Grupos de Trabalho (GTs) e Coordenadores
GT 1 - HISTÓRIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA
Prof. Dr. Geoesley Jose Negreiros Mendes
Prof. Me. Fausto Ricardo Silva Sousa Fausto
Sinopse: O presente GT reúne trabalhos que
discutam as histórias e culturas africanas e afro-brasileiras nas mais diversas
perspectivas, em especial em diálogo com o campo educacional, acolhendo assim
temáticas como: Leis n° 10.639/2003 e n° 11.645/2008, bem como demais aparatos
legislativos antirracistas; culturas e histórias africanas em diásporas;
epistemologias africanas e afro-brasileiras; pensamento filosófico africano;
identidade negra em âmbito social e nos espaços escolares; contribuições
históricas e culturais de personalidades negras; dentre outras temáticas afins.
Palavras-chave: Afro. Africanidade. Histórias.
GT 2 - ALFABETIZAÇÃO
E LETRAMENTO
Profa. Dra. Maria da Guia
Taveiro Silva, Danielle Barbosa dos Santos Miranda e Romilia
de Sá Feitosa
Sinopse: Este GT tem como objetivo reunir pesquisas, relatos de experiências
e reflexões teóricas que contribuam para o aprofundamento das discussões sobre
os processos de apropriação da língua escrita e suas múltiplas dimensões
sociais, culturais e pedagógicas. Nele, acolhem-se trabalhos que abordem
práticas docentes, formação de professores, desenvolvimento da consciência
fonológica, leitura e escrita em contextos reais, diversidade linguística,
entre outros aspectos relacionados ao ensino e à aprendizagem da língua escrita
na educação básica, incluindo contextos de alfabetização de jovens, adultos e
idosos. Ele se constitui um espaço de diálogo entre diferentes abordagens
teóricas e metodológicas, promovendo a articulação entre pesquisa acadêmica e
práticas escolares. Desta forma, busca contribuir para o fortalecimento de uma
educação comprometida com a inclusão, a equidade e o direito à alfabetização e
ao letramento de qualidade.
Palavras-chave:
Alfabetização. Letramento. Práticas pedagógicas. Formação docente. Linguagem
escrita.
GT 3 – EDUCAÇÃO,
DIVERSIDADE E INTERCULTURALIDADE
Prof. Dr. César Alessandro Sagrillo Figueiredo
Profa. Ma. Hildenê Severo
Sinopse: O Grupo de Trabalho tem como
objetivo principal reunir pesquisas, experiências e reflexões que abordem as
múltiplas dimensões da diversidade no contexto educacional, com ênfase nas
relações interculturais e na promoção de práticas pedagógicas inclusivas e
equitativas. Considerando os desafios contemporâneos relacionados às
desigualdades sociais, culturais, linguísticas, étnico-raciais e de gênero, o
GT propõe-se a fomentar o diálogo crítico sobre políticas públicas
educacionais, currículos, metodologias e vivências que valorizem a pluralidade
de saberes e identidades presentes nos espaços educativos. Tambem, são
bem-vindas contribuições que explorem perspectivas decoloniais para além do
cânone, sobretudo, focando a educação antirracista, o ensino bilíngue/multilíngue,
a educação indígena, quilombola e do campo, bem como estudos que discutam a
formação docente para uma atuação ética, crítica e intercultural de modo
plural. Em síntese, este GT convida docentes, pesquisadores, estudantes e
demais profissionais da educação a compartilhar experiências e investigações
comprometidas com uma educação democrática, crítica e socialmente justa.
GT 4 – EDUCAÇÃO
AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE
Prof. Dr. Bruno Lucio Meneses
Nascimento (CCHSTL/UEMASUL)
Profa. Dra. Thatyane Pereira de
Sousa (CCA/ UEMASUL)
Profa Dra. Regiane Késsias de
Souza Lira (CCHSTL/UEMASUL)
Profa. Dra. Ivaneide de Oliveira
Nascimento (CCENT/UEMASUL)
Sinopse: O Grupo de
Discussão sobre Educação Ambiental e Sustentabilidade tem como objetivo
promover uma reflexão crítica e propositiva sobre a Educação Ambiental como
processo de formação continuada, participativa e crítica, que visa a
preservação ambiental e a sustentabilidade. Nesse contexto, a Educação
Ambiental é entendida como um tema integrador que perpassa todas as áreas do
conhecimento, seja por meio de planos, programas ou projetos e ações que visem
a sensibilização, construção de valores socioambientais, produção de
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências, voltadas para a
conservação do meio ambiente e a promoção da sustentabilidade. O grupo de
discussão buscará explorar conceitos básicos, tais como educação e ambiente, e
discutir como esses conceitos se relacionam com a prática da Educação
Ambiental. Além disso, serão abordadas questões como a importância da Educação
Ambiental na formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de tomar
decisões informadas sobre questões ambientais e de sustentabilidade. O objetivo
é criar um espaço de discussão e reflexão sobre a Educação Ambiental e a
Sustentabilidade, onde os participantes possam compartilhar experiências,
conhecimentos e práticas, e contribuir para a construção de uma sociedade mais
justa e sustentável. Pretende-se, assim, fomentar a troca de ideias e
experiências entre os participantes, e estimular a reflexão crítica sobre o
papel da Educação Ambiental na promoção da sustentabilidade e na conservação do
meio ambiente.
GT 5 - DIÁLOGOS
POSSÍVEIS NO CONTEXTO ESCOLAR: multiletramentos, novos letramentos e
letramentos críticos
Profa. Dra. Ilza Leia Ramos Arouche e Profa. Ma. Isabel Delice
Sinopse: Em um cenário de profundas e
aceleradas transformações socioculturais, políticas e tecnológicas, a
compreensão e a prática das linguagens são continuamente redefinidas. O
ecossistema digital, em sua ubiquidade, permeia e remodela as práticas
formativas e os processos de letramento. O Grupo de Trabalho (GT)
"Diálogos Possíveis no Contexto Escolar: Multiletramentos, Novos
Letramentos e Letramentos Críticos" tem como objetivo principal reunir e
debater pesquisas que investiguem práticas formativas inovadoras. Para tanto,
convidamos a submissão de trabalhos que analisem, sob uma perspectiva
sociocrítica, os seguintes eixos temáticos e suas interconexões nos ambientes
educacionais (escolares e universitários): Práticas
Formativas Inovadoras: Investigação de
abordagens pedagógicas emergentes que contextualizem os letramentos e a
integração de artefatos tecnológicos. Relação
Linguagem-Tecnologia: Análise de como as
diversas modalidades de linguagem e os distintos artefatos tecnológicos podem
promover: o protagonismo de estudantes e docentes, o trabalho
colaborativo, o fomento ao desenvolvimento de identidades
multiletradas. Agência e
Produção de Conhecimento: Estudos que
explorem a agência dos sujeitos no processo de letramento e na produção de
conhecimento em contextos contemporâneos, enfatizando a dimensão sociocrítica.
