IMPORTÂNCIA DAS BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO (BPM) PARA EVITAR DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA)

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
IMPORTÂNCIA DAS BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO (BPM) PARA EVITAR DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA)
Autores
  • Ane Karoline dos Santos Costa
  • Letícia Pereira Carvalho
  • Luanna Rocha Pereira
  • Mirella Rosendo Oliveira
  • Gilvanna Rogeria De Vasconcelos
  • ISABELA NATASHA PINHEIRO TEIXEIRA
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Saúde e Biológicas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422902-importancia-das-boas-praticas-de-manipulacao-(bpm)-para-evitar-doencas-transmitidas-por-alimentos-(dta)
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Boas praticas, higiene, manipulação, alimentos, doenças
Resumo
Introdução As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs/ DTHA) constituem um problema de saúde pública mundial, que impacta significativamente a vida da população, dando origem a surtos, epidemias, e gerando riscos de mortalidade e custos econômicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que centenas de milhões de pessoas adoecem anualmente pela ingestão de alimentos contaminados. Por isso, a segurança alimentar, desde a aquisição ao consumo, é essencial para reduzir esses eventos. As Boas Práticas de Manipulação (BPM) estabelecem um conjunto de procedimentos de higiene e controle que visam minimizar riscos físicos, químicos e biológicos nos alimentos e são base normativa em legislações sanitárias como a Resolução RDC nº 216/2004 e materiais orientadores de vigilância (OMS). Objetivos - Discutir a importância das Boas Práticas de Manipulação como medidas preventivas de DTAs; - Relacionar evidências e informações oficiais que justifiquem a adoção e a capacitação contínua de manipuladores para garantir um controle de qualidade adequado em toda a cadeia produtiva e oferecer um alimento seguro; Metodologia Esta pesquisa foi desenvolvida a partir de uma revisão de literatura por meio de consulta a documentos técnicos e materiais oficiais sobre Boas Práticas de Manipulação (BPM) e Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). Foram consultadas publicações da ANVISA, Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (WHO), Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC), priorizando conteúdos atualizados e amplamente utilizados em ações de vigilância e capacitação. A análise concentrou-se em diretrizes relacionadas à higiene do manipulador, controle de temperatura, prevenção da contaminação cruzada e demais etapas consideradas críticas na segurança dos alimentos. Também foram incluídos manuais operacionais e dados epidemiológicos que contribuem para compreender os fatores de risco mais frequentes. Após a coleta, as informações foram organizadas e sintetizadas com o objetivo de identificar práticas essenciais, apontar recomendações aplicáveis a serviços de alimentação e reforçar a importância das BPM como medida preventiva das DTAs. Esse processo metodológico assegura a coerência das informações apresentadas e oferece uma base teórica consistente para a discussão dos resultados. Resultados Os documentos analisados definem BPM como práticas que englobam desde a compra até a venda/consumo, destacando a higiene do manipulador, assim como a do consumidor, limpeza de equipamentos, controle de temperatura e rotinas de higienização, medidas que controlam os principais pontos de risco para DTAs. Observou-se nas leituras publicadas por organizações internacionais que os erros mais frequentes que levam a surtos são: armazenamento inadequado, cozimento insuficiente (tratamento térmico insuficiente), contaminação cruzada e higiene pessoal deficiente; as “Golden Rules” (Regras de ouro) e os “4 passos” (Clean-Limpar/Separate-Separar/Cook-Cozinhar/Chill-Resfriar) sintetizam ações simples e eficazes. Implementar e reforçar essas práticas reduz consideravelmente o risco de surtos. A vigilância epidemiológica nacional documenta séries temporais de surtos e reforça necessidade de notificação e investigação para prevenção e controle. Programas de capacitação (cursos/guia de BPM) mostram-se intervenções-chave para promover conformidade em serviços e iniciativas comunitárias. Observações em intervenções educativas (relatos de campo) indicam que atividades participativas combinando roda de conversa, demonstração prática e materiais visuais aumentam o conhecimento e percepção de risco dos manipuladores, melhorando atitudes relativas à lavagem de mãos, separação de alimentos e controle de temperatura. Quando aliadas a inspeção e monitoramento, essas ações favorecem a adoção sustentada das BPM. Conclusão As Boas Práticas de Manipulação representam a estratégia fundamental e preventiva para reduzir DTAs em serviços de alimentação e contextos comunitários. A adoção consistente de medidas simples desde higiene pessoal, limpeza e desinfecção de superfícies, separação entre alimentos crus e prontos, cocção adequada e manutenção de cadeias de frio aliada à capacitação contínua e à vigilância, diminui a ocorrência de surtos e seus impactos em saúde pública. Políticas que integrem capacitação, responsabilização técnica e sistemas de vigilância são prioritárias para manter a segurança do alimento e proteger grupos vulneráveis (crianças, idosos, imunocomprometidos). Além disso, a difusão de materiais oficiais e a padronização das rotinas facilitam a aderência e fiscalização. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução-RDC n° 216 de 15 de setembro de 2004. Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Edição 5. Brasília, 2005. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/manuais-guias-e-orientacoes/cartilha-boas-praticas-para-servicos-de-alimentacao.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Manual Integrado de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Transmitidas por Alimentos. Edição 1. Brasília, 2010. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-diarreicas-agudas/manual-integrado-de-vigilancia-e-controle-de-doencas-transmitidas-por-alimentos.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Doenças Transmitidas por Água e Alimentos (DTHA), informações e situação epidemiológica. Brasília. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dtha/situacao-epidemiologica CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). About Four Steps to Food Safety. Estados Unidos, 29 de abril de 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/food-safety/prevention/index.html PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION (PAHO/WHO). WHO “Golden Rules” for Safe Food Preparation. Disponível em: https://www-paho-org.translate.goog/en/health-emergencies/who-golden-rules-safe-food-preparation?
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Ane Karoline dos Santos et al.. IMPORTÂNCIA DAS BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO (BPM) PARA EVITAR DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA).. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422902-IMPORTANCIA-DAS-BOAS-PRATICAS-DE-MANIPULACAO-(BPM)-PARA-EVITAR-DOENCAS-TRANSMITIDAS-POR-ALIMENTOS-(DTA). Acesso em: 19/06/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes