PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E PROMOÇÃO DA SEXUALIDADE ENTRE IDOSOS

Publicado em 29/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2535-5

Título do Trabalho
PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E PROMOÇÃO DA SEXUALIDADE ENTRE IDOSOS
Autores
  • Juliana Guedes
  • Isabelly Fernanda De Souza Amaral
  • Raissa Fernanda Gomes de Lima
  • Jamilly Santarém Brabo
  • Shirley AViz de MIranda
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Educação em saúde na Enfermagem
Data de Publicação
29/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1563714-praticas-de-educacao-em-saude-como-estrategia-de-prevencao-de-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-e-promocao-da
ISBN
978-65-272-2535-5
Palavras-Chave
Sexualidade; Infecções Sexualmente Transmissíveis; Idoso.
Resumo
Introdução: O envelhecimento populacional brasileiro ocorre de maneira acelerada desde a segunda metade do século XX, configurando-se como importante transição demográfica e epidemiológica que impõe novos desafios aos serviços de saúde. Nesse cenário, destaca-se a necessidade de fortalecimento das ações de promoção da saúde voltadas à população idosa, especialmente relacionadas à sexualidade, temática ainda marcada por estigmas, preconceitos e invisibilidade social. Apesar de frequentemente negligenciada, a sexualidade permanece presente no processo de envelhecimento, manifestando-se não apenas no ato sexual, mas também por meio da afetividade, companheirismo, intimidade, cuidado e bem-estar emocional. As mudanças fisiológicas decorrentes do envelhecimento, associadas aos fatores socioculturais, influenciam diretamente a vivência da sexualidade pelos idosos. Ainda assim, a manutenção de vínculos afetivo- sexuais contribui significativamente para a qualidade de vida, autoestima e saúde mental dessa população. Entretanto, observa-se que a escassez de educação sexual direcionada à terceira idade, aliada à baixa percepção de risco e à ausência de campanhas específicas, favorece o aumento da vulnerabilidade às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Muitos idosos não se reconhecem como grupo de risco, dificultando a adoção de medidas preventivas, como o uso de preservativos e a realização de testes rápidos. Além disso, a persistência de tabus sociais e a dificuldade de diálogo sobre sexualidade nos serviços de saúde representam barreiras importantes ao acesso à informação e ao cuidado. Dados epidemiológicos apontam crescimento significativo de casos de ISTs entre idosos, especialmente relacionados ao HIV/AIDS e às hepatites virais. Nesse contexto, destaca-se a importância de práticas educativas conduzidas pelos profissionais de saúde, sobretudo pela enfermagem, visando à promoção da saúde sexual, prevenção de agravos e fortalecimento do autocuidado na terceira idade. Dessa forma, torna-se fundamental desenvolver estratégias educativas integrais, humanizadas e livres de preconceitos, capazes de ampliar o acesso à informação e estimular práticas sexuais seguras entre os idosos. Objetivo: Relatar a experiência de uma ação de educação em saúde sobre sexualidade saudável e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis realizada com usuários idosos em um ambulatório de especialidades no município de Belém, Pará. Relato de experiência: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, fundamentado no Arco de Maguerez, metodologia problematizadora que permite a análise crítica da realidade e a construção de intervenções educativas a partir das necessidades identificadas. A primeira etapa, denominada observação da realidade, foi realizada durante visita técnica a um Centro de Saúde Escola em Belém/PA, na qual se identificou predominância de usuários idosos no serviço e a fragilidade de discussão de temas relacionados à sexualidade. Na segunda etapa, referente à identificação dos pontos-chave, evidenciou-se a necessidade de abordar a sexualidade e a prevenção de ISTs nessa população, considerando a presença de tabus, desinformação e baixa procura por testes rápidos e orientações preventivas. A terceira etapa correspondeu à teorização, realizada por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados científicas, como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, utilizando descritores relacionados à temática, a fim de subsidiar as ações e etapas seguintes. Na quarta etapa, hipótese de soluções, foi elaborado um plano de ação voltado à educação em saúde, com a produção de material didático, tipo folders informativos contendo linguagem simples, objetiva e acessível, além de imagens que facilitassem a compreensão do público-alvo. Também foram confeccionadas placas de “mito” e “verdade” para utilização em dinâmica interativa, com o objetivo de estimular a participação dos usuários. Além disso, foi planejada a distribuição de preservativos como forma de incentivo à adoção de práticas preventivas. A quinta etapa, aplicação à realidade, consistiu na execução da ação educativa, realizada na sala de espera do ambulatório do Centro de Saúde Escola Reitor Luís Anísio Camarão, em Belém/PA. A atividade ocorreu em ambiente coletivo, aproveitando o tempo de espera dos usuários, o que favoreceu maior adesão e participação. A abordagem adotada foi dialógica, participativa e humanizada, baseada na escuta qualificada, no acolhimento e na valorização dos saberes prévios dos participantes. Inicialmente, foram distribuídos folders contendo informações sobre sexualidade na terceira idade, prevenção das ISTs, uso correto de preservativos e importância da realização de testes rápidos. Em seguida, foi realizada uma dinâmica interativa com placas de “verdadeiro” e “falso”, abordando mitos e verdades relacionados à sexualidade e às ISTs. Essa estratégia favoreceu o engajamento dos participantes, tornando o momento mais dinâmico e facilitando a assimilação das informações. Participaram da atividade 39 indivíduos, sendo 35 mulheres e 4 homens, além de 4 crianças acompanhantes. Observou-se participação ativa dos idosos durante a dinâmica, com demonstração de interesse e interação. Entretanto, identificou-se certa resistência inicial em expor dúvidas em público, possivelmente em decorrência de fatores culturais e sociais. Ao final da atividade, alguns participantes buscaram atendimento individual para esclarecimento de dúvidas, o que evidencia a importância de estratégias que considerem a escuta individualizada. Durante esses momentos, foram fornecidas orientações sobre a realização de testes rápidos, formas de prevenção, uso adequado de preservativos e acesso aos serviços de saúde disponíveis na rede. A ação contribuiu para o fortalecimento do vínculo entre usuários e equipe de saúde, promovendo acolhimento, escuta ativa e incentivo ao autocuidado. Além disso, possibilitou a ampliação do conhecimento dos participantes sobre a temática, contribuindo para a desmistificação de crenças equivocadas relacionadas à sexualidade na terceira idade. Para as acadêmicas, a experiência representou importante oportunidade de desenvolvimento de competências essenciais à prática profissional, como comunicação, empatia, trabalho em equipe e adaptação da linguagem ao público. Considerações finais: Conclui-se que a ação educativa desenvolvida mostrou-se eficaz na ampliação do conhecimento da população idosa acerca da sexualidade saudável e da prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis, além de proporcionar espaço de diálogo, acolhimento e redução de tabus. A participação ativa dos usuários e a busca por informações após a atividade evidenciam a necessidade de ampliação de estratégias educativas voltadas à saúde sexual da pessoa idosa, especialmente no âmbito da atenção primária à saúde. Contribuições para a enfermagem: A experiência contribuiu significativamente para a formação acadêmica das discentes, ao proporcionar vivência prática em educação em saúde e contato direto com a comunidade, fortalecendo a integração ensino-serviço-comunidade. A atividade favoreceu o desenvolvimento de habilidades essenciais, como comunicação efetiva, escuta qualificada, empatia, trabalho em equipe e abordagem humanizada. Ademais, reforça o papel estratégico da enfermagem na promoção da saúde, prevenção de agravos e educação da população, evidenciando sua importância na melhoria das condições de saúde e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
Título do Evento
XVIII SENF - SEMANA DE ENFERMAGEM DO UNIFAMAZ
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GUEDES, Juliana et al.. PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E PROMOÇÃO DA SEXUALIDADE ENTRE IDOSOS.. In: Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ. Anais...Belém(PA) UNIFAMAZ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1563714-PRATICAS-DE-EDUCACAO-EM-SAUDE-COMO-ESTRATEGIA-DE-PREVENCAO-DE-INFECCOES-SEXUALMENTE-TRANSMISSIVEIS-E-PROMOCAO-DA. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes