POLIORQUIA IDENTIFICADA DURANTE ORQUIDOPEXIA EM CRIANÇAS: RELATO DE DOIS CASOS

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2132-6

Título do Trabalho
POLIORQUIA IDENTIFICADA DURANTE ORQUIDOPEXIA EM CRIANÇAS: RELATO DE DOIS CASOS
Autores
  • Larissa Souza Durço Alves
  • Darli Fernandes De Oliveira
  • Juliana Verneck
  • Nicole Souza Henriques
  • Fernanda Cassia Paludo
  • André Wurzler Barreto
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Trabalhos Científicos
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1333226-poliorquia-identificada-durante-orquidopexia-em-criancas--relato-de-dois-casos
ISBN
978-65-272-2132-6
Palavras-Chave
Polyorchidism, Cryptorchidism, Orchiopexy, Testis abnormalities
Resumo
Introdução: A poliorquia é uma anomalia congênita rara, caracterizada pela presença de mais de dois testículos, com cerca de 200 casos descritos na literatura. O diagnóstico costuma ser incidental, seja durante investigação de alterações escrotais (dor, massa, edema) ou em cirurgias para criptorquidia, hérnia inguinal e hidrocele. Embora geralmente assintomática, pode estar associada a complicações como torção testicular e maior risco de malignidade. Relatos de Casos: Apresentamos dois pacientes pediátricos submetidos à orquidopexia por criptorquidia, nos quais a poliorquia foi identificada no intraoperatório. Caso 1: Paciente de 6 anos, no qual se identificou testículo supranumerário distal, de menor volume, sem epidídimo, mas com ducto deferente, e testículo proximal maior, com epidídimo, porém sem ducto deferente identificado. Diante da incerteza funcional, ambos foram preservados e fixados no escroto ipsilateral. Evolui bem após 1 mês. Caso 2: Paciente de 5 anos, com ambos os testículos em posição inguinal, sendo o supranumerário de menor tamanho e aspecto atrófico em relação ao principal. Optou-se pela orquiectomia da gônada extraescrotal e orquidopexia do remanescente. O exame histopatológico confirmou ausência de túbulos seminíferos. Evolui bem após 11 meses Discussão: O triorquidismo é a forma mais comum de poliorquia, geralmente à esquerda e escrotal. A conduta clássica baseia-se na classificação funcional e no risco oncológico: testículos viáveis com via excretora são preservados com orquidopexia, enquanto atróficos, sem conexão ductal ou em posição extra escrotal têm maior indicação de orquiectomia pelo risco de malignidade. Atualmente, existe uma tendência preservacionista, que propõe a manutenção inclusive de testículos extraescrotais viáveis, reservando a orquiectomia para casos atróficos ou com suspeita de malignidade. Essa abordagem busca equilibrar segurança oncológica e preservação da função gonadal, sobretudo em pediatria. Conclusão: A ausência de diretrizes claras reforça a importância da avaliação individualizada no contexto da poliorquia. Os casos relatados ilustram diferentes cenários anatômicos e condutas, demonstrando a necessidade de decisões personalizadas que conciliem preservação funcional e segurança oncológica.
Título do Evento
XXV Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALVES, Larissa Souza Durço et al.. POLIORQUIA IDENTIFICADA DURANTE ORQUIDOPEXIA EM CRIANÇAS: RELATO DE DOIS CASOS.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Windsor Flórida Hotel, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1333226-POLIORQUIA-IDENTIFICADA-DURANTE-ORQUIDOPEXIA-EM-CRIANCAS--RELATO-DE-DOIS-CASOS. Acesso em: 09/02/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes