ATRESIA DE ESÔFAGO: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO TERCIÁRIO

Publicado em 09/12/2024 - ISBN: 978-65-272-0857-0

Título do Trabalho
ATRESIA DE ESÔFAGO: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO TERCIÁRIO
Autores
  • Grace Raira Ortega Ramos
  • Gabriel De Almeida Estrambk
  • Melissa de Lima Silva
  • Vinicius Camargo Troici
  • Ana Cristina Aoun Tannuri
Modalidade
Apresentação Oral
Área temática
Cirurgia Neonatal e Fetal – Fetal and Neonatal Surgery
Data de Publicação
09/12/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxxvii-congresso-brasileiro-de-cirurgia-pediatrica-427047/901894-atresia-de-esofago--experiencia-de-um-centro-terciario
ISBN
978-65-272-0857-0
Palavras-Chave
atresia de esôfago, esofagocoloplastia, long-gap
Resumo
Introdução: A atresia esofágica é uma malformação congênita cuja incidência brasileira é estimada em 1 a cada 3.500-4.500 nativivos. Apesar de atualmente ter um baixo índice de mortalidade, é uma condição complexa que suscita discussão entre os especialistas. Este estudo relata a experiência de um centro terciário no manejo dessa patologia. Metodologia: Estudo retrospectivo de análise de prontuários de neonatos portadores da doença com ou sem fístula traqueoesofágica (FTE) operados no serviço entre janeiro de 2022 a 2024. Complicações precoces e tardias, tipo de atresia, malformações e via alimentar foram coletadas. A conduta do serviço, no período neonatal, consiste na realização de toracotomia para ligadura da FTE nas atresias tipo C. Caso detectado, no intra-operatório, longa distância entre os cotos ou ausência de fístula, opta-se pela realização de esofagostomia e gastrostomia, sendo programada substituição esofágica, preferencialmente com o cólon, após aproximadamente 1 ano. Resultados: Incluiu-se 36 pacientes. Destes, 23 possuíam atresia do tipo C, 9 tipo A e 1 tipo D. Foram submetidas à anastomose esofágica primária término-terminal 25 crianças: 2 evoluíram com deiscência; 1 foi necessária reabordagem e, posteriormente, esofagocoloplastia; 11 apresentaram estenose da anastomose, resolvida com dilatação endoscópica. A esofagocoloplastia foi feita em 12 pacientes: 4 apresentaram fístula da anastomose esofagocólica de fechamento espontâneo e 1 apresentou estenose da anastomose esofagocólica, resolvida com dilatação. Não houve nenhum óbito. Cerca de 14 pacientes tinham malformações associadas. O seguimento tardio revelou que 24 pacientes alimentam-se via oral (VO) sem dificuldade, 10 com pouca dificuldade e 2 com muita dificuldade (estes submetidos à esofagocoloplastia). Conclusão: Os resultados cirúrgicos revelam-se bons, com índices de complicação esperados conforme a literatura. No serviço, adotou-se a técnica de esofagocoloplastia em atresias long-gap, ao invés do alongamento esofágico, pela menor morbidade. Observa-se que essa intervenção é adequada e permite a alimentação VO na maioria dos pacientes.
Título do Evento
XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica
Cidade do Evento
Gramado
Título dos Anais do Evento
Anais do XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RAMOS, Grace Raira Ortega et al.. ATRESIA DE ESÔFAGO: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO TERCIÁRIO.. In: Anais do XXXVII Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica. Anais...Gramado(RS) Wish Hotel, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxxvii-congresso-brasileiro-de-cirurgia-pediatrica-427047/901894-ATRESIA-DE-ESOFAGO--EXPERIENCIA-DE-UM-CENTRO-TERCIARIO. Acesso em: 13/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes