ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Autores
  • Kathielle Alves Sales
  • Maria Clara Leonel Diniz
  • Iúria Lorrane Vidal Lima
  • Anny Andrielly Oliveira Dos Santos
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Saúde e Biológicas
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1417987-assistencia-da-enfermagem-na-prevencao-da-violencia-obstetrica
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
violência obstétrica, enfermagem, cuidados da enfermagem.
Resumo
1 INTRODUÇÃO Os cuidados da enfermagem com a gestante não se limitam ao momento do parto, pois começam no período pré-natal e se estendem até o puerpério. A vertente de violência obstétrica abrange diversas violações cometidas pelo profissional da saúde tanto no que cerne ao corpo quanto do psicológico das mulheres, exposto através de uma atenção desumanizada, medicalização, abuso de ações intervencionistas e modificação patológica dos processos de parturição fisiológicos (Nascimento; Souza, 2022). De acordo com a organização mundial da saúde (OMS), a violência ocasiona 1,4 milhões de morte a cada ano no mundo. Dados apontam que 12,6% das mulheres no Brasil relataram passar por violência obstétrica, sendo essas em sua maioria de menor renda e sem parceiro. As violências mais frequentes são a posição litotômica, manobra de kristeller e à separação do bebê após o parto. Esses dados demonstram a realidade da sociedade patriarcal que ainda é muito presente atualmente, em que a mulher é posta de lado, não a pondo como protagonista no processo do parto. Uma vez que, médicos e demais profissionais muitas vezes usam métodos não científicos e/ou desnecessários apenas com intuito de acelerar e facilitar o processo para eles mesmos, não levando em conta o bem-estar e o cuidado integral da parturiente. A falta de comunicação entre profissional e gestante, agressões verbais e físicas são exemplos de violência obstétrica. Sendo esta prática uma grave violação dos direitos das mulheres, marcada por práticas invasivas e desumanas durante o parto. Movida por desigualdades sociais e pela subordinação feminina, essa violência causa sofrimento físico e psicológico duradouro, além de comprometer a saúde da mulher e do bebê (Muniz; Barbosa, 2012). 2 OBJETIVOS Contribuir para a formação continuada de profissionais de enfermagem, constatando planos e ações cruciais na prevenção da violência obstétrica e propondo a reflexão crítica sobre as práticas obstétricas e sua relação com os princípios de parto humanizado. 3 METODOLOGIA O estudo foi guiado por pesquisas e revisões bibliográficas de artigos científicos, que consistem em analisar e sintetizar resultados de estudos livres sobre o mesmo eixo temático, amparando, pois, uma maior repercussão vantajosa na qualidade dos cuidados prestados ao paciente (Souza; Silva; Carvalho, 2010). Os artigos foram pesquisados no dia 9 de novembro de 2025, por meio da plataforma Google Acadêmico, foram utilizados os descritores por meio do DeCS “violência obstétrica”, “enfermagem”, “cuidados da enfermagem”. Foram analisados os sites BVS (biblioteca virtual da saúde) e LILACS (literatura latino-americana e do caribe em ciências da saúde), com o operador booleano AND, com a estratégia de busca “violência obstétrica AND enfermagem” e “violência obstétrica AND cuidados da enfermagem”. Inicialmente foram encontrados 88 artigos na base de dados selecionadas para esse estudo, após a aplicação dos critérios de exclusão foram tirados artigos antigos, repetidos, no idioma inglês e que não fizessem parte do eixo de estudo. Como critérios de inclusão foram considerados serem dos últimos 3 anos, escritos no idioma português, serem do tipo pesquisa qualitativa, com os filtros estudo prognóstico, estudo de prevalência e fatores de risco ficando ao todo 4 artigos para análise e interpretação. Todas as informações utilizadas foram de acordo com os aspectos éticos, respeitando a integridade dos autores utilizados como referência, sem nenhum tipo de plágio, buscando a beneficência e não maleficência de todos os envolvidos. 4 RESULTADOS Embora existam estudos sobre a violência obstétrica, ainda há lacunas de saber a respeito da assistência da enfermagem na prevenção desta, requerendo uma abordagem integrativa. Vale ressaltar que não há leis específicas em vigor a respeito do tema, sendo preciso a criação de normas próprias que criminalizem a violência obstétrica. Tendo essa pesquisa como intuito de informar estudantes da saúde quanto a importância de estar ciente do quesito. 5 CONCLUSÃO Nessa perspectiva, as gestantes devem ser orientadas pelo profissional sobre seus direitos e possíveis intercorrências que podem ocorrer durante o trabalho de parto, exigindo o papel assistencial qualificado da enfermagem na obstetrícia e garantindo que o trabalho de parto seja seguro e tranquilo. Conforme a Portaria n°569/2000, o desenvolvimento de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde de gestantes e recém-nascidos é fundamental. 6 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 569, de 15 de abril de 2000. Dispõe sobre as normas para a organização e funcionamento dos serviços de obstetrícia e neonatologia. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 abr. 2000. Seção 1. Costa MCMDR, Farias PHS, Santos FAPS, Enders BC, Erdmann AL. Vivenciando as desordens na prática do cuidado do enfermeiro obstetra: o olhar complexo ao fenômeno. 2021 jan/dez; 13:490-496. Gomes, A.A.P., Simões, A.V., Pires, V.M.M.M., Machado, J.C., Rodrigues, V.P. O saber de estudantes da área de saúde sobre violência obstétrica: Revisão integrativa. LANSKY, Sônia et al. Violência obstétrica: influência da Exposição Sentidos do Nascer na vivência das gestantes. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 8, p. 2811-2824, ago. 2019. Muniz, B. M. V., & Barbosa, R. M. (2012). Problematizando o atendimento ao parto: cuidado ou violência? In Memorias Convención Internacional de Salud Pública. Convencção Internacional de Saúde Pública. Cuba Salud, Havana. Nascimento, D.E.M., Barbosa, J.C., Isaías, B.B., Nascimento, R.B.H., Fernandes, E.M., Neto, R.T.L., Rodrigues, M.P.F. Vivências sobre violência obstétrica: Boas práticas de enfermagem na assistência ao parto. Nascimento RC, Souza ACF. A assistência do enfermeiro à parturiente no contexto hospitalar: um olhar sobre a violência obstétrica. REVISA. 2022; 11(2): 149-62. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein.2010;8(1):102-6.
Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SALES, Kathielle Alves et al.. ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1417987-ASSISTENCIA-DA-ENFERMAGEM-NA-PREVENCAO-DA-VIOLENCIA-OBSTETRICA. Acesso em: 26/05/2026

Trabalho

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