica e cultural (SARMENTO, 2005; KRAMER, 1995), o que implica reconhecer as crianças como sujeitos de direitos e protagonistas dos seus processos de aprendizagem. A formação docente precisa, portanto, estar pautada em um olhar sensível e ético sobre as culturas infantis, respeitando suas múltiplas linguagens e formas de expressão, como o brincar, a imaginação, a oralidade e a corporeidade (OLIVEIRA, 2002; CORSARO, 2011). Neste GT, o percurso formativo propõe-se a integrar saberes teóricos e práticos, superando a dicotomia entre conhecimento acadêmico e experiência pedagógica (TARDIF, 2002). O estudo das políticas públicas educacionais, das abordagens pedagógicas contemporâneas e das práticas inclusivas visa fomentar uma formação crítica e emancipadora, conforme defendido por autores como Paulo Freire e Dermeval Saviani. Além disso, o GT compreende a formação inicial como um processo contínuo, que demanda o desenvolvimento de competências didático-pedagógicas, a reflexão sobre a prática e o compromisso com uma educação democrática, laica, inclusiva e antirracista. O campo da Educação Infantil exige que os(as) pedagogos(as) compreendam as especificidades do cuidado e da educação em sua inseparabilidade, como destaca a própria DCNEI. As atividades do GT envolvem roda de conversa e análise de práticas pedagógicas, visando promover o diálogo entre teoria e realidade educacional.

 

GT 13 - ESTÁGIO SUPERVISIONADO COMO INSTRUMENTO DA EXTENSÃO E DA PESQUISA

Profa. Dra. Diana Barreto Costa

Sinopse: O estágio como componente curricular, ao longo da história da formação de professores, apresentou diferentes concepções. Por muito tempo, em contraposição à teoria, foi identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais, sustentado ora na compreensão da prática como imitação de modelos, ora como mera instrumentalização técnica (PIMENTA; LIMA, 2012). Tais visões resultam em um empobrecimento das práticas nas escolas, pois não consideram a indissociabilidade entre teoria e prática.  Segundo Pimenta e Lima (2012, p. 41) o estágio não é “teoria ou prática”, mas “teoria e prática”. As autoras convidam à redefinição do estágio com a finalidade de “propiciar ao aluno uma aproximação à realidade na qual atuará”, devendo “caminhar para a reflexão, a partir da realidade” (idem, p. 45). O campo de estágio, portanto, favorece à pesquisa que por sua vez poderá resultar em extensão e inovação. Este GT favorece à socialização das experiências, não apenas no tripé que sustenta a Instituição de Ensino Superior (IES) mas também no que tange à inovação e ao estágio curricular obrigatório.

Palavras-chave: Estágio curricular obrigatório. Pesquisa. Desafios. Legislação

 

GT 14 – LÍNGUA, DIVERSIDADE E ENSINO

Profa. Dra. Gabriela Guimarães Jeronimo

Profa. Ma. Silvana Oliveira do Nascimento

Sinopse: O ensino de língua portuguesa, no Brasil, ainda mantém muitas marcas da colonização, de modo que a diversidade linguística é pensada a partir da variedade prestigiada social e institucionalmente, ou seja, tudo que foge ou destoa da norma curta (Faraco, 2008) é considerado errado, informal, coloquial ou, como preferem algumas literaturas relativamente recentes e consideradas mais inclusivas, inadequado para ocasião. Existem muitos discursos e teorias que defendem a necessidade de, em sala de aula, ir além da gramática normativa, no entanto, esse padrão continua em um lugar de poder, ao passo que diferentes formas de realizar a língua são colocadas, quando há boa vontade, na categoria do popular/exótico que deve ser respeitado e até mesmo abordado em se tratando da formação do português brasileiro. Desse modo, este GT tem por finalidade acolher e dialogar com professores/as da educação básica e superior, bem como pesquisadores/as, cujo foco de seus estudos esteja em propor metodologias que provoquem barulho durante as aulas de língua portuguesa, ou seja, que rompam com o silêncio academicamente ensinado e tolamente proliferado (Ferrarezi Jr., 2014). Nesse sentido, receberemos também trabalhos voltados para o uso de metodologias ativas, com foco na análise linguística de forma abrangente e contextualizada, considerando os três eixos para o ensino de gramática: Heterogeneidade, Interatividade e Sistematicidade (Vieira, 2017), bem como uma Aprendizagem Linguística Ativa mais inclusiva (Pilati, 2024) através atividades metacognitivas e materiais manipuláveis. Ademais, interessa-nos os mais variados estudos que buscam pensar a diversidade linguística numa perspectiva interseccional e decolonial.

Palavras-chave: português brasileiro; diversidade; ensino; metodologias ativas.

 

GT 15 - LETRAMENTO, FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO E ENSINO DE LITERATURA

Yasmine Sthéfane Louro da Silva (UFPI/UEMA)

Profa. Dra. Mônica Assunção Mourão (UFNT/UEMASUL)

Nilton Lima Rocha Júnior (UFU)

Sinopse: O presente simpósio tem como objetivo reunir trabalhos, resultantes de pesquisas concluídas ou em andamento, cuja metodologia contemple os estudos em letramento literário, como também os aspectos norteadores inerentes à formação do leitor literário no ensino de literatura. Privilegiaremos pesquisas cujo foco seja tanto estritamente estético, quanto investigações voltadas para as experiências de professores e educandos em sala de aula. Assim, contamos com contribuições que contemplem metodologias voltadas para o letramento e formação do leitor literário, que se apropriem do letramento literário enquanto teoria; como também que explorem a estética da recepção a a crítica literária; assim como teorias estritamente educacionais, voltadas para uma investigação interessada no aspecto de ensino-aprendizagem no processo. Como fundamentação teórica indicada, aguardamos trabalhos cujos autores construam as discussões a partir dos estudos de Cosson (2006) e Cosson (2014), Silva (2022), sobre letramento literário; de Colomer (2023) e Riter (2009), acerca da formação do leitor. Como resultados pretendidos, esperamos contribuições que se dediquem a evidenciar o caráter crítico e reflexivo do letramento literário promovido externamente, seja por instituições de ensino, por meio dos professores, seja por uma iniciativa individual e particular do educando, o leitor em formação. Ainda que ambas as alternativas sejam únicas e particulares em seus desdobramentos, estas ainda resultam igualmente em uma imersão unitária no texto enquanto obra de arte genuína, que instiga a reflexão e desenvolve o pensamento crítico, promovendo a função primeira da literatura, que é a de instigar a imaginação do seu consumidor, o leitor.

Palavras-chave: Letramento literário. Formação do leito literário. Ensino de Literatura.

 

GT 16 – ESCRITAS DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS

Profa. Esp. Elayne Sared da Silva Morais (Uemasul)

Prof. Esp. Gabriel Alves da Silva (Uemasul/UNISC)

Prof. Me. Rafael Aranha de Sousa (Uemasul/UNISC)

Sinopse: O presente GT congrega pesquisadores que estudam a literatura produzida por mulheres negras no Brasil em suas diversas facetas, gêneros, temáticas e lugares de falas. Considerando que a literatura escrita por mulheres negras tem sido revisitada nos últimos anos em uma perspectiva que questiona o cânone brasileiro e as ideologias de violências de raça e de gênero, essas escritas proporcionam o lugar de fala a vozes que outrora foram esquecidas e marginalizadas pela epistemologia ocidental branca. Dessa forma, o GT acolhe trabalhos com temáticas que versem os estudos da prosa e poética de autoria feminina negra em uma cosmovisão feminista em suas expressões. Em síntese o GT convida pesquisadores, docentes, discentes, a comunidade acadêmica em geral e professores da educação básica a propor uma reflexão sobre produção e recepção de textos literários de autoria feminina, destacando a relevância dessas obras na construção de discursos de gênero e de resistência.

Palavras-chave: Autoria feminina negra. Cosmovisão feminista. Mulheres negras.

  

GT 17– ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS NA EJAI

 Profa. Dra. Elizabete Rocha de Souza Lima

 Sinopse: A Educação de Jovens, Adultos e Idosos - EJAI é uma modalidade de ensino que, no contexto escolar reúne pessoas adolescentes, jovens adultas e idosas, em uma mesma sala. Essas pessoas resolveram retomar sua trajetória estudantil, porque, por algum motivo, não puderam concluir sua Educação Básica no tempo esperado para sua faixa etária. No contexto do ensino e da aprendizagem de línguas, trata-se de uma modalidade que necessita de ações para um ensino de línguas, significativo ao ponto de atender às expectativas dos aprendizes quanto à concretização de diferentes práticas sociais e inclusivas. Isso implica conceber a sala de aula da modalidade EJAI como um espaço de ensinar e aprender uma língua para a valorização e inserção social das pessoas aprendizes no contexto da adultez. Desse modo, o foco deste GT é fomentar discussões sobre temas como: o ensino e a aprendizagem de línguas na adultez, o (des)uso do material didático para a EJAI, a implementação de políticas públicas para o contexto da modalidade, a utilização dos pressupostos da Andragogia e da Teoria Sociocultural para uma aprendizagem socialmente inclusiva e significativa para os aprendizes. Assim, este GT agrega trabalhos de alunos da graduação, da pós-graduação, professores da Educação Básica e pesquisadores/pesquisadoras, com pesquisas concluídas ou em desenvolvimento, no âmbito da educação nacional e ou internacional, cujo objeto de estudo se relacione às práticas docentes na perspectiva inclusiva social de aprendizes adolescentes, jovens, adultos ou idosos.

 

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