COMPLICAÇÕES DISTAIS DA DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-PERITONEAL EM MIELOMENINGOCELE: EROSÃO INTRAVESICAL E MIGRAÇÃO INTRA-HEPÁTICA COM ABSCESSO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2132-6

Título do Trabalho
COMPLICAÇÕES DISTAIS DA DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-PERITONEAL EM MIELOMENINGOCELE: EROSÃO INTRAVESICAL E MIGRAÇÃO INTRA-HEPÁTICA COM ABSCESSO
Autores
  • Karine Furtado Meyer
  • Cristina Reuter
  • Camila Correa Penedo
  • Fernanda Brand Mayerle
  • Manuela Simon Studzinski de Souza
Modalidade
Trabalhos Científicos
Área temática
Trabalhos Científicos
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1292531-complicacoes-distais-da-derivacao-ventriculo-peritoneal-em-mielomeningocele--erosao-intravesical-e-migracao-intr
ISBN
978-65-272-2132-6
Palavras-Chave
derivação ventrículo-peritoneal; migração do cateter; enterocistoplastia; cálculo vesical; abscesso hepático.
Resumo
Introdução: Complicações abdominais da derivação ventrículo-peritoneal (DVP) incluem migração e erosão visceral. Perfuração intravesical é rara, sobretudo em bexiga aumentada após enterocistoplastia; a migração intra-hepática com abscesso é excepcional. Relatos de caso: Caso 1: Paciente, espinha bífida, submetida a ileocistoplastia com Mitrofanoff e Malone aos 14 anos. Evoluiu com cálculo vesical de 4,5 cm em 2022 que em dois anos aumento para 8 cm - aguardando cirurgia pelo SUS. Na cistolitotomia aberta, identificou-se cateter distal da DVP erodido e incorporado à bexiga aumentada, calcificado e aderido ao cálculo. O manejo foi conjunto com a Neurocirurgia. Caso 2: Lactente com mielomeningocele corrigida intraútero e DVP. Internou com dor e distensão abdominal; imagem sugeriu ponta do cateter no fígado com coleção de 9 cm. Em videolaparoscopia, aspirou-se abscesso hepático pelo segmento proximal e removeu-se o segmento abdominal do shunt, enquanto a neurocirurgia deixava em DVE. Culturas isolaram Staphylococcus; foi instituída antibioticoterapia dirigida. Durante a mesma internação, realizou lise de bridas por abdome agudo e conversão para derivação ventrículo-atrial. Discussão: A literatura descreve poucos casos de perfuração/erosão intravesical — inclusive em bexiga ampliada — e raríssimos de abscesso hepático por migração de DVP. Fatores de risco incluem ponta rígida, tração crônica, aderências, presença de muco, estase e infecção após enterocistoplastia. O tratamento combina remoção do corpo estranho, drenagem da coleção e revisão do sistema. Procedimentos abertos, endoscópicos ou laparoscópicos, quando associados à antibioticoterapia direcionada, resultam em bons desfechos. Conclusão: Em pacientes com DVP e mielomeningocele submetidos a reconstruções urológicas complexas, a presença de cálculo vesical volumoso, ITU recorrente ou coleção hepática atípica deve levantar a suspeita de erosão ou migração do cateter. A conduta envolve abordagem multidisciplinar com controle do foco infeccioso, retirada do cateter e revisão do sistema derivativo.
Título do Evento
XXV Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MEYER, Karine Furtado et al.. COMPLICAÇÕES DISTAIS DA DERIVAÇÃO VENTRÍCULO-PERITONEAL EM MIELOMENINGOCELE: EROSÃO INTRAVESICAL E MIGRAÇÃO INTRA-HEPÁTICA COM ABSCESSO.. In: Anais do Congresso Brasileiro de Urologia Pediátrica: Casos da nossa prática cotidiana. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Windsor Flórida Hotel, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xxv-congresso-brasileiro-urologia-pediatrica/1292531-COMPLICACOES-DISTAIS-DA-DERIVACAO-VENTRICULO-PERITONEAL-EM-MIELOMENINGOCELE--EROSAO-INTRAVESICAL-E-MIGRACAO-INTR. Acesso em: 09/02/2026

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