ANSIEDADE AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO EM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
ANSIEDADE AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO EM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA
Autores
  • Morgana Frota Da Fonseca
  • Carlos Henrique De Aguiar Freitas
  • Mariana Araujo
  • MANOELA MORAES DE FIGUEIRÊDO
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Saúde e Biológicas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1420175-ansiedade-ao-tratamento-odontologico-em-atendimento-de-urgencia
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Fobia, medo de dentista
Resumo
Resumo Expandido Ansiedade ao Tratamento Odontológico em Atendimento de Urgência Introdução A ansiedade e o medo diante do tratamento odontológico são reações emocionais comuns que interferem na busca e continuidade da assistência em saúde bucal. Tais sentimentos, geralmente associados a experiências dolorosas, percepção negativa do dentista e falta de informação, podem gerar evitação de consultas e maior demanda por atendimentos de urgência. O ambiente clínico e os instrumentos odontológicos funcionam como estímulos que despertam respostas fisiológicas e emocionais intensas. Pesquisas apontam que entre 10% e 20% da população adulta apresenta ansiedade odontológica. Em situações de urgência, nas quais há dor e estresse, essa prevalência tende a aumentar. Compreender a frequência e os fatores relacionados à ansiedade é essencial para orientar estratégias de acolhimento e manejo clínico adequados, promovendo um atendimento mais humanizado e eficaz. ⸻ Objetivo Avaliar a frequência de ansiedade e medo entre pacientes adultos atendidos em um serviço de urgência odontológica, identificando fatores associados como sexo, idade, histórico odontológico, tempo de dor, renda e tipo de procedimento. ⸻ Metodologia Estudo transversal com 252 pacientes adultos atendidos no setor de urgência da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, entre agosto e novembro de 2001. Os dados foram coletados por entrevistas estruturadas com informações pessoais (sexo, idade, escolaridade, renda), histórico odontológico (tempo desde a última consulta e experiências traumáticas) e dados clínicos (intensidade da dor e tipo de tratamento). A Modified Dental Anxiety Scale (MDAS) foi usada para medir ansiedade (escore ≥16 = ansioso; >19 = fóbico) e a Escala de Gatchel para medo (valores ≥8 = alto grau). Os dados foram analisados com testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e correlação de Spearman, com nível de significância de 5%. A MDAS apresentou boa consistência interna (α = 0,74). ⸻ Resultados Entre os entrevistados, 28,2% apresentaram ansiedade e 14,3% alto grau de medo. Nenhum caso de fobia extrema foi identificado. Houve correlação positiva significativa entre ansiedade e medo (r = 0,68; p < 0,01). As mulheres mostraram maior prevalência de ansiedade em relação aos homens (p < 0,05). Não houve diferença significativa entre faixas etárias. A experiência traumática anterior esteve presente em 46,5% dos ansiosos contra 28,3% dos não ansiosos (p < 0,05), confirmando sua influência direta sobre o medo. Quanto à busca de atendimento, 44,4% dos pacientes aguardaram mais de sete dias após o início da dor para procurar o serviço. A dor foi o principal motivo da consulta (83,7%). Não se observou relação estatisticamente significativa entre ansiedade e renda ou escolaridade, sugerindo que o problema afeta diferentes grupos sociais. ⸻ Discussão Os achados confirmam que o atendimento odontológico de urgência é um ambiente de alta prevalência de ansiedade e medo, superiores aos de consultas de rotina. A urgência, associada à dor intensa e ao pouco tempo de vínculo com o profissional, potencializa a resposta emocional negativa. A maior frequência entre mulheres é coerente com estudos internacionais, sendo atribuída a fatores culturais e comportamentais. Já a ausência de associação com variáveis socioeconômicas indica que a ansiedade odontológica é um fenômeno universal. A presença de experiências traumáticas reforça a importância de atendimentos empáticos e sem dor desde a infância, evitando o ciclo de medo e evasão. Estratégias como comunicação acolhedora, explicações prévias e controle da dor devem ser incorporadas à rotina clínica. O estudo recomenda que os cirurgiões-dentistas avaliem a ansiedade durante a anamnese e utilizem técnicas comportamentais ou farmacológicas quando necessário, promovendo maior adesão ao tratamento e experiências positivas com o atendimento odontológico. ⸻ Referências (resumidas) 1. Rocha RG, Araújo MAR, Soares MS, Borsatti MA. Ansiedade ao tratamento odontológico em atendimento de urgência. Rev Saúde Pública. 2002;36(6):695–700. 2. Humphris GM, Morrison T, Lindsay SJE. The Modified Dental Anxiety Scale. Community Dent Health. 1995;12:143–50. 3. Gatchel R. The prevalence of dental fear and avoidance. J Am Dent Assoc. 1989;118:591–3. 4. Doerr PA et al. Factors associated with dental anxiety. J Am Dent Assoc. 1998;129:1111–9. 5. Cesar CLG et al. “Medo de dentista” e demanda aos serviços odontológicos. RGO. 1999;47:191–4. 6. Hakeberg M, Berggren U. Prevalence of dental anxiety in adults. Community Dent Oral Epidemiol. 1992;20:97–101. ⸻
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FONSECA, Morgana Frota Da et al.. ANSIEDADE AO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO EM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1420175-ANSIEDADE-AO-TRATAMENTO-ODONTOLOGICO-EM-ATENDIMENTO-DE-URGENCIA. Acesso em: 05/06/2026

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