ONFALOCELE GIGANTE: UM DESAFIO PARA O CIRURGIÃO PEDIÁTRICO.

Publicado em 09/12/2024 - ISBN: 978-65-272-0857-0

Título do Trabalho
ONFALOCELE GIGANTE: UM DESAFIO PARA O CIRURGIÃO PEDIÁTRICO.
Autores
  • Victor Mendonça Salles
  • Mallú Emrich Leão
  • Maria Vitória Yuka Messias Nakata
  • Renata Antunes
  • Rozemeire Garcia Marques
Modalidade
E-pôster
Área temática
Relato de caso – Case Presentation/report
Data de Publicação
09/12/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxxvii-congresso-brasileiro-de-cirurgia-pediatrica-427047/902570-onfalocele-gigante--um-desafio-para-o-cirurgiao-pediatrico
ISBN
978-65-272-0857-0
Palavras-Chave
onfalocele gigante, botulinica, curativo, Abello, silo
Resumo
Os defeitos congênitos da parede abdominal são o problema cirúrgico mais comum em fetos e neonatos, principalmente onfalocele e gastrosquise. A onfalocele gigante é um defeito superior a 5 cm, com grande diâmetro do saco, hérnia ventral e hepática; desproporção nos volumes das vísceras abdominais e da cavidade. Quando não é possível o fechamento primário outros tratamentos disponíveis como inversão de âmnio, uso de silos protéticos, fechamento assistido a vácuo, expansores teciduais, outros tipos de materiais de tela para fechamento e terapia escarótica não operatória ou reparo tardio. No caso o paciente possuía diagnóstico pré natal de onfalocele gigante, com defeito maior 5cm, sem outras malformações associadas. Ao nascimento foi realizado curativo de Abello de modo asséptico e aplicação de botox no reto abdominal existente, guiado por ultrassom. Percebido nesse momento um defeito gigante com 9 cm de diâmetro, com presença de todo intestino, estomago, baço e fígado. O curativo foi trocado a cada 2-3 dias, enquanto o paciente mantinha-se curarizado e intubado. Após 15 dias, já tendo o efeito máximo do efeito da toxina botulínica, porém ainda sem bons resultados, optamos pela realização do silo cirúrgico, que foi sendo tracionado todos os dias, até que no sétimo dia atingiu a altura do abdome, mas ainda mantendo um defeito de cerca de 6 cm de diâmetro que foi fechado com tela dupla face, associado a soltura da aponeurose do reto abdominal. Por causa da grande tensão da pele no fechamento sobre a tela, houve pequenas áreas que necrose que foram tratadas com curativo a vácuo. Paciente evoluiu bem, conseguindo ser extubado e recebendo dieta via oral após 7 dias. O tratamento de onfaloceles gigantes seguem sendo um grande desafio para os cirurgiões pediátricos e cada paciente deve ser analisado individualmente, assim como o momento de intervenção e a devida técnica.
Título do Evento
XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica
Cidade do Evento
Gramado
Título dos Anais do Evento
Anais do XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SALLES, Victor Mendonça et al.. ONFALOCELE GIGANTE: UM DESAFIO PARA O CIRURGIÃO PEDIÁTRICO... In: Anais do XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica. Anais...Gramado(RS) Wish Hotel, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxxvii-congresso-brasileiro-de-cirurgia-pediatrica-427047/902570-ONFALOCELE-GIGANTE--UM-DESAFIO-PARA-O-CIRURGIAO-PEDIATRICO. Acesso em: 15/04/2026

Trabalho

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