GT 6 – EDUCAÇÃO DO
CAMPO E MOVIMENTO SOCIAIS
Profa. Ma. Kezia da Silva Calixto
Profa. Dra. Carmem Barroso Ramos
Sinopse: O objetivo deste Grupo Temático é
reunir trabalhos científicos que buscam refletir a educação camponesa e outros
modelos educativos interseccionados aos movimentos sociais. A educação do campo
intenciona construir coletivamente práticas educacionais emancipatórias que
protagonizam os trabalhadores e trabalhadoras. É uma educação para além do
capital, que não se encerra “no terreno estrito da pedagogia”, mas sai às ruas,
“para os espaços públicos” (Mészáros, 2008, p. 10), empenhando-se pela
conscientização da condição de oprimido (Freire, 2013). Conhecer a história dos
movimentos sociais no mundo e no Brasil, buscar analisar suas contribuições
éticas e políticas no processo da educação é necessário para a formação de uma
sociedade mais justa, mais democrática e igualitária. Por esta razão, o GT
também busca tratar sobre a nossa formação histórica social
burguesa/capitalista conflituosa, orientada por um racionalidade excludente e
opressora. Pretende ainda compreender a ideia de educação popular – seu aspecto
pedagógico, ético, político e cultural, assim como a urgência dos movimentos
sociais no Brasil, no Maranhão e na região Tocantina do Maranhão. E entender os
principais movimentos sociais contemporâneos e sua relação com uma educação
anticolonial, antirracista, antilatifundiária, e anticapitalista, considerando
que a educação precisa qualificar seus alunos para a vida e não para o mercado
– o que vai na contramão dos modelos educacionais mercadológicos adotados pela
democracia burguesa brasileira. Portanto, o GT visa promover discussões que
pensem a) – a questão agrária brasileira lutas sociais e teorias críticas (como
as ecológicas), b) – práticas agroecológicas integradas ao currículo escolar,
c) – paradigmas educacionais que integrem a construção da consciência crítica,
anticapitalista, antilatifundiária, anticolonial, antirracista e pela
preservação e justiça ambiental. Também são bem-vindos trabalhos que examinam a
produção artística e literária no campo.
GT 7 – HISTÓRIA,
MEMÓRIAS E NARRATIVAS NA EDUCAÇÃO
Profª Drª Lilian Castelo Branco
(UEMASUL)
Profª Me. Mariana Soares dos
Santos (UEMASUL/UFNT)
Sinopse: A construção dos saberes perpassa processos de aprendizagem
que se alicerçam nos fundamentos da memória, da história e das produções
narrativas. Em contexto de ensino-aprendizagem, considerar os espaços de
subjetivação da memória na construção de narrativas e na reflexão sobre a
realidade histórica e a realidade ficcional, oportunizam práticas sociais e
compartilhadas de saberes, para além da instrumentalização pedagógica. Dessa
forma, dentro dos contextos de produção do conhecimento, a memória é mobilizada
como resgate crítico e afetivo, enquanto as narrativas possibilitam espaços de
conexão entre experiências pessoais e coletivas, pondo em contato vivências,
culturas e contextos sociais e históricos distintos. Tendo isso em vista, este GT tem por
objetivo discutir a memória, a história e a produção de narrativas em contextos
de ensino-aprendizagem e de produção artística. Para isso, entende-se que a
interação dos campos da memória e da produção de conhecimentos que envolvam os
processos históricos e a criação da realidade ficcional narrativa, promove
espaços de escuta em que a diversidade cultural e social é celebrada e que, por
sua vez, também oportuniza a ampliação e o desenvolvimento de um espaço
educativo inclusivo voltado para as produções artístico-coletivas dos mais
variados segmentos étnicos, culturais e sociais do país. Em síntese, o presente
GT aceitará pesquisas e demais trabalhos teóricos que acolham a memória, a
história crítica social e a construção da narrativa ficcional como mediadores da
produção dos saberes em contextos de ensino-aprendizagem e de criação nos mais
diversos campos das artes.
Palavras-chave: Memória. Narrativas. Histórias. Educação.
GT 8 - GESTÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS
EDUCACIONAIS
Dra.
Roza Maria Soares da Silva
Ma.
Marinalva da Silva Ferreira
Esp.
