TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO DE BEXIGA NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA: UM RELATO DE CASO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2132-6

Título do Trabalho
TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO DE BEXIGA NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA: UM RELATO DE CASO
Autores
  • ANNA PAULA BASTOS LIMA
  • Victor da Paixao Guimaraes
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Trabalhos Científicos
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1341762-tumor-miofibroblastico-de-bexiga-na-populacao-pediatrica--um-relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2132-6
Palavras-Chave
Tumor miofibroblástico inflamatório, bexiga, hematúria, disúria, sarcoma de bexiga, cistoscopia, ressonância magnética, tratamento cirúrgico, cistectomia parcial.
Resumo
: Introdução: O tumor miofibroblástico inflamatório (TMI), ou pseudotumor inflamatório, é um tumor mesenquimal originado da proliferação não-neoplásica de células miofibroblásticas que podem ocorrer em qualquer idade e tem potencial maligno incerto. Acometem diversos sítios anatômicos, sobretudo pulmão e fígado. Os TMI de bexiga são raros, dentre os relatos descritos na literatura 25% ocorreram na população pediatrica, podendo ser localmente agressivos e mimetizar neoplasia maligna, principalmente sarcoma de bexiga, na cistoscopia e nos exames de imagem, com a diferença principal que o tratamento cirúrgico único é curativo em cerca de 90% dos casos de TMI. Relato de Caso: 7 anos, sexo feminino, história de disúria intensa há cerca de 2 semanas da admissão evoluindo posteriormente com hematúria macroscópica. Genitora negava antecedentes patológicos e familiares. Tomografia computadorizada de abdome evidenciou imagem nodular (2,8 x 2,1 cm) com realce predominantemente periférico pelo meio de contraste, relacionada à parede lateral esquerda da bexiga e discreto espessamento parietal adjacente. Realizadas múltiplas biópsias por endourologia sem caracterização da lesão pela anatomia patológica e imuno-histoquímica, sendo optado, então, por biópsia aberta. Nesta, foi evidenciado TMI de Bexiga. Realizada, 15 dias após a biopsia, cirurgia de exérese completa de tumor pediculado sem necessidade de cistectomia parcial, ou seja, mantendo reservatório vesical com capacidade preservada. Evoluiu sem intercorrências após procedimento. Retorna em pós-operatório tardio com ressonância magnética de pelve (exame de escolha pela literatura) evidenciando apenas cicatriz vesical mensuração irrelevante sem outros achados suspeitos ou sintomas urinários. Conclusão: Diante do exposto, apesar de raro, é importante elevarmos o índice de suspeição para o diagnóstico de TMI de bexiga nos pacientes da população pediátrica que apresentem queixas urinárias recorrentes, especialmente, hematúria. Isto posto, importa à prática clínica a documentação de casos como este para que seja feito diagnóstico e procedido tratamento de maneira mais breve possível, otimizando assim, as taxas terapêuticas de sucesso.
Título do Evento
XXV Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, ANNA PAULA BASTOS; GUIMARAES, Victor da Paixao. TUMOR MIOFIBROBLÁSTICO DE BEXIGA NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA: UM RELATO DE CASO.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Windsor Flórida Hotel, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1341762-TUMOR-MIOFIBROBLASTICO-DE-BEXIGA-NA-POPULACAO-PEDIATRICA--UM-RELATO-DE-CASO. Acesso em: 12/02/2026

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