EVASÃO IMUNE E MICROBIANA NA ONCOGÊNESE ANIMAL: INTERFACES ENTRE INFECÇÃO PERSISