O AUMENTO DA AUTOMUTILAÇÃO ENTRE JOVENS: QUAL PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO?

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
O AUMENTO DA AUTOMUTILAÇÃO ENTRE JOVENS: QUAL PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO?
Autores
  • Larissa Ferreira Gomes De Vasconcelos
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Saúde e Biológicas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422386-o-aumento-da-automutilacao-entre-jovens--qual-papel-do-enfermeiro-na-prevencao
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Automutilação; suicídio; adolescentes; sofrimento psíquico; saúde metal; depressão; vulnerabilidade
Resumo
INTRODUÇÃO A adolescência é um período marcado por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, tornando os jovens mais suscetíveis a desequilíbrios mentais. Estudos recentes indicam que fatores como vulnerabilidade social, violência, desigualdade e falta de acesso a serviços de saúde mental contribuem para o aumento de casos de depressão, ansiedade e automutilação. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel fundamental na identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico e na promoção de estratégias que favoreçam o bem-estar emocional e o desenvolvimento saudável dos adolescentes. No período juvenil, ocorrem intensas transformações significativas nos aspectos físicos, emocionais e sociais, que estão fortemente influenciadas pelo ambiente em que o adolescente está inserido. Quando esse ambiente é negativo, o desenvolvimento saudável pode ser comprometido, afetando o equilíbrio emocional e levando ao surgimento de depressão, ansiedade e comportamentos como a automutilação. A pele tem como função proteger os órgãos vitais e compõe parte importante da identidade individual. Para alguns adolescentes, a pele é percebida simbolicamente como uma barreira que aprisiona sentimentos ruins. A angústia causada pela dificuldade de lidar com esses fatores leva muitos jovens a marcarem a própria pele como forma de comunicação, internalizando emoções que não conseguem expressar verbalmente. Reforça-se, assim, a importância de estratégias que combatam o estigma, fortaleçam os serviços de saúde mental e promovam ambientes mais protetivos, especialmente para adolescentes em situação de vulnerabilidade. Considerando esse cenário, torna-se fundamental o envolvimento da enfermagem no cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes. O enfermeiro, enquanto profissional com formação ampla, desenvolve ações que favorecem a saúde integral, utilizando abordagens educativas e de orientação. Entre essas ações estão o suporte emocional, escuta ativa, empatia, promoção de práticas saudáveis no cotidiano e esclarecimento de informações relevantes. OBJETIVO O objetivo geral deste resumo expandido é analisar o aumento da automutilação e como os fatores emocionais, sociais e ambientais presentes na adolescência influenciam esse ato. Busca-se destacar como a automutilação se relaciona com dificuldades de expressão emocional e com o uso do corpo como forma de comunicação do sofrimento, analisar a vulnerabilidade de adolescentes expostos à violência e desigualdade , evidenciar o papel do enfermeiro na detecção precoce de sinais de sofrimento psíquico e na promoção de ações educativas, acolhedoras e protetivas, além de apresentar estratégias de enfermagem que favoreçam a prevenção da automutilação e o fortalecimento da saúde emocional em jovens. MATERIAL E MÉTODOS O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de compreender os fatores associados ao aumento da automutilação entre adolescentes e analisar o papel do enfermeiro na prevenção e identificação precoce do sofrimento psíquico. Foram incluídos três artigos originais, revisões, dissertações, documentos oficiais e diretrizes publicados entre 2015 e 2024, nos idiomas português, e inglês, que abordassem adolescentes de 10 a 19 anos e relacionassem automutilação com fatores emocionais e sociais , além da atuação da enfermagem no cuidado em saúde mental. Excluíram-se artigos sem acesso ao texto completo, pesquisas voltadas exclusivamente a adultos e sem relação com automutilação. Por tratar-se de uma pesquisa qualitativa, o material encontrado foi organizado segundo três eixos analíticos: fatores que contribuem para o sofrimento psíquico na adolescência; manifestações da automutilação como forma de comunicação emocional; estratégias de prevenção da enfermagem. RESULTADOS Evidenciou-se que muitos adolescentes utilizam a automutilação como forma de externalizar sentimentos que não conseguem expressar verbalmente, sendo o corpo um meio de comunicação de angústias profundas. A literatura indica que ferir a própria pele pode proporcionar alívio imediato, ainda que temporário, reforçando o ciclo de sofrimento emocional. Em relação ao papel da enfermagem, os estudos apontam que o enfermeiro atua de forma central na prevenção. Consultas de enfermagem estruturadas e focadas em saúde mental aumentam a identificação de riscos e melhoram o suporte ofertado aos adolescentes. A escuta ativa, observação de sinais físicos e comportamentais, acolhimento sem julgamentos e a orientação adequada às famílias e escolas contribuem para identificar precocemente o sofrimento psíquico. CONCLUSÃO Os achados evidenciam que a automutilação entre adolescentes é um fenômeno complexo, influenciado por fatores emocionais, sociais e ambientais que ultrapassam o âmbito individual. Diante disso, destaca-se a necessidade de investir na qualificação profissional, fortalecer a articulação entre os setores da saúde e da educação e reconhecer o enfermeiro como agente essencial na promoção do bem-estar emocional e do desenvolvimento pleno dos jovens. O sofrimento psíquico vivenciado nessa etapa, associado à ausência de suporte e ambientes inseguros, favorece comportamentos auto lesivos como forma de expressão e alívio emocional temporário. A enfermagem, ao atuar de forma humanizada e integrada com outros profissionais, contribui para a redução de danos, o fortalecimento emocional e a promoção do bem-estar dos jovens. A prevenção depende de ações contínuas, interdisciplinares e comprometidas com a proteção integral dessa população. REFERÊNCIAS GUIMARÃES, T.; SILVA, J. F. Práticas de enfermagem na prevenção da autolesão em jovens. Revista Mineira de Enfermagem, v. 25, 2021. LIMA, L. N.; SANTOS, M. A.; FERREIRA, L. Fatores psicossociais associados à automutilação em adolescentes. Psicologia em Estudo, v. 25, 2020.. SOUZA, E. C.; LIMA, L. A. Atuação da enfermagem na promoção da saúde mental de adolescentes. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, n. 2, 2022.
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VASCONCELOS, Larissa Ferreira Gomes De. O AUMENTO DA AUTOMUTILAÇÃO ENTRE JOVENS: QUAL PAPEL DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO?.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422386-O-AUMENTO-DA-AUTOMUTILACAO-ENTRE-JOVENS--QUAL-PAPEL-DO-ENFERMEIRO-NA-PREVENCAO. Acesso em: 19/06/2026

Trabalho

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