SUBJETIVIDADE, ESTIGMA E RESSIGNIFICAÇÃO: A MULHER NO CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE

Publicado em 21/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2141-8

Título do Trabalho
SUBJETIVIDADE, ESTIGMA E RESSIGNIFICAÇÃO: A MULHER NO CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
Autores
  • DHIENIFER CRISTINA DE OLIVEIRA FERREIRA
  • Aline freire Dos Santos
  • Thays Oliveira
  • CAIO FERNANDO MODTKWSKI
Modalidade
Relato de experiência
Área temática
Ciências humanas
Data de Publicação
21/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xvii-simposio-iniciacao-cientifica-uninassau-cacoal/1412177-subjetividade-estigma-e-ressignificacao--a-mulher-no-contexto-de-privacao-de-liberdade
ISBN
978-65-272-2141-8
Palavras-Chave
Identidade Feminina, Clínica Ampliada, Prisão, Ressocialização, Saúde Mental.
Resumo
O relato de experiência descreve as ações desenvolvidas com um grupo de mulheres privadas de liberdade, situadas na Casa de Detenção da comarca de Cacoal, tendo como eixo central o fortalecimento da identidade feminina em contexto de privação de liberdade. O trabalho fundamentou-se em temas relacionados à saúde mental, autoestima, ressocialização e planejamento de vida, reconhecendo que o encarceramento feminino no Brasil está frequentemente associado à ruptura de vínculos familiares, abandono e agravamento do sofrimento emocional, elementos que podem comprometer profundamente a subjetividade dessas mulheres. Diante desse cenário, o objetivo da intervenção foi promover espaços de escuta e acolhimento que possibilitaram trocas de experiências, expressão emocional e fortalecimento de vínculos. De forma específica, buscou-se favorecer a partilha das vivências individuais e coletivas, estimular estratégias de enfrentamento diante das dificuldades cotidianas, contribuir para o fortalecimento da identidade e autoestima, incentivar habilidades de convivência em grupo e ampliar o repertório emocional e relacional das participantes. O grupo é composto por aproximadamente 18 mulheres, com idades entre 18 e 50 anos, todas em situação de vulnerabilidade social e com histórico de fragilização familiar e afetiva. A entrada do grupo se deu por interesse das estagiárias em desenvolver um trabalho humanizado voltado às necessidades específicas da população encarcerada, resultando em um conjunto de 25 encontros realizados ao longo dos meses previstos no cronograma institucional. A intervenção psicossocial foi realizada por meio de grupos terapêuticos. As atividades incluíram rodas de conversa, dinâmicas reflexivas, exercícios de expressão emocional, arteterapia e debates sobre temas como identidade, autocuidado, manejo das emoções, ressignificação de rótulos, enfrentamento do estigma e planejamento de vida pós-prisão. Os resultados observados ao longo dos encontros apontaram para avanços significativos no fortalecimento da autoestima, na capacidade de expressão, no desenvolvimento de vínculos dentro do grupo e no reconhecimento da própria história. Muitas participantes relataram que, pela primeira vez, puderam falar sobre si sem julgamento e perceber novas possibilidades de futuro. As dinâmicas permitiram que as mulheres identificassem sentimentos, reconhecessem fragilidades, elaborassem vivências e construíssem narrativas mais positivas sobre si mesmas, promovendo sensação de pertencimento e acolhimento. Além disso, observou-se melhora na convivência e maior abertura ao diálogo entre as participantes, demonstrando a potência do trabalho grupal no contexto prisional. O fortalecimento da identidade feminina em situação de privação de liberdade exige abordagens que considerem a singularidade, a história e a subjetividade de cada mulher. A experiência evidenciou que espaços de escuta, acolhimento e construção coletiva favorecem a retomada da autoestima, da autonomia emocional e da percepção de valor pessoal. Assim, o trabalho desenvolvido reafirma a importância da psicologia no contexto prisional como prática voltada à humanização, à reconstrução de narrativas e à promoção da dignidade, contribuindo para processos de ressocialização e para a ampliação das perspectivas de futuro dessas mulheres. Ademais, este relato de experiência se caracteriza como uma atividade extensionista, sem fins de pesquisa e sem coleta sistematizada de dados, em conformidade com a Resolução CNS nº 510/2016.
Título do Evento
XVII Simpósio de Iniciação Científica - UNINASSAU CACOAL
Cidade do Evento
Cacoal
Título dos Anais do Evento
Simpósio de Iniciação Científica
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERREIRA, DHIENIFER CRISTINA DE OLIVEIRA et al.. SUBJETIVIDADE, ESTIGMA E RESSIGNIFICAÇÃO: A MULHER NO CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE.. In: Simpósio de Iniciação Científica. Anais...Cacoal(RO) UNINASSAU CACOAL, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xvii-simposio-iniciacao-cientifica-uninassau-cacoal/1412177-SUBJETIVIDADE-ESTIGMA-E-RESSIGNIFICACAO--A-MULHER-NO-CONTEXTO-DE-PRIVACAO-DE-LIBERDADE. Acesso em: 11/10/2026

Trabalho

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