Plantationoceno: Capitalismo racial, trabalho e terra

Plantationoceno: Capitalismo racial, trabalho e terra

presencial Auditório IREL/IPOL, Universidade de Brasília - Brasília - Distrito Federal - Brasil

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Programação


Dia 12 de dezembro

18h Faculdade de Sociologia, ICH, Auditório

  • Lançamento do livro de Ruy Braga:

"A angústia do precariado: trabalho e solidariedade no capitalismo racial" (Boitempo, 2023)

Com a presença do autor

Debatedora: Jacqueline Teixeira, UnB

Dia 13 de dezembro - Auditório Instituto de Relações Internacionais/Instituto de Ciência Política

14h - 14h30 Abertura formal

14h45 - 15h45 Conferência de abertura

  • Cedric Johnson, University of Illinois at Chicago:

"Why Racial Capitalism? Why Now? Thoughts on Cedric Robinson's Black Marxism at 40"

Coordenação: Jorg Nowak, UnB

16h - 18h Mesa redonda 1

  • Ynae Lopes dos Santos, Universidade Federal Fluminense:

"O Brasil que emergiu do Racismo"

  • Muryatan Barbosa, Universidade Federal do ABC

"Capitalismo racial, marxismo e libertação nacional: em busca de utopias concretas"

  • Joelma Rodrigues, Universidade de Brasília:

"A produção de corpos subaltenizados no Plantationoceno"

Coordenação: Givania Maria da Silva, UnB

Dia 14 de dezembro - Auditório Instituto de Relações Internacionais/Instituto de Ciência Política

9h - 10h Conferência 2

  • Iacy Maia Mata, Universidade Federal da Bahia:

"Raça, trabalho e mobilização política em Cuba (século XIX)

Coordenação: Edel Moraes, Doutoranda no CDS, UnB e Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e desenvolvimento Rural Sustentável no Ministério de Meio Ambiente

10h - 12h Mesa Redonda 2

  • Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, Universidade de Brasília/ Universidade Federal da Bahia: 

"A Espacialidade do Brasil Africano, a Governança Escravocrata em Conflito, e as Perspectivas Antirracistas no Território"

  • Felipe Santos Estrela de Carvalho, Universidade  Federal da Bahia:

"Protocolos quilombolas de consulta e consentimento prévio, livre e informado: agendas de luta contra o neoextrativismo e o genocídio negro no Brasil"

  • Gilca Garcia de Oliveira, Universidade Federal da Bahia:

"Projeto Vida Pós Resgate: os desafios do desenho de uma politica pública para resgatados do trabalho análogo a de escravidão"

Coordenação: Renata Dutra, UnB

12h - 14h Almoço

Transmissão ao vivo

14h - 15h Conferência 3

  • Mishal Khan, Yale University:

"Abolition as a Racial Project"

Coordenação: Stephanie Nasuti, UnB

15h - 17h Mesa Redonda 3

  • Felipe Montiel da Silva, Universidade de Brasília:

"O elemento racial no conceito de Superexploração da Força de Trabalho no Brasil"

  • Leonardo Angelo, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro:

"C.S.N. e Trabalhadores: Do capitalismo Racial à Democracia Racial? (1940-1980)

  • Cristiane Luiza Sabino de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina:

"Terra, trabalho e racismo: as veias abertas da acumulação capitalista"

Coordenação: Ricardo Festi, UnB

COFFEE BREAK

17h - 19h 

Grupo de Trabalho 1

  • Jéssica Rodrigues Pereira, IFB - Campus Planaltina:

"Processos de resistência da população negra camponesa: olhares pela perspectiva interseccional"

  • Milena Ayla da Mata Dias, Ministério da Pesca:

"Novas formas de colonização da terra: o caso das quebradeiras de coco babaçu do Sul do Piaui"

  • Silvia Tavares, Universidade de Brasília:

"Entre informalidade e projeto de vida: uma análise da regulação laboral que afeta a juventude periférica de Salvador"

  • Kethury Magalhães dos Santos, Universidade de Brasília

"Minha vida acontece na Bahia!: Diáspora nordestina e trabalho plataformizado"

Debatedora: Gilca Garcia de Oliveira, UFBA

Coordenação: Betinha Costa, UnB

Grupo de Trabalho 2 - Sala de Atos - IREL/IPOL

  • Vanessa Borges, Universidade de Brasília, Faculdade de Planaltina:

“Impactos das colonialidades da natureza: uma relação entre poder e dominação”

  •  João Pedro Inácio Peleja, Universidade de Brasília:

“Existe um capitalismo racial de plataformas? Reflexões e hipóteses sobre o trabalho de delivery por aplicativos”

  •  Ana Maria Carvalho Barbosa de Araujo, Universidade de Brasília:

“Práxis Negra e Capitalismo Racial: Uma Análise Crítica da Modernidade Brasileira”

  •  Luara Wandelli Loth, Universidade de Brasília:

“Aportes para um uso racializado das categorias superpopulação relativa e superexploração da força de trabalho no capitalismo dependente”


 Debatedor: Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, UnB/UFBA

 Coordenação: Leonardo Ângelo, UFRJ

Dia 15 de dezembro - Auditório Instituto de Relações Internacionais/Instituto de Ciência Política

Transmissão ao vivo

9h - 11h Conferência 4

  • Satnam Virdee, University of Glasgow: 

“Racism before racialized capitalism”

  •  Ricado Jacobs, University of California:

“Rural Insurgencies”

 Coordenação: Janaina Diniz, UnB

11h - 13h Mesa Redonda 4

  • Ruy Braga, Universidade de São Paulo:

“Desmantelando o 'ódio branco': trabalho precário e nacionalismo autoritário na América contemporânea”

  • Janaina Diniz, Universidade de Brasília

"A bioeconomia do açaí no Escudo das Guianas: o que ainda persiste dos ciclos coloniais na terra do plantation?"

