ESTERILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS EM AMBIENTES HOSPITALAR

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
ESTERILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS EM AMBIENTES HOSPITALAR
Autores
  • Ingrid darling Lima de Souza
  • Maria Yasmin Oliveira Souza
  • Elza Rakell Maia Martins
  • Francisca Daniele Pereira dos Santos
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Saúde e Biológicas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1423168-esterilizacao-de-equipamentos-fisioterapeuticos-em-ambientes-hospitalar
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Esterilização, desinfecção, circuito respiratório, ventilador, nebulizador, óxido de estileno, procedimento hospitalar
Resumo
Ingrid darling Lima Souza Elza Rakell Maia Martins Francisca Daniele Pereira Maria Yasmin Oliveira Souza INTRODUÇÃO A esterilização e desinfecção dos materiais utilizados na área da saúde são essenciais para evitar infecções dentro do ambiente hospitalar. O processamento correto dos materiais no Centro de Materiais Esterilizados (CME) é fundamental para assegurar e evitar a transmissão de microrganismos (Farias, 2023). Desta forma é possível ver que instrumentos mal esterilizados podem colocar o paciente em risco, assim, destacamos a importância de um protocolo adequado (Pereira, Perez, 2023). Na fisioterapia hospitalar observa-se que muitos equipamentos são utilizados em vários pacientes ao longo do dia. O Manual de Biossegurança da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) publicado em 2020, orienta que esses materiais precisam passar por limpeza e desinfecção adequada para evitar riscos. Por isso, garantir a descontaminação desses equipamentos é uma parte importante para a segurança do paciente no ambiente hospitalar. A fisioterapia em ambiente hospitalar frequentemente utiliza equipamentos respiratórios (como ventiladores, nebulizadores) e outros instrumentos reutilizáveis que, se não forem processados corretamente, podem se tornar focos de contaminação. No Brasil, há evidência de que o processamento de artigos para terapia ventilatória inclui limpeza, desinfecção de alto nível e, em alguns casos, esterilização. Por exemplo, Santos et al. (2014) documentaram práticas recomendadas para circuitos respiratórios e nebulizadores. Além disso, quando é usado óxido de etileno para esterilização, é fundamental considerar a aeração posterior para remover resíduos tóxicos, como demonstrado por Magalhães Costa(2021). Entender esses processos e sua aplicabilidade aos equipamentos usados na fisioterapia é essencial para garantir segurança microbiológica e prevenir infecções associadas à assistência OBJETIVO Descrever os processos de esterilização, desinfecção aplicáveis a equipamentos de fisioterapia em ambiente hospitalar, analisar a eficácia de métodos convencionais e inovadores, para garantir segurança microbiológica e garantir a prevenção da saúde. METODOLOGIA Realizou-se uma revisão bibliográfica na BVS, SciELO e LILACS utilizando descritores, esterilização, desinfecção e equipamentos respiratórios. Incluíram-se estudos dos últimos 7 anos, preferencialmente em português. Foram selecionadas revisões, diretrizes e pesquisas experimentais ou de monitoramento de métodos de esterilização hospitalar. RESULTADOS Santos et al. (2014)destacam que, para dispositivos de terapia ventilatória (circuitos respiratórios, nebulizadores), é recomendada primeiro a limpeza, seguida de desinfecção de alto nível via calor úmido (≥ 70 °C por 30 minutos) para os artigos compatíveis com calor. Para dispositivos termorresistentes, indicam esterilização a vapor saturado sob pressão; para os termossensíveis, a esterilização baixa temperatura. Magalhães Costa(2021) aponta que, no Brasil, a aeração pós-esterilização com óxido de etileno é um ponto crítico: resíduos de ETO podem permanecer, sendo necessário tempo de aeração adequado para garantir os níveis estejam dentro do aceitável. Farias et al. (2023) demonstra importância de indicadores físicos, químicos e biológicos para validar se os ciclos de esterilização estão sendo eficazes e seguros. Desta forma, a literatura nacional confirma que os equipamentos respiratórios, usados frequentemente pela fisioterapia hospitalar, requerem desinfecção e/ou esterilização bem definidas para evitar infecção. CONCLUSÃO: A literatura brasileira mostra a existência de protocolos estabelecidos para desinfecção e esterilização de equipamentos respiratórios utilizados na fisioterapia, mas persistem desafios especialmente no uso do óxido de etileno, cujo período de aeração ainda carece de padronização e estudos mais robustos. Destaca-se a necessidade de monitoramento sistemático dos processos físico, químico e biológico para a eficácia microbiológica. Recomenda-se, em âmbito hospitalar, que os protocolos incluam limpeza rigorosa, desinfecção ou esterilização conforme a compatibilidade do material, validação e monitoramento dos ciclos e aeração adequada quando se utiliza ETO. Ainda que pesquisas futuras priorizem equipamentos específicos da fisioterapia, preenchendo lacunas e possibilitando diretrizes mais direcionadas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FARIAS, E. D. R. A importância do enfermeiro na Central de Material e Esterilização (CME). Research, Society and Development, v. 12, n. 5, p. 1–10, 2023. Disponível: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/44311. Acesso em: 14 nov. 2025. MAGALHÃES COSTA, E. A. Aeração de dispositivos médicos esterilizados a óxido de etileno: considerações acerca da regulação brasileira. Revista SOBECC, v. 26, n. 3, 2021. DOI: 10.5327/Z1414-4425202100030008. Acesso em: 14 nov. 2025. PEREIRA, E. S.; PEREZ, I. M. P. Enfermagem na central de materiais esterilizados para qualidade de vida do paciente. Revista Saúde dos Vales, v. 5, n. 1, p. 1–8, 2023. Disponível: https://rsv.ojsbr.com/rsv/article/view/241. Acesso em: 14 nov. 2025. SANTOS, M. V. L. dos. Processamento de artigos para terapia ventilatória: revisão da literatura nacional. Revista SOBECC, [S. l.], v. 19, n. 2, p. 87–91, 2014. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/63. Acesso em: 14 nov. 2025. TIPPLE, Anaclara Ferreira Veiga; PIRES, Francine Vieira; GUADAGNIN, Simone Vieira Toledo; MELO, Dulcelene de Sousa. O monitoramento de processos físicos de esterilização em hospitais do interior do estado de Goiás. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 45, n. 3, p. 751-757, 2011. DOI: 10.1590/S0080-62342011000300029. Acesso em: 14 nov. 2025. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB). Manual de Biossegurança da Clínica-Escola de Fisioterapia. João Pessoa, 2020. Disponível: https://www.ccs.ufpb.br/cefisio/contents/documentos/manual-bioseguranca-cefisio.pdf. Acesso em: 14 nov. 2025.
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Ingrid darling Lima de et al.. ESTERILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS EM AMBIENTES HOSPITALAR.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1423168-ESTERILIZACAO-DE-EQUIPAMENTOS-FISIOTERAPEUTICOS-EM-AMBIENTES-HOSPITALAR. Acesso em: 14/05/2026

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