A Ciranda Dialógica: Pós-Abolição e Sociedade Brasileira — Trabalho, Racismo e Permanências Coloniais nasce como um espaço de escuta, reflexão crítica e construção coletiva de saberes acerca dos sentidos históricos e contemporâneos do 13 de maio no Brasil.
Longe de querer celebrar a assinatura da Lei Áurea, o evento propõe problematizar os limites da chamada “abolição”, compreendendo que as estruturas coloniais e escravocratas ainda permanecem atravessando as relações raciais, sociais e de trabalho na sociedade brasileira contemporânea.
Voltada às turmas das Licenciaturas (Biologia, Educação do Campo e Geografia), estudantes do Ensino Médio Integrado e subsequente, egressos(as), docentes, técnicos(as), colaboradores(as) e comunidade externa, a programação reunirá pesquisadoras(es), intelectuais, artistas e pesquisadores(as) comprometidos(as) com as lutas antirracistas, os estudos afro-amazônicos e a valorização das ancestralidades negras, evidenciando que a abolição jurídica da escravidão não significou o fim das estruturas coloniais, raciais e exploratórias que continuam organizando a sociedade brasileira.
Ao longo dos três turnos, as cirandas dialogarão sobre:
racismo estrutural;
pós-abolição;
trabalho e exploração;
permanências coloniais;
juventudes negras;
educação antirracista;
ancestralidade, memória e resistência.
A Ciranda Dialógica integra as ações formativas do NEABI/IFPA Abaetetuba, fortalecendo o compromisso institucional com a educação para as relações étnico-raciais e com a construção de práticas pedagógicas antirracistas.