  •  Raissa Roussenq,, Universidade de Brasília:

“Mulheres negras e o trabalho escravo doméstico no Brasil”

Coordenação: Roberto Menezes, UnB

13h Almoço




Plantationoceno: Capitalismo racial, trabalho e terra.

Apesar da centralidade da temática do trabalho no livro de Cedric Robinson, Black Marxism (1983), publicado como Marxismo Negro no ano 2023 em tradução português, os estudos e pesquisas têm dado pouca atenção à concepção do capitalismo racial. A tese central de Robinson é que o primeiro proletariado se formou nas plantações (plantation) dos países colonizados no século 16, questionando a centralidade do proletariado nas fábricas da Inglaterra para a emergência do movimento dos trabalhadores. Para Robinson, as revoltas das/os trabalhadoras/es escravizadas/os e a organização de comunidades quilombolas em quase todos os países das Américas, constam como as primeiras formas da organização da classe trabalhadora global. A tese de Robinson conecta com a alegação de Immanuel Wallerstein da existência de uma diversidade de formas de trabalho como base do capitalismo. Assim, Robinson questiona a centralidade do trabalho assalariado para o capitalismo global. Essa conferência visa perguntar sobre trabalho e terra, sob a ótica étnico-racial, portanto, como a noção de capitalismo racial elucida o debate nos estudos de trabalho e estudos agrários, envolvendo estudos sobre movimentos quilombolas (maroons) e racismo no campo, explicitando o Plantationoceno.

 O Plantationoceno, nos termos de Haraway, se apropria da noção de ‘plantation’, práticas (coloniais e imperialistas) de apropriação e exploração das terras, da agricultura, pastagens e florestas, como plantações extrativas (monocultivos), contando com trabalho escravo e outras formas de trabalho explorado, alienado e, em grande parte, migrante. Essa herança colonial se perpetua na contemporaneidade, sendo que o Plantationoceno está também na produção global de carnes industrializadas, nos imensos monocultivos e substituição de florestas multiespécies por monocultivos florestais, a exemplo da palma africana, ampliando a exploração do trabalho (racializado) e comprometendo a sustentação das criaturas humanas e não humanas. A noção do Plantationoceno tematiza, portanto, a lógica de produção, em grande escala, com base na superexploração do trabalho, base de organização produtiva da plantation, ofereceu o modelo para a organização industrial das fábricas. Ademais, o Plantationoceno lembra que as mudanças profundas na ecologia do planeta começavam e continuam baseado numa agricultura industrial que contribui massivamente para a emissão de carbono, entre outros aspectos nocivos para o meio ambiente.


Plantationocene: Racial Capitalism, Land and Labour

Despite the centrality of the topic of labour in Cedric Robinson's Black Marxism (1982), studies and research in the area of labour and agrarian studies have paid little attention to the conception of racial capitalism. Robinson's central thesis is that the first proletariat was formed on the plantations of the colonized countries in the 16th century, questioning the centrality of the proletariat in the factories of England to the emergence of the labor movement. For Robinson, the uprisings of enslaved workers and the organization of maroon communities in almost every country in the Americas are the first forms of global working class organization. Robinson's thesis connects with Immanuel Wallerstein's claim of the existence of a diversity of forms of labour as the basis of capitalism. Thus, Robinson questions the centrality of wage labor to global capitalism. This conference aims to ask about labor and land from a racial-ethnic perspective, thus how the notion of racial capitalism elucidates the debate in labour studies and agrarian studies, involving studies on maroon movements and racism in the countryside, making the Plantationocene explicit.

 The Plantationocene, in Haraway's terms (2015), appropriates the notion of (colonial and imperialist) 'plantation' practices of appropriation and exploitation of land, agriculture, pastures, and forests, as extractive plantations (monocultures), relying on slave labor and other forms of exploited, alienated, and largely migrant labor. This colonial heritage is perpetuated in contemporary times, and the Plantationocene is also present in the global production of industrialized meat, in the huge monocultures and replacement of multi-species forests by monoculture tree plantations, such as the African palm tree, expanding the exploitation of (racialized) labour and compromising the sustenance of human and non-human creatures. The notion of the Plantationocene is, therefore, about the logic of large-scale production based on the overexploitation of labor, the basis of the productive organization of the plantation, which offered the model for the industrial organization of factories. Moreover, the Plantationocene reminds us that profound changes in the planet's ecology began and continue based on industrial agriculture that contributes massively to carbon emissions, among other harmful aspects to the environment.

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Local do Evento: "Auditório IREL/IPOL, Universidade de Brasília

Distrito Federal - Brasil

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