ADULTIZAÇÃO PRECOCE E O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PALESTRANDO PARA IMPACTAR

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
ADULTIZAÇÃO PRECOCE E O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PALESTRANDO PARA IMPACTAR
Autores
  • Janieles Araújo Neres
  • Lusiane Goreth da Silva Pimenta
  • Cicleide Paula de Souza Castro
  • JEAN NOGUEIRA MORENO
  • Joycilane Florencio Florencio
  • Ana Carolina Bedê
  • Tathiana Alves Nunes Rodrigues Tavared
  • Pâmela Santos
  • Bruna Myrla Ribeiro Freire
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área de Ciências Sociais e Aplicadas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1420269-adultizacao-precoce-e-o-impacto-da-tecnologia-na-infancia-e-adolescencia--palestrando-para-impactar
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Tecnologia, Infância, Adolescência, Saúde mental, Psicologia.
Resumo
ADULTIZAÇÃO PRECOCE E O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PALESTRANDO PARA IMPACTAR Janieles Araújo Neres Ana Carolina Bedê Cicleide Paula de S Castro Jean Nogueira Moreno Joycilane Florêncio Pereira Lusiane Goreth da Silva Pimenta Pâmela de Almeida Santos Pacheco Tathiana Alves Nunes Rodrigues Tavares Orientadora Bruna Myrla Ribeiro Freire O projeto "Adultização Precoce e o Impacto da Tecnologia na Infância e Adolescência: Palestrando para Impactar" surge como trabalho do projeto de extensão do curso de Psicologia da UniAteneu, bem como da necessidade urgente de oferecer suporte e estratégias de reflexão sobre os efeitos do uso precoce e excessivo das telas no cotidiano infantil e juvenil, destacando a importância do acompanhamento familiar e escolar nesse processo.O avanço acelerado da tecnologia tem modificado profundamente as formas de interação, aprendizagem e lazer das novas gerações. Crianças e adolescentes estão expostos a um mundo digital cada vez mais intenso, o que traz benefícios informacionais, mas também desafios significativos ao desenvolvimento emocional, cognitivo e social. A proposta desta intervenção buscou promover uma reflexão crítica e acolhedora sobre o uso consciente da tecnologia, aproximando os estudantes e pais/cuidadores de uma compreensão mais equilibrada entre o mundo digital e as vivências presenciais.A adultização precoce é um fenômeno contemporâneo que se refere à exposição antecipada de crianças e adolescentes a responsabilidades, conteúdos e comportamentos típicos da vida adulta, sem o devido preparo emocional e cognitivo para lidar com tais experiências (COSTA; SANTOS, 2021). Esse processo tem sido intensificado pelas redes sociais, que impõem padrões de consumo, estética e desempenho incompatíveis com a fase do desenvolvimento infantil (SOUZA; FERREIRA, 2020).Na perspectiva da Psicologia do Desenvolvimento, essa adultização pode provocar sentimentos de inadequação, ansiedade e perda da espontaneidade lúdica, essenciais ao amadurecimento saudável (PAPALIA; FELDMAN, 2013). O que antes era próprio da fase adulta — como preocupações com produtividade, aparência e reconhecimento — agora atravessa precocemente o universo infantil, acelerando o ritmo emocional e afetivo das novas gerações.Outro conceito abordado na palestra foi o M.O.F.O. (Missing Out and Fear Of Missing Out), ou medo de estar perdendo algo, amplamente estudado na Psicologia contemporânea (PRZYBYLSKI et al., 2013). Esse sentimento caracteriza a necessidade constante de se manter conectado, de não “ficar para trás” nas experiências sociais, e está diretamente ligado à lógica das redes, que promovem comparação constante e busca por validação.Durante a palestra, relacionou-se o M.O.F.O. com os comportamentos observados no cotidiano escolar: inquietação, dispersão e ansiedade quando desconectados, além da dificuldade em vivenciar o “ócio criativo” (DE MASI, 2000). Ao serem expostos continuamente a conteúdos e estilos de vida idealizados, muitos jovens desenvolvem percepções distorcidas de si mesmos, reforçando sentimentos de culpa, inferioridade e pressão para corresponder a expectativas irreais.O objetivo é compreender os impactos do uso de dispositivos tecnológicos na infância e adolescência, promovendo uma reflexão participativa entre estudantes, educadores e comunidade escolar, a fim de incentivar práticas saudáveis de convivência com as tecnologias. A metodologia foi desenvolvida em formato de palestra interativa e acolhedora, com o uso de datashow, vídeos educativos e dinâmicas participativas, realizadas com o público infantil adolescente e pais/cuidadores da Escola Municipal Oscar Feitosa de Paiva, no município de Eusébio-CE.Participaram sete integrantes do grupo, que se revezaram na condução das falas, mediação das atividades e interação com o público. As dinâmicas propostas incentivaram os alunos a expressarem suas opiniões, sentimentos e experiências relacionadas ao uso de celulares, jogos e redes sociais, promovendo o diálogo sobre limites e responsabilidades no ambiente digital.Durante uma das dinâmicas, o grupo realizou perguntas sobre sentimentos e sensações ligadas ao autoconceito e à pressão social digital, tais como: “Você já se sentiu atrasado da vida, sem saber por quê?”, “Já sentiu culpa por descansar?”, “Já comparou sua vida com alguém no Instagram e se sentiu menor?” e “Já fingiu estar bem só pra não parecer fraco?”De um público aproximado de 60 participantes, a maioria levantou a mão para todas as perguntas, incluindo as crianças. A experiência comprovou que ações educativas sobre o uso consciente da tecnologia são fundamentais no contexto escolar, especialmente quando conduzidas de forma afetiva, lúdica e participativa. O encontro na Escola Oscar Feitosa de Paiva demonstrou que crianças e adolescentes estão abertos a refletir sobre seus hábitos digitais quando são ouvidos e valorizados em suas percepções.O projeto reforça o papel da escola e dos futuros profissionais de psicologia e educação como mediadores de práticas que integrem tecnologia, afeto e reflexão crítica, promovendo uma formação mais humana e consciente no mundo contemporâneo. Palavras-chave: Tecnologia; Infância; Adolescência; Saúde mental; Psicologia. REFERÊNCIAS COSTA, M. L.; SANTOS, F. R. Adultização precoce e os efeitos da mídia na infância. Revista Psicologia e Sociedade, v. 33, n. 2, p. 77-89, 2021. DE MASI, D. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. PAPALIA, D. E.; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento humano. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. PRZYBYLSKI, A. K. et al. Motivational, emotional, and behavioral correlates of fear of missing out. Computers in Human Behavior, v. 29, n. 4, p. 1841-1848, 2013. SOUZA, R. C. FERREIRA, C. S. A infância nas redes: identidade, consumo e adultização. Revista Brasileira de Estudos da Infância, v. 10, n. 2, p. 45-60, 2020.
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NERES, Janieles Araújo et al.. ADULTIZAÇÃO PRECOCE E O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PALESTRANDO PARA IMPACTAR.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1420269-ADULTIZACAO-PRECOCE-E-O-IMPACTO-DA-TECNOLOGIA-NA-INFANCIA-E-ADOLESCENCIA--PALESTRANDO-PARA-IMPACTAR. Acesso em: 05/06/2026

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