RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL (RLCCR) EM UMA CADELA – RELATO DE CASO

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL (RLCCR) EM UMA CADELA – RELATO DE CASO
Autores
  • Micaella da Cruz dos Santos
  • Luana Karine Silva Do Nascimento
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Zootecnia e Medicina Veterinária
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422827-ruptura-do-ligamento-cruzado-cranial-(rlccr)-em-uma-cadela--relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
ortopedia veterinária; TPLO; RLCCr; cães, cirúrgica, plano anestésico.
Resumo
INTRODUÇÃO:  A ruptura do ligamento cruzado cranial é uma das principais causas de claudicação em cães e provoca instabilidade dinâmica no joelho, resultando em dor, efusão articular e avanço da osteoartrite. Entre as técnicas cirúrgicas disponíveis, a osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO) destaca-se por neutralizar o deslocamento cranial da tíbia e restaurar função articular de maneira eficiente. Este trabalho descreve um caso tratado por TPLO, com foco no manejo anestésico e nos detalhes da execução cirúrgica. OBJETIVO: Relatar a intervenção cirúrgica por TPLO em uma cadela com ruptura do ligamento cruzado cranial, descrevendo avaliação clínica, planejamento, execução e evolução pós-operatória, além de discutir a técnica à luz das evidências atuais sobre sua eficácia biomecânica e recuperação funcional. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de relato de caso envolvendo uma cadela Shih-Tzu, 13 anos, 6 kg, apresentando claudicação progressiva, dor à manipulação e limitação articular. Hemograma e bioquímica revelaram parâmetros compatíveis com o procedimento, exceto discreta elevação de ureia e fosfatase alcalina. Radiografias evidenciaram efusão articular e osteoartrite avançada. Confirmada a RLCCr, indicou-se TPLO. O planejamento incluiu mensuração do ângulo do platô tibial (TPA) em radiografia mediolateral. O valor encontrado orientou a rotação do fragmento ósseo durante a osteotomia. A paciente foi submetida a jejum sólido de 8 horas e líquido de 4 horas. O protocolo anestésico foi composto por: Pré Medicação: acepromazina (0,02 mg/kg IM) e metadona (0,3 mg/kg IM), visando sedação e analgesia basal. Indução: propofol (4–5 mg/kg IV) associado a cetamina (0,5–1 mg/kg IV), permitindo intubação orotraqueal. Manutenção: isofluorano inalatório em circuito adequado, com infusão contínua de remifentanil para analgesia transoperatória. Bloqueio epidural: lidocaína com morfina, promovendo analgesia regional e redução da necessidade anestésica. Monitorização: cardioscopia, pressão arterial não invasiva, oximetria, capnografia e controle térmico. Procedimento cirúrgico: Após tricotomia ampla e antissepsia com clorexidina degermante e solução alcoólica, realizou-se isolamento do campo operatório com técnica estéril. A cadela foi posicionada em decúbito lateral. Procedeu-se incisão na face medial do joelho, seguida de divulsão romba dos tecidos para exposição da tíbia proximal. Identificaram-se os pontos anatômicos de referência para posicionamento da serra semicircular, conforme planejamento radiográfico. A osteotomia circular foi realizada com serra oscilatória sob irrigação contínua com solução fisiológica, evitando necrose térmica. O fragmento proximal da tíbia foi rotacionado até atingir o ângulo pré-determinado e fixado temporariamente com pino de alinhamento. Em seguida, uma placa de titânio pré-moldada para TPLO foi aplicada e fixada com seis parafusos corticais, garantindo compressão e estabilidade do corte ósseo. Após verificação da posição da patela e alinhamento tibial, foram realizadas suturas em camadas: cápsula articular com fio absorvível, subcutâneo com poliglactina 910 e pele com nylon monofilamentar. Manejo pós-operatório: A cadela recebeu dipirona (25 mg/kg TID), tramadol (3 mg/kg BID) e meloxicam (0,1 mg/kg SID). Amoxicilina com clavulanato foi administrada por 10 dias. Indicou-se restrição de atividade física, uso de roupa cirúrgica e reavaliações periódicas. RESULTADOS: A paciente apresentou evolução satisfatória, com redução gradual da claudicação ao longo das semanas seguintes. O leve edema observado no controle radiográfico não comprometeu o implante nem indicou complicações infecciosas. A radiografia pós-operatória confirmou alinhamento adequado, preservação da patela e fixação estável. Nas consultas subsequentes, observou-se melhora funcional consistente, corroborando relatos da literatura de que a TPLO promove retorno mais rápido ao apoio e menor progressão da osteoartrite. O prognóstico foi considerado favorável, especialmente com a inclusão de fisioterapia e ajuste nutricional para controle de peso. CONCLUSÃO: A aplicação da TPLO na cadela relatada demonstrou ser uma intervenção segura e eficaz, proporcionando estabilização da articulação e melhora significativa da claudicação. A combinação entre diagnóstico preciso, planejamento adequado do ângulo de rotação e cuidados pós-operatórios criteriosos foi determinante para o sucesso clínico. O caso confirma a relevância da TPLO como abordagem de escolha para RLCCr, inclusive em pacientes idosos e com comprometimento articular crônico. Referências:  FOSSUM, T. W. Cirurgia de pequenos animais. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022. MAMEDE, L. F. Estudo retrospectivo de ligamento cruzado cranial em cães submetidos à estabilização extra-articular. Uberlândia: Universidade Federal de Uberlândia, 2018. PICOLI, I. D. A.; GUSSO, A. B. Técnica de TPLO em cães com ruptura de ligamento cruzado cranial. Arquivos Brasileiros de Medicina Veterinária FAG, v. 7, n. 1, 2024. SANTOS, B. P.; MICHELETTI, C. D.; NOZAWA, M. H. TPLO para correção de ruptura de ligamento cruzado cranial em cão – relato de caso. Revista Multidisciplinar em Saúde, v. 5, n. 4, 2024. VESPOLI, L. G.; GARCIA, G. A. Tratamento da ruptura do LCCr no cão e sua resolução pela TPLO. Journal of Interdisciplinary Debates, v. 2, n. 3, p. 128-148, 2021.
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Micaella da Cruz dos; NASCIMENTO, Luana Karine Silva Do. RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO CRANIAL (RLCCR) EM UMA CADELA – RELATO DE CASO.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422827-RUPTURA-DO-LIGAMENTO-CRUZADO-CRANIAL-(RLCCR)-EM-UMA-CADELA--RELATO-DE-CASO. Acesso em: 15/06/2026

Trabalho

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