IMPACTO DA TÉCNICA CIRÚRGICA E DO USO DE CORTICOSTEROIDE NA ESTENOSE MEATAL PÓS-CIRCUNCISÃO: ESTUDO PROSPECTIVO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2132-6

Título do Trabalho
IMPACTO DA TÉCNICA CIRÚRGICA E DO USO DE CORTICOSTEROIDE NA ESTENOSE MEATAL PÓS-CIRCUNCISÃO: ESTUDO PROSPECTIVO
Autores
  • Camila Andrea Ortiz Quintero
  • Jessica Lima Carvalhido Antonio
  • Carla Silva Dos Santos
  • Marina Carriello Mululo
  • Edson Salvador
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Trabalhos Científicos
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1339248-impacto-da-tecnica-cirurgica-e-do-uso-de-corticosteroide-na-estenose-meatal-pos-circuncisao--estudo-prospectivo
ISBN
978-65-272-2132-6
Palavras-Chave
Estenose de uretra, Postectomia, Corticosteroides
Resumo
Introdução: A estenose do meato uretral é uma complicação tardia rara, porém clinicamente relevante da circuncisão. Evidências sugerem que a técnica operatória – sobretudo a ligadura da artéria frenular – e a resposta inflamatória local influenciam o calibre meatal pós-operatório. Objetivo: Este estudo prospectivo e controlado avaliou a relação entre técnica cirúrgica, anatomia prepucial e uso prévio de corticosteroide tópico com as dimensões meatais ao longo do tempo. Método: Foram incluídos 39 meninos submetidos à circuncisão terapêutica em um centro terciário de urologia pediátrica. Dividiu-se a amostra em dois grupos: Grupo A (n=18) – técnica Plastibell sem ligadura da artéria do frênulo; Grupo B (n=21) – técnica convencional ou com grampeador, com ligadura da artéria. Cada grupo foi subdividido segundo o uso (≥30 dias) ou não de corticosteroide tópico: A1/B1 (com uso) e A2/B2 (sem uso). A área do meato foi mensurada por fotografias com o software ImageJ no pré-operatório e nos dias 15, 30, 90 e 180 após a cirurgia. A análise estatística foi feita com ANOVA e teste de Mann-Whitney U. Resultados: Utilizou-se o teste não paramétrico Mann-Whitney U. A média de idade foi 6,4 ± 2,1 anos (5 a 17 anos). A técnica convencional resultou em redução meatal três vezes maior que a Plastibell (47% vs. 15%; p<0,001). O uso de corticosteroide tópico teve efeito protetor: 35% de redução sem corticosteroide vs. 18% com (p<0,004). Na análise multivariada, idade mais avançada foi fator protetor (p=0,008) e prepúcio fechado (Kayaba 1) duplicou o risco de redução da área meatal (p<0,001) Conclusão: Este é o primeiro estudo prospectivo a comparar diretamente o impacto de diferentes técnicas de circuncisão e do uso prévio de corticosteroide tópico na área do meato uretral ao longo do tempo. Os achados demonstram que a técnica Plastibell, sem ligadura da artéria do frênulo, associada ao uso de corticosteroide por pelo menos 30 dias, está ligada a menor redução meatal. Além disso, a ausência de fimose cerrada e idade mais avançada também se mostraram fatores protetores. Concluímos que a técnica cirúrgica e a modulação da resposta inflamatória pré-operatória são variáveis modificáveis e relevantes na prevenção da estenose meatal após circuncisão.
Título do Evento
XXV Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

QUINTERO, Camila Andrea Ortiz et al.. IMPACTO DA TÉCNICA CIRÚRGICA E DO USO DE CORTICOSTEROIDE NA ESTENOSE MEATAL PÓS-CIRCUNCISÃO: ESTUDO PROSPECTIVO.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Windsor Flórida Hotel, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1339248-IMPACTO-DA-TECNICA-CIRURGICA-E-DO-USO-DE-CORTICOSTEROIDE-NA-ESTENOSE-MEATAL-POS-CIRCUNCISAO--ESTUDO-PROSPECTIVO. Acesso em: 09/02/2026

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