DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Publicado em 29/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2535-5

Título do Trabalho
DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Autores
  • Jhonny Pimentel Rodrigues
  • MILENA FARAH DAMOUS CASTANHO FERREIRA
Modalidade
Resumo expandido
Área temática
Prática Assistencial e Transformação Social
Data de Publicação
29/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1557319-desafios-para-a-implementacao-do-processo-de-enfermagem-na-urgencia-e-emergencia--uma-revisao-integrativa-da-lit
ISBN
978-65-272-2535-5
Palavras-Chave
Enfermagem; Processo de Enfermagem; Urgência e Emergência.
Resumo
Introdução: O Processo de Enfermagem (PE) constitui-se como instrumento metodológico essencial para a organização, sistematização e qualificação do cuidado em saúde, sendo amplamente reconhecido como base da prática do enfermeiro. Nessa perspectiva, o PE é estruturado em etapas inter-relacionadas que favorecem o raciocínio clínico, a tomada de decisão e a assistência individualizada, segura e baseada em evidências1. Além disso, normativas recentes reforçam sua obrigatoriedade em todos os cenários assistenciais, consolidando sua relevância no contexto contemporâneo da enfermagem. No cenário da urgência e emergência, marcado pela imprevisibilidade, alta rotatividade de pacientes e necessidade de intervenções imediatas, o cuidado exige agilidade, precisão e priorização2. Nesse contexto, o Processo de Enfermagem apresenta-se como ferramenta capaz de organizar o trabalho da equipe, contribuir para a continuidade da assistência e promover segurança no atendimento, mesmo diante de condições adversas. Porém, apesar de sua importância teórica e respaldo normativo, a implementação do PE nesses ambientes ainda se mostra desafiadora no cotidiano profissional. Nesse sentido, a complexidade dos serviços, associada às demandas intensas e à dinâmica acelerada, evidencia uma distância entre o que é preconizado e o que é realizado na prática1,2. Diante desse cenário, torna-se relevante discutir os desafios da implementação do Processo de Enfermagem na urgência e emergência, considerando aspectos conceituais e condições reais do cuidado. Dessa forma, essa reflexão contribui para o fortalecimento da prática profissional e para a busca de estratégias que favoreçam a consolidação do PE como ferramenta essencial na assistência. Objetivo: Analisar os desafios na implementação do Processo de Enfermagem em serviços de urgência e emergência. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada com o objetivo de reunir e sintetizar evidências científicas sobre a implementação do Processo de Enfermagem em serviços de urgência e emergência. A busca foi conduzida em bases eletrônicas como LILACS, SciELO e PubMed, utilizando descritores controlados combinados por operadores booleanos. Foram adotados como critérios de inclusão: artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a temática proposta. Como critérios de exclusão, consideraram-se estudos duplicados, incompletos, teses, dissertações e publicações que não respondessem ao objetivo. A análise ocorreu de forma descritiva e temática, permitindo identificar e discutir os principais desafios na implementação do PE nesse contexto. Resultados e Discussão: A busca resultou inicialmente em 23 estudos (LILACS: 9; SciELO: 6; PubMed: 8). Após aplicação dos critérios e remoção de duplicatas, 19 artigos foram selecionados para leitura na íntegra, sendo 5 incluídos na amostra final. Diante disso, a análise evidencia que a implementação do Processo de Enfermagem nos serviços de urgência e emergência ocorre de forma fragilizada, sobretudo pelas características desses ambientes. Nesse sentido, a elevada demanda, associada à superlotação e à intensa rotatividade, impõe ritmo acelerado de trabalho, no qual o enfermeiro prioriza intervenções imediatas voltadas à estabilização clínica3. Como consequência, a aplicação sistemática das etapas do PE tende a ser comprometida, favorecendo práticas fragmentadas. Além disso, a sobrecarga de trabalho e o dimensionamento inadequado da equipe configuram-se como desafios importantes, pois o número reduzido de profissionais, diante da complexidade dos casos, limita o tempo para coleta de dados, elaboração de diagnósticos e avaliação dos cuidados4. Dessa forma, o PE é frequentemente executado de maneira parcial, comprometendo a organização e continuidade da assistência. Ademais, fragilidades na formação e capacitação profissional também se destacam como fatores relevantes. Observa-se dificuldade no desenvolvimento do raciocínio clínico e na utilização de classificações padronizadas5, evidenciando lacunas na formação acadêmica e na educação permanente. Consequentemente, essa insegurança contribui para a subutilização do Processo de Enfermagem. Paralelamente, fatores organizacionais e estruturais influenciam diretamente sua implementação. Nesse sentido, a ausência de protocolos institucionais, aliada às limitações nos sistemas de registro e à falta de informatização adequada, dificulta a incorporação do processo na rotina. Além disso, quando o PE é percebido como exigência burocrática, há menor adesão da equipe1. Com isso, outro ponto relevante refere-se à cultura organizacional dos serviços de urgência e emergência, marcada por práticas imediatistas e foco na resolução rápida dos agravos. Nesse cenário, a valorização de ações rápidas dificulta a incorporação de instrumentos sistematizados, especialmente na ausência de incentivo institucional. Assim, percebe-se que sua implementação depende não apenas do conhecimento técnico, mas também de um ambiente favorável. Por fim, destaca-se que a fragilidade na aplicação do Processo de Enfermagem impacta diretamente a continuidade do cuidado e a comunicação entre profissionais. Portanto, a ausência de registros completos dificulta a tomada de decisão clínica e compromete a segurança do paciente. Dessa maneira, os desafios ultrapassam aspectos técnicos e evidenciam a necessidade de estratégias que aproximem teoria e prática no cotidiano da enfermagem. Conclusão: Diante da análise, evidencia-se que a implementação do Processo de Enfermagem na urgência e emergência ultrapassa uma questão técnica, configurando-se como desafio multidimensional. Nessa perspectiva, mais do que reconhecer sua importância teórica e normativa, é necessário compreender que sua efetivação depende de condições concretas que favoreçam sua aplicabilidade. Nesse sentido, a distância entre teoria e prática reflete um contexto assistencial complexo, que exige respostas rápidas e opera sob limitações estruturais e organizacionais. Assim, a consolidação do PE demanda um olhar ampliado, considerando o preparo técnico-científico do enfermeiro e o suporte institucional. Além disso, reforça-se a importância de investimentos em educação permanente, fortalecimento da gestão do cuidado e valorização da sistematização da assistência como estratégia fundamental para qualificar o trabalho da enfermagem. Com isso, ao promover condições favoráveis à aplicação do Processo de Enfermagem, torna-se possível aproximar teoria e prática e garantir assistência mais segura, contínua e centrada no paciente. Por fim, destaca-se que o enfrentamento desses desafios representa oportunidade de transformação da prática profissional, estimulando reflexão crítica e aprimoramento do cuidado. Dessa forma, a implementação efetiva do PE deve ser compreendida como processo contínuo, essencial para o fortalecimento da enfermagem enquanto ciência e prática social. Contribuições e Implicações para a Enfermagem: A análise permite compreender que o fortalecimento do Processo de Enfermagem na urgência e emergência não se limita à aplicação técnica, mas representa avanço estratégico para a consolidação da autonomia profissional e da identidade da enfermagem. Nesse sentido, ao valorizar o uso do PE como instrumento norteador do cuidado, amplia-se a capacidade do enfermeiro de fundamentar decisões clínicas, tornando sua atuação mais crítica, segura e respaldada cientificamente. Além disso, as evidências apontam para a necessidade de reorientação das práticas formativas e assistenciais, estimulando maior integração entre ensino e serviço. Por isso, a incorporação do Processo de Enfermagem desde a formação acadêmica, aliada ao fortalecimento da educação permanente, contribui para o desenvolvimento do raciocínio clínico e segurança na tomada de decisões em contextos complexos. Paralelamente, destaca-se a importância da gestão em enfermagem na criação de condições favoráveis à implementação do PE. Ademais, isso envolve dimensionamento adequado de pessoal, investimento em tecnologias de registro, organização de fluxos assistenciais e incentivo à cultura de sistematização do cuidado. Além disso, ao reconhecer o Processo de Enfermagem como ferramenta essencial para a continuidade do cuidado, reforça-se sua contribuição para a comunicação entre os profissionais e organização das informações clínicas. Assim, sua implementação efetiva pode contribuir significativamente para o fortalecimento da enfermagem enquanto ciência, prática assistencial e campo de produção de conhecimento.
Título do Evento
XVIII SENF - SEMANA DE ENFERMAGEM DO UNIFAMAZ
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RODRIGUES, Jhonny Pimentel; FERREIRA, MILENA FARAH DAMOUS CASTANHO. DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA.. In: Anais do XVIII Semana de Enfermagem do UNIFAMAZ. Anais...Belém(PA) UNIFAMAZ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xviii-semana-de-enfermagem-unifamaz-717467/1557319-DESAFIOS-PARA-A-IMPLEMENTACAO-DO-PROCESSO-DE-ENFERMAGEM-NA-URGENCIA-E-EMERGENCIA--UMA-REVISAO-INTEGRATIVA-DA-LIT. Acesso em: 24/10/2026

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