Izaias Félix da Cunha
Prof. Dr. Hugo Lima Araújo
Sinopse: A
gestão e as políticas públicas educacionais são espaços para discussões
constantes que visam a apropriação dialética do homem destes elementos e de
suas causas e consequências na estruturação social. Nessa empreitada, o Grupo
de Trabalho em Gestão e Políticas Públicas Educacionais tem como objetivo
promover a análise crítica, o debate, a reflexão e a divulgação de produções
acadêmicas que tratam sobre os processos de formulação, implementação,
monitoramento e avaliação das políticas educacionais em diferentes níveis e
esferas governamentais frente os processos constantes de transformação e
modernização da sociedade que influem no sujeito e na sua formação cidadã;
sobre a organização e o funcionamento dos sistemas de ensino, a gestão
democrática das instituições escolares e a Nova Gestão Pública no contexto
educacional; o financiamento da educação, os processos de regulação e os
mecanismos de controle social; as teorias organizacionais e modelos gerenciais
de gestão educacional; os impactos das reformas educacionais recentes, os
desafios enfrentados pelos gestores educacionais e as estratégias para a
promoção da equidade, qualidade e justiça social na educação pública. Dessa
forma, os debates aqui promovidos transcendem a superficialidade e agem de
forma imersiva e compreensiva ao contribuir para a teia das relações
estabelecidas nestes campos de estudos propiciando a divulgação e o encontro de
pares científicos.
Palavras-chave:
Gestão Democrática da Educação. Nova Gestão Pública. Teorias Organizacionais.
GT 9 - INFÂNCIA, EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E SOCIEDADE
Profa. Ma. Flaviana Oliveira de
Carvalho (CCHSL-UEMASUL)
Profa. Ma. Caroliny Santos Lima
(CCGR-UFMA)
Profa. Ma. Edilma Bandeira de
Araújo Nogueira (SEMED/ PARFOR-UFMA)
Sinopse: Este GT contempla as diferentes
áreas do conhecimento que compõem o campo dos estudos da infância e das
crianças. Focaliza o intercâmbio
científico de pesquisas e experiências de docentes, estudantes de graduação e pós-graduação,
professores da educação básica e demais interessados na história e memória da
infância, bem como as que consideram a agência social e a participação de bebês
e crianças em diferentes contextos. São bem-vindos trabalhos que tenham como
tema: socialização, protagonismo e agência, cidadania e direitos, cultura
lúdica, culturas infantis de pares e relações adulto-criança, políticas
públicas para a infância e ética e metodologia na pesquisa com crianças, dentre
outros.
GT 10 - GEOGRAFIA
ACADÊMICA E ESCOLAR
Profa. Dra. Elza Ribeiro dos Santos Neta (CCHSL/UEMASUL)
Sinopse: O ensino de Geografia
desempenha papel fundamental na formação de sujeitos críticos, conscientes e
atuantes na sociedade. Este Grupo de Trabalho tem como objetivo promover
reflexões, debates e trocas de experiências entre pesquisadores, professores da
educação básica e licenciandos fortalecendo o diálogo entre universidade e
escola em torno das interfaces que norteiam as práticas de ensino e
aprendizagem da Geografia acadêmica e escolar, cujas temáticas abordem:
Pesquisa na Geografia; Ensino de Geografia; Conhecimentos geográficos e
consciência espacial-cidadã; Formação inicial e continuada de professores de
Geografia; Experiências de iniciação à docência; Metodologias inovadoras no
ensino de Geografia, Tecnologias educacionais e assistivas aplicadas ao ensino
de Geografia; Relação da geografia acadêmica com a Geografia escolar; A
articulação entre teoria e prática no ensino de Geografia; A valorização dos
saberes locais e das vivências dos estudantes; e outros temas pertinentes.
GT 11 - TELA E PALCO NOS ENTREMEIOS EDUCATIVOS
Prof. Dr. Antônio Coutinho Soares Filho (Uemasul/Ifma)
Profa. Dra. Deivanira Vasconcelos Soares (Unitins/Uemasul)
Sinopse: As artes sonoro-visuais têm um
grande apelo sensorial à medida que estimulam os sentidos e as emoções quando
se tem contato com elas. Deste modo, o presente GT entende que o cinema e o
teatro são dois potentes instrumentos artísticos e comunicativos, que podem
enriquecer a experiência de sala de aula, provocando a fruição, a reflexão e a
análise no âmbito escolar, despertando, assim, o senso crítico dos(as)
estudantes. Nessa direção, o GT pretende discutir a utilização das artes
cinematográfica e cênica no contexto educativo, tendo em vista debater a
pertinência e o êxito, como também os entraves, que tal diálogo provoca na ação
educativa. Frise-se que o processo de adaptação fílmica e de peças teatrais,
bem como a leitura e a elaboração de roteiros para uso escolar são
oportunidades de estudo e desenvolvimento cognitivo, dada a articulação de
saberes necessários para sua efetivação. Acrescente-se, ainda, o caráter
coletivo, ou seja, de socialização e de acordos interpessoais necessários para
realizar este tipo de atividade em sala de aula. Assim, desde a simples fruição
até a apropriação das ferramentas fílmicas e teatrais auxiliam e reforçam o
aprendizado como força lúdica, criativa e crítica. Portanto, o presente grupo
acolherá propostas teóricas, bem como experiências, que mobilizem a fruição, a
escrita e a elaboração de atividades artístico-pedagógicas que articulem o
olhar fílmico e teatral em sala de aula.
Palavras-chave: Filme. Teatro.
Educação.
GT 12 - FORMAÇÃO
DOCENTE PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL: saberes, práticas e políticas
Profa. Esp. Ozianne Pinheiro de Souza
Profa. Esp. Glaciléia Assunção Oliveira
Profa. Esp. Jean Pierr de Sousa Viana Figueiredo
Sinopse: A proposta do Grupo de Trabalho
“Formação Docente para a Educação Infantil: Saberes, Práticas e Políticas”
emerge da necessidade de aprofundar a reflexão sobre os desafios e
especificidades da docência na primeira etapa da Educação Básica. Ancorado nas
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI, 2009), na
Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) e na legislação educacional vigente
(como o ECA e a LDB), o GT busca oferecer um espaço formativo coletivo,
colaborativo e crítico, voltado para futuros(as) professores(as) da Educação
Infantil no curso de Pedagogia. A infância é compreendida aqui
como uma construção social, histórica e cultural (SARMENTO, 2005; KRAMER,
1995), o que implica reconhecer as crianças como sujeitos de direitos e
protagonistas dos seus processos de aprendizagem. A formação docente precisa,
portanto, estar pautada em um olhar sensível e ético sobre as culturas
infantis, respeitando suas múltiplas linguagens e formas de expressão, como o
brincar, a imaginação, a oralidade e a corporeidade (OLIVEIRA, 2002; CORSARO,
2011). Neste GT, o percurso formativo
propõe-se a integrar saberes teóricos e práticos, superando a dicotomia entre
conhecimento acadêmico e experiência pedagógica (TARDIF, 2002). O estudo das
políticas públicas educacionais, das abordagens pedagógicas contemporâneas e
das práticas inclusivas visa fomentar uma formação crítica e emancipadora,
conforme defendido por autores como Paulo Freire e Dermeval Saviani. Além disso, o GT compreende a
formação inicial como um processo contínuo, que demanda o desenvolvimento de
competências didático-pedagógicas, a reflexão sobre a prática e o compromisso
com uma educação democrática, laica, inclusiva e antirracista. O campo da
Educação Infantil exige que os(as) pedagogos(as) compreendam as especificidades
do cuidado e da educação em sua inseparabilidade, como destaca a própria DCNEI.
As atividades do GT envolvem roda de conversa e análise de práticas
pedagógicas, visando promover o diálogo entre teoria e realidade educacional.
GT 13 - ESTÁGIO
SUPERVISIONADO COMO INSTRUMENTO DA EXTENSÃO E DA PESQUISA
Profa. Dra. Diana Barreto Costa
Sinopse: O estágio como componente curricular, ao longo da história
da formação de professores, apresentou diferentes concepções. Por muito tempo,
em contraposição à teoria, foi identificado como a parte prática dos cursos de
formação de profissionais, sustentado ora na compreensão da prática como
imitação de modelos, ora como mera instrumentalização técnica (PIMENTA; LIMA,
2012). Tais visões resultam em um empobrecimento das práticas nas escolas, pois
não consideram a indissociabilidade entre teoria e prática. Segundo Pimenta e Lima (2012, p. 41) o
estágio não é “teoria ou prática”,
mas “teoria e prática”. As autoras
convidam à redefinição do estágio com a finalidade de “propiciar ao aluno uma
aproximação à realidade na qual atuará”, devendo “caminhar para a reflexão, a
partir da realidade” (idem, p. 45). O
campo de estágio, portanto, favorece à pesquisa que por sua vez poderá resultar
em extensão e inovação. Este GT favorece à socialização das experiências, não
apenas no tripé que sustenta a Instituição de Ensino Superior (IES) mas também
no que tange à inovação e ao estágio curricular obrigatório.
Palavras-chave: Estágio curricular obrigatório. Pesquisa. Desafios.
Legislação
GT 14 – LÍNGUA,
DIVERSIDADE E ENSINO
Profa. Dra. Gabriela Guimarães Jeronimo
Profa. Ma. Silvana Oliveira do Nascimento
Sinopse: O ensino de língua portuguesa, no Brasil, ainda mantém
muitas marcas da colonização, de modo que a diversidade linguística é pensada a
partir da variedade prestigiada social e institucionalmente, ou seja, tudo que
foge ou destoa da norma curta
(Faraco, 2008) é considerado errado, informal, coloquial ou, como preferem
algumas literaturas relativamente recentes e consideradas mais inclusivas,
inadequado para ocasião. Existem muitos discursos e teorias que defendem a
necessidade de, em sala de aula, ir além da gramática normativa, no entanto,
esse padrão continua em um lugar de poder, ao passo que diferentes formas de
realizar a língua são colocadas, quando há boa vontade, na categoria do
popular/exótico que deve ser respeitado e até mesmo abordado em se tratando da
formação do português brasileiro. Desse modo, este GT tem por finalidade
acolher e dialogar com professores/as da educação básica e superior, bem como
pesquisadores/as, cujo foco de seus estudos esteja em propor metodologias que
provoquem barulho durante as aulas de língua portuguesa, ou seja, que rompam
com o silêncio academicamente ensinado e tolamente proliferado (Ferrarezi Jr.,
2014). Nesse sentido, receberemos também trabalhos voltados para o uso de
metodologias ativas, com foco na análise linguística de forma abrangente e
contextualizada, considerando os três eixos para o ensino de gramática: Heterogeneidade, Interatividade e
Sistematicidade (Vieira, 2017), bem como uma Aprendizagem Linguística Ativa
mais inclusiva (Pilati, 2024) através atividades metacognitivas e materiais
manipuláveis. Ademais, interessa-nos os mais variados estudos que buscam pensar
a diversidade linguística numa perspectiva interseccional e decolonial.
Palavras-chave: português brasileiro; diversidade; ensino;
metodologias ativas.
GT 15 - LETRAMENTO,
FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO E ENSINO DE LITERATURA
Yasmine Sthéfane Louro da Silva (UFPI/UEMA)
Profa. Dra. Mônica Assunção Mourão (UFNT/UEMASUL)
Nilton Lima Rocha Júnior (UFU)
Sinopse: O presente simpósio tem como objetivo reunir trabalhos,
resultantes de pesquisas concluídas ou em andamento, cuja metodologia contemple
os estudos em letramento literário, como também os aspectos norteadores
inerentes à formação do leitor literário no ensino de literatura.
Privilegiaremos pesquisas cujo foco seja tanto estritamente estético, quanto
investigações voltadas para as experiências de professores e educandos em sala
de aula. Assim, contamos com contribuições que contemplem metodologias voltadas
para o letramento e formação do leitor literário, que se apropriem do
letramento literário enquanto teoria; como também que explorem a estética da
recepção a a crítica literária; assim como teorias estritamente educacionais,
voltadas para uma investigação interessada no aspecto de ensino-aprendizagem no
processo. Como fundamentação teórica indicada, aguardamos trabalhos cujos
autores construam as discussões a partir dos estudos de Cosson (2006) e Cosson
(2014), Silva (2022), sobre letramento literário; de Colomer (2023) e Riter
(2009), acerca da formação do leitor. Como resultados pretendidos, esperamos
contribuições que se dediquem a evidenciar o caráter crítico e reflexivo do
letramento literário promovido externamente, seja por instituições de ensino,
por meio dos professores, seja por uma iniciativa individual e particular do
educando, o leitor em formação. Ainda que ambas as alternativas sejam únicas e
particulares em seus desdobramentos, estas ainda resultam igualmente em uma
imersão unitária no texto enquanto obra de arte genuína, que instiga a reflexão
e desenvolve o pensamento crítico, promovendo a função primeira da literatura,
que é a de instigar a imaginação do seu consumidor, o leitor.
Palavras-chave: Letramento literário. Formação do leito literário.
Ensino de Literatura.
GT 16 – ESCRITAS DE
MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS
Profa. Esp. Elayne Sared da Silva Morais (Uemasul)
Prof. Esp. Gabriel Alves da Silva (Uemasul/UNISC)
Prof. Me. Rafael Aranha de Sousa (Uemasul/UNISC)
Sinopse: O presente GT congrega pesquisadores que estudam a
literatura produzida por mulheres negras no Brasil em suas diversas facetas,
gêneros, temáticas e lugares de falas. Considerando que a literatura escrita
por mulheres negras tem sido revisitada nos últimos anos em uma perspectiva que
questiona o cânone brasileiro e as ideologias de violências de raça e de
gênero, essas escritas proporcionam o lugar de fala a vozes que outrora foram
esquecidas e marginalizadas pela epistemologia ocidental branca. Dessa forma, o
GT acolhe trabalhos com temáticas que versem os estudos da prosa e poética de
autoria feminina negra em uma cosmovisão feminista em suas expressões. Em
síntese o GT convida pesquisadores, docentes, discentes, a comunidade acadêmica
em geral e professores da educação básica a propor uma reflexão sobre produção
e recepção de textos literários de autoria feminina, destacando a relevância
dessas obras na construção de discursos de gênero e de resistência.
Palavras-chave: Autoria feminina negra. Cosmovisão feminista.
Mulheres negras.
GT 17– ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS NA EJAI
Profa. Dra. Elizabete Rocha de Souza Lima
Sinopse: A Educação de Jovens, Adultos e
Idosos - EJAI é uma modalidade de ensino que, no contexto escolar reúne pessoas
adolescentes, jovens adultas e idosas, em uma mesma sala. Essas pessoas resolveram
retomar sua trajetória estudantil, porque, por algum motivo, não puderam
concluir sua Educação Básica no tempo esperado para sua faixa etária. No
contexto do ensino e da aprendizagem de línguas, trata-se de uma modalidade que
necessita de ações para um ensino de línguas, significativo ao ponto de atender
às expectativas dos aprendizes quanto à concretização de diferentes práticas
sociais e inclusivas. Isso
implica conceber a sala de aula da modalidade EJAI como um espaço de ensinar e
aprender uma língua para a valorização e inserção social das pessoas aprendizes
no contexto da adultez. Desse modo, o foco deste GT é fomentar
discussões sobre temas como: o ensino e a aprendizagem de línguas na adultez, o
(des)uso do material didático para a EJAI, a implementação de políticas
públicas para o contexto da modalidade, a utilização dos pressupostos da
Andragogia e da Teoria Sociocultural para uma aprendizagem socialmente
inclusiva e significativa para os aprendizes. Assim, este GT agrega trabalhos de
alunos da graduação, da pós-graduação, professores da Educação Básica e
pesquisadores/pesquisadoras, com pesquisas concluídas ou em desenvolvimento, no
âmbito da educação nacional e ou internacional, cujo objeto de estudo se
relacione às práticas docentes na perspectiva inclusiva social de aprendizes
adolescentes, jovens, adultos ou idosos.