Ciranda Dialógica: Pós-Abolição e Sociedade Brasileira — Trabalho, Racismo e Permanências Coloniais

Ciranda Dialógica: Pós-Abolição e Sociedade Brasileira — Trabalho, Racismo e Permanências Coloniais

presencial IFPA-Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia-Campus Abaetetuba - Abaetetuba - Pará - Brasil

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Sobre o evento

A Ciranda Dialógica: Pós-Abolição e Sociedade Brasileira — Trabalho, Racismo e Permanências Coloniais nasce como um espaço de escuta, reflexão crítica e construção coletiva de saberes acerca dos sentidos históricos e contemporâneos do 13 de maio no Brasil.

Longe de querer celebrar a assinatura da Lei Áurea, o evento propõe problematizar os limites da chamada “abolição”, compreendendo que as estruturas coloniais e escravocratas ainda permanecem atravessando as relações raciais, sociais e de trabalho na sociedade brasileira contemporânea.

Voltada às turmas das Licenciaturas (Biologia, Educação do Campo e Geografia), estudantes do Ensino Médio Integrado e subsequente, egressos(as), docentes, técnicos(as), colaboradores(as) e comunidade externa, a programação reunirá pesquisadoras(es), intelectuais, artistas e pesquisadores(as) comprometidos(as) com as lutas antirracistas, os estudos afro-amazônicos e a valorização das ancestralidades negras, evidenciando que a abolição jurídica da escravidão não significou o fim das estruturas coloniais, raciais e exploratórias que continuam organizando a sociedade brasileira.

Ao longo dos três turnos, as cirandas dialogarão sobre:

racismo estrutural;

pós-abolição;

trabalho e exploração;

permanências coloniais;

juventudes negras;

educação antirracista;

ancestralidade, memória e resistência.

A Ciranda Dialógica integra as ações formativas do NEABI/IFPA Abaetetuba, fortalecendo o compromisso institucional com a educação para as relações étnico-raciais e com a construção de práticas pedagógicas antirracistas.

Por que Ciranda?

Tem como fundamento a ideia de circularidade, proposta por Nêgo Bispo (2015), sendo um conceito central da filosofia quilombola que contrapõe a lógica linear ocidental (início, meio e fim) com a estrutura "começo, meio e começo". A circularidade defende que a existência, a ancestralidade e o saber se movem em ciclos contínuos, onde tudo retorna, recomeça e se entrança. Desse forma, conceitualmente, “ciranda” produz sentidos simbólicos com bastante potência educativa, os quais dizem muito sobre o nosso Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas:

ninguém acima;

ninguém abaixo;

conhecimento em movimento;

coletividade;

ancestralidade;

escuta.

Inscrições

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Atividades:

Cirandas Dialógicas

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Espia só quem vem dialogar com a gente:

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