PRÁTICA ASSISTENCIAL À GRAVIDEZ PRECOCE E SEUS RISCOS - REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA

Publicado em 29/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2535-5

Título do Trabalho
PRÁTICA ASSISTENCIAL À GRAVIDEZ PRECOCE E SEUS RISCOS - REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
Autores
  • Arlon Yan Oliveira Do Nascimento
  • Otávio Augusto Da Conceição De Jesus
  • Alaina Gisele Pinho Lima
  • Carlos Eduardo Vital Leite Junior
  • Gabriela Eleres Casseb
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Prática Assistencial e Transformação Social
Data de Publicação
29/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1560632-pratica-assistencial-a-gravidez-precoce-e-seus-riscos-revisao-narrativa-da-literatura
ISBN
978-65-272-2535-5
Palavras-Chave
Gravidez Precoce, Adolescência, Prática Assistencial.
Resumo
Introdução: A gravidez é um fenômeno natural da fase reprodutiva e envolve inúmeras mudanças no corpo da gestante, tais como alterações fisiológicas, anatômicas, hormonais e emocionais, as quais em conjunto são essenciais para a adaptação do organismo materno às necessidades de desenvolvimento fetal1. Entretanto, quando ocorre de forma precoce, como na adolescência, o corpo ainda em desenvolvimento e pode gerar riscos à gravidez. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), no ano de 2023 nasceram 303.025 bebês com mães adolescentes, uma incidência alarmante para as autoridades públicas de saúde2. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a fase adolescente ocorre dos 10 aos 19 anos de idade, durante esse período o corpo passa por mudanças fisiológicas, sendo elas físicas, psicológicas e cognitivas. Logo, esses aspectos tornam a gravidez precoce, em uma gestação de risco para a adolescente3. Assim, entre os riscos mais comuns que podem afetar a puérpera adolescente e o recém-nascido destacam-se: ausência do suporte do parceiro; rejeição familiar; vulnerabilidade social, pobreza, evasão escolar e dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Outrossim, é essencial pontuar as complicações durante a gestação que agravam a saúde da adolescente e do bebê, como o maior risco de eclâmpsia, infecções, complicações no parto, bebês com baixo peso e prematuridade. Dito isso, é imprescindível reforçar a sensibilização a respeito da gravidez precoce, tanto nas escolas quanto no núcleo familiar. Nesse sentido, as ações educativas em saúde, sobre educação sexual tem o papel de disseminar informações sobre o uso de preservativo em relações sexuais, para evitar uma gestação não planejada, e devem ser realizadas em escolas e espaços comunitários, pois desempenham um papel crucial na redução desses índices. Além disso, é essencial o apoio dos profissionais de saúde, destacando a importância do acompanhamento do pré-natal e da realização da triagem neonatal. Objetivos: Analisar na literatura científica os principais riscos da gravidez na adolescência e a importância da atuação da enfermagem na assistência a gestantes adolescentes. Métodos: Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, do tipo revisão narrativa da literatura, que teve como temática a gravidez na adolescência no Brasil, abordando seus desafios, os impactos na saúde das adolescentes e a atuação dos profissionais de enfermagem na assistência. A pesquisa foi desenvolvida a partir das etapas básicas da revisão narrativa: inicialmente, realizou-se a escolha do tema, considerando a relevância da gravidez precoce como problema de saúde pública no país. Em seguida, procedeu-se à busca na literatura, por meio do levantamento de dados em bases científicas e institucionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), a base de dados na Latino-Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS). Posteriormente, foi realizada a seleção das fontes, adotando como critérios de inclusão artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, que abordam diretamente a temática proposta. Foram excluídos estudos duplicados e incompletos. Na sequência, ocorreu à leitura transversal dos materiais selecionados, permitindo a identificação dos principais pontos abordados pelos autores. Após isso, foi realizada a redação do estudo, com base na análise descritiva e interpretativa dos dados, integrando evidências da literatura científica. Por fim, foram organizadas as referências, conforme as fontes utilizadas. Resultado/Discussão: A análise de 5 artigos da literatura recente demonstra que houve uma diminuição da gravidez na adolescência, porém, as taxas de redução são desiguais entre os diferentes municípios. Além disso, observa-se que a persistência desses números está relacionada, em parte, à insuficiente implementação de