USO DE DISPOSITIVOS VESTÍVEIS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE: CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM PARA O MONITORAMENTO E AUTOCUIDADO

Publicado em 29/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2535-5

Título do Trabalho
USO DE DISPOSITIVOS VESTÍVEIS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE: CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM PARA O MONITORAMENTO E AUTOCUIDADO
Autores
  • Rayssa Yanka Evaristo de Souza
  • Júlia Victoria Mendonça De Alverga
  • Liane Freitas
  • Juliana Siqueira Ferreira
  • MARCIO ALVES RIBEIRO
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Educação em saúde na Enfermagem
Data de Publicação
29/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1567941-uso-de-dispositivos-vestiveis-na-educacao-em-saude--contribuicao-da-enfermagem-para-o-monitoramento-e-autocuidad
ISBN
978-65-272-2535-5
Palavras-Chave
Dispositivos vestíveis, Educação em saúde, Enfermagem.
Resumo
Introdução: A transformação digital na saúde tem impulsionado a incorporação de tecnologias inovadoras no cuidado de forma acelerada, destacando-se os dispositivos vestíveis, conhecidos mundialmente como wearables, como ferramentas extremamente promissoras no monitoramento contínuo de parâmetros fisiológicos. A experiência atual é de uma era onde a saúde se torna cada vez mais conectada, e esses dispositivos, como smartwatches, pulseiras inteligentes e diversos outros sensores corporais, possibilitam o acompanhamento em tempo real de indicadores clínicos vitais. Essa capacidade de observar dados como frequência cardíaca, qualidade do sono e níveis de atividade física a todo momento favorece intervenções precoces por parte dos profissionais e, principalmente, o fortalecimento do autocuidado por parte dos usuários. Nesse contexto tecnológico, a enfermagem assume um papel estratégico e fundamental na mediação dessas tecnologias. Não se trata apenas de utilizar o aparelho, mas, de saber interpretar o que ele diz dentro do contexto de vida do paciente. O enfermeiro atua especialmente no âmbito da educação em saúde, traduzindo dados técnicos em orientações práticas que fazem sentido para o dia a dia das pessoas. Associado a isso, o uso de metodologias ativas, como o Arco de Maguerez, contribui diretamente para a construção de práticas educativas que sejam críticas e contextualizadas. Ao utilizar o Arco, o enfermeiro pode partir da realidade do paciente, representada pelos dados do wearable, problematizar essa realidade, teorizar sobre os riscos e retornar com uma solução prática que transforme a saúde daquele indivíduo, baseando-se sempre na problematização da realidade vivida. Objetivo: Analisar a contribuição dos dispositivos vestíveis na educação em saúde, destacando a atuação da enfermagem no monitoramento e na promoção do autocuidado e na compreensão de como essas tecnologias auxiliam na autonomia do paciente. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, de abordagem qualitativa, que buscou reunir o que há de mais atual sobre o tema. A pesquisa foi realizada de forma criteriosa nas bases de dados LILACS, SciELO e PubMed, estabelecendo um recorte temporal de 2021 a 2026 para garantir que as inovações mais recentes fossem contempladas. Para a operacionalização da busca, foram utilizados os descritores “wearable devices”, “health education” e “nursing”, sempre combinados pelos operadores booleanos AND e OR para refinar os resultados encontrados. A busca inicial resultou em um montante de 98 publicações. Para selecionar o que realmente comporia este resumo, foram aplicados critérios de inclusão rigorosos: artigos completos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, e que tivessem relação direta com o tema proposto. Após a leitura detalhada e a exclusão de duplicidades e estudos que estavam fora do eixo temático principal, foram selecionados 15 artigos para compor a amostra final, os quais serviram de base para as discussões aqui apresentadas. Resultados e Discussões: Os estudos analisados mostram de forma clara que os dispositivos vestíveis têm um potencial significativo na educação em saúde. O grande diferencial dessas ferramentas é o fornecimento de feedback em tempo real. Quando um paciente visualiza no seu próprio pulso que sua frequência cardíaca está elevada ou que seu nível de sedentarismo está alto, ele recebe um estímulo visual imediato que incentiva mudanças comportamentais e uma maior adesão ao tratamento proposto. Esse enxergar a saúde através da tecnologia torna o processo de aprendizado muito mais dinâmico e participativo. Dessa forma, a atuação da enfermagem se destaca em três frentes principais: na interpretação dos dados gerados por essas tecnologias, na orientação dos pacientes quanto ao seu uso adequado e na personalização das estratégias educativas. O enfermeiro não deixa a tecnologia cuidar sozinha, pois ele analisa se os dados coletados pelo sensor batem com a clínica do paciente e ensina o indivíduo a não se desesperar com alertas, mas a entender o que eles significam. Observou-se que os wearables contribuem de forma valiosa para o monitoramento remoto, facilitando a detecção precoce de alterações clínicas que poderiam passar despercebidas entre uma consulta e outra. Isso possibilita intervenções muito mais rápidas e eficazes, muitas vezes evitando internações desnecessárias e agravamentos do quadro oncológico ou crônico. Além disso, esses dispositivos contribuem diretamente para o autocuidado. Quando o paciente entende como seu corpo funciona através do dispositivo, ele se sente mais seguro para tomar decisões, promovendo, por conseguinte, sua autonomia e corresponsabilização pela própria saúde. O paciente deixa de ser um agente passivo que apenas recebe ordens e passa a ser alguém que monitora e cuida de si mesmo em parceria constante com a enfermagem. Entretanto, nem tudo são facilidades. A discussão também revela que desafios como limitações no acesso às tecnologias ainda são uma realidade no Brasil. Os custos elevados desses aparelhos e as dificuldades de letramento digital, especialmente em pacientes idosos ou de baixa escolaridade, representam barreiras para sua ampla implementação. Além disso, surgem questões importantes relacionadas à privacidade e segurança de dados, pois são informações sensíveis que circulam em redes digitais e precisam de proteção ética e legal. Nesse contexto, torna-se fundamental o investimento na capacitação dos profissionais de enfermagem para que estejam preparados para lidar com esse novo mundo digital, bem como o desenvolvimento de políticas públicas que garantam um acesso equitativo a essas tecnologias, para que elas não sejam um privilégio de poucos, mas uma ferramenta de saúde para todos. A aplicação do Arco de Maguerez se mostra essencial aqui para fechar o ciclo educativo de forma reflexiva. O enfermeiro observa os dados da realidade, identifica onde o paciente está falhando como ponto-chave, estuda as melhores evidências na teorização, planeja como mudar aquele hábito nas hipóteses de solução e aplica a nova orientação na realidade do usuário. Essa metodologia ativa faz com que o uso do wearable não seja apenas um acessório de moda, mas um instrumento real de transformação social, clínica e educativa. Conclusão: Os dispositivos vestíveis se configuram como uma estratégia inovadora e muito promissora na educação em saúde, contribuindo para o monitoramento contínuo e o fortalecimento do autocuidado de maneira sem precedentes na história da saúde pública. A enfermagem, ao incorporar essas tecnologias em sua prática diária, amplia suas possibilidades de atuação, saindo do cuidado tradicional e entrando em uma era de cuidado centrado no paciente e guiado por dados reais que permitem uma assistência muito mais assertiva. Contudo, para que essa excelência seja alcançada de fato, é necessário superar os desafios relacionados ao acesso, à capacitação profissional e à segurança da informação. Somente assim, será possível consolidar o uso dessas tecnologias de forma eficaz e equitativa dentro do sistema de saúde nacional. A tecnologia é o meio, mas o cuidado de enfermagem continua sendo o coração do processo, garantindo que a inovação resulte em uma vida com mais qualidade, segurança e dignidade para todos os usuários. Referências: 1. Araújo AAC, et al. Advancing nursing education through wearable electronic devices: a scoping review. Nurse Educ Pract. 2024. 2. Bradley CS, et al. Development and evaluation of a wearable simulator system. Clin Simul Nurs. 2023. 3. Barbosa ML, et al. Evolution of nursing teaching in the use of education technology. Rev Bras Enferm. 2021. 4. Roseira CE, et al. Digital technology for nursing education. Rev Bras Enferm. 2022. 5. Jang S, Suh EE. Smart device-based nursing competency evaluation. Comput Inform Nurs. 2021.
Título do Evento
XVIII SENF - SEMANA DE ENFERMAGEM DO UNIFAMAZ
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Rayssa Yanka Evaristo de et al.. USO DE DISPOSITIVOS VESTÍVEIS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE: CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM PARA O MONITORAMENTO E AUTOCUIDADO.. In: Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ. Anais...Belém(PA) UNIFAMAZ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1567941-USO-DE-DISPOSITIVOS-VESTIVEIS-NA-EDUCACAO-EM-SAUDE--CONTRIBUICAO-DA-ENFERMAGEM-PARA-O-MONITORAMENTO-E-AUTOCUIDAD. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes