SABORES QUE CURAM: A MEMÓRIA COMO ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E CUIDADO

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
SABORES QUE CURAM: A MEMÓRIA COMO ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E CUIDADO
Autores
  • Islandya Maria Lopes Gadelha Goes Lima
  • Marcia Maria da Costa Ferreira
  • Paulo Igor Alves Da Silva
  • Andrevania Silva Da Rocha
  • Raimunda Maura Marques Paiva
  • Francisco Edvardo Soares dos Santos
  • Estefani Braga Da Silva
  • josenir almeida de sousa
  • MARIA AURINETE ALVES
  • Steferson Dias Sampaio
  • isabel tereza Dantas Barros
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
Área de Ciências Humanas e Artes
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422061-sabores-que-curam--a-memoria-como-espaco-de-resistencia-e-cuidado
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
psicologo hospitalar
Resumo
INTRODUÇÃO: Em meio ao silêncio dos corredores hospitalares, emergiu um espaço de humanidade. O projeto “Sabores que Curam: A memória como espaço de resistência e cuidado” Nasceu da inquietação de olhar para além dos diagnósticos e perceber o que a dor silencia, mas o afeto desperta. Durante a vivência no Hospital Infantil Filantrópico, associamos a escuta clínica às memórias afetivas ligadas à comida, compreendendo que assim como o alimento sustenta o corpo, a escuta sustenta a alma. OBJETIVOS: Promover escutas terapêuticas e empáticas com mães acompanhantes, Estimular o acolhimento psicológico em contexto hospitalar, Produzir um livro-memorial de receitas e histórias como expressão simbólica de afeto e resistência,MATERIAIS E MÉTODOS: A experiência foi realizada no Hospital SOPAI, referência em pediatria, com escutas individuais e rodas de diálogo afetivo. Utilizamos estratégias de escuta ativa e empática aliadas à evocação de lembranças culinárias. Cada encontro finalizava com a entrega de uma rosa artesanal, símbolo da força e delicadeza materna. A análise dos relatos seguiu uma abordagem qualitativa, centrada na compreensão do sentido subjetivo das experiências compartilhadas. RESULTADOS: As escutas revelaram histórias atravessadas por dor, fé e esperança. A memória dos alimentos — baião de dois, cuscuz, feijão tropeiro — emergiu como linguagem simbólica de resistência emocional. Uma mãe relatou que o cheiro do cuscuz preparado pela mãe lhe devolvia coragem para seguir cuidando. Percebemos que o alimento se tornou metáfora do acolhimento: cozinhar,lembrar e falar tornaram-se gestos terapêuticos que ressignificaram o sofrimento. Assim, a escuta se configurou como ato político, ético e afetivo, reafirmando a importância de espaços de fala que devolvem voz e pertencimento. CONCLUSÃO: Concluímos que a Psicologia se realiza no encontro humano. Escutar é um gesto de empatia e compromisso ético que transforma dor em potência. Em nossa experiência acadêmica, percebemos que isso é Psicanálise. O ato de compartilhar memórias culinárias revelou-se um caminho de autotransformação e fortalecimento emocional,onde cada prato narrado representava uma prece silenciosa de amor e esperança. REFERÊNCIAS: SAMPAIO,Steferson Dias. Escuta,sentidos e afetos no contexto da maternidade: da fantasia do filho ideal ao prognóstico de cuidados paliativos.Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva,Universidade de Fortaleza, Fortaleza,2024
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Islandya Maria Lopes Gadelha Goes et al.. SABORES QUE CURAM: A MEMÓRIA COMO ESPAÇO DE RESISTÊNCIA E CUIDADO.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1422061-SABORES-QUE-CURAM--A-MEMORIA-COMO-ESPACO-DE-RESISTENCIA-E-CUIDADO. Acesso em: 19/06/2026

Trabalho

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