estratégias efetivas de prevenção e acompanhamento4. Com isso, a gestação precoce continua sendo um grande problema de saúde pública, sendo mais prevalente em estados e municípios com baixos indicadores socioeconômicos e entre adolescentes com menor escolaridade. Esse cenário reforça um ciclo de vulnerabilidade, onde a evasão escolar e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho não são apenas consequências, mas também fatores que perpetuam a pobreza intergeracional. A revisão da literatura indica que a atuação do enfermeiro deve ser ampla e integral, contemplando não apenas os cuidados clínicos imediatos, mas também o acompanhamento psicológico e o suporte social, respeitando a individualidade e o contexto da adolescente em situação de gestação precoce. Dito isso, é evidente que deve haver uma qualificação das práticas assistenciais para os profissionais de saúde a fim de atender às necessidades específicas desse público. Desse modo, a atuação da enfermagem na Atenção Primária em Saúde torna-se estratégica, pois permite o desenvolvimento de ações educativas e preventivas articuladas com a comunidade. Somando a isso, no Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a adolescente gestante tem direito ao atendimento de forma integral e ao respeito à sua privacidade, devendo ao enfermeiro avaliar a necessidade de quebra de sigilo apenas em situações de risco5. A integração entre saúde e educação é essencial para fortalecer o protagonismo da adolescente, garantindo que o acompanhamento do pré-natal e da triagem neonatal ocorra de forma humanizada, mitigando riscos biológicos e psicossociais tanto para a mãe quanto para o recém-nascido. Conclusão: A análise da literatura confirma que a gravidez na adolescência no Brasil, embora tenha apresentado redução nos índices ao longo dos anos, ainda se configura como um importante problema de saúde pública, associado a fatores sociais, econômicos e de vulnerabilidade. Os estudos apontam impactos significativos na saúde das adolescentes, bem como desafios no acesso à informação e aos serviços de saúde. Portanto, a relevância do tema se destaca pela necessidade de ações efetivas de prevenção e assistência, nas quais a Enfermagem desempenha papel fundamental na promoção da saúde, no acompanhamento gestacional e no cuidado no período pós-parto. Nesse contexto, ressalta-se a importância da capacitação contínua dos profissionais, por meio da educação permanente, visando à qualificação da assistência e à adequação das práticas às necessidades desse público. No âmbito científico, observa-se a existência de lacunas relacionadas à abordagem integral das adolescentes em diferentes contextos socioculturais, bem como à efetividade das estratégias de prevenção adotadas, especialmente em populações mais vulneráveis. Dessa forma, sugere-se a ampliação de estudos futuros que explorem intervenções educativas, estratégias intersetoriais e práticas assistenciais voltadas à redução da gravidez precoce, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas e para a melhoria da qualidade da assistência em saúde. Descritores: Gravidez Precoce1, Adolescência2, Prática Assistencial3. Referências: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção à saúde do adolescente: orientações para a organização de serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2022. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS. (DATASUS). Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [citado 2026 abr 29]. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br. 3. World Health Organization. Adolescent pregnancy [Internet]. Genebra: WHO; 2024 [citado 2026 maio 1]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/adolescent-pregnancy. 4. Barros AJD, Victora CG, Horta BL, et al. Maternity in adolescence in Brazil: high fertility rates and stark inequalities across municipalities and regions. Cad Saude Publica. 2026;42:e00057625. doi:10.1590/0102-311XEN057625. 5. Brasil. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente [Internet]. Brasília: Presidência da República; 1990 [citado 2026 maio 4]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm.
Título do Evento
XVIII SENF - SEMANA DE ENFERMAGEM DO UNIFAMAZ
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NASCIMENTO, Arlon Yan Oliveira Do et al.. PRÁTICA ASSISTENCIAL À GRAVIDEZ PRECOCE E SEUS RISCOS - REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA.. In: Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ. Anais...Belém(PA) UNIFAMAZ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1560632-PRATICA-ASSISTENCIAL-A-GRAVIDEZ-PRECOCE-E-SEUS-RISCOS-REVISAO-NARRATIVA-DA-LITERATURA. Acesso em: 13/09/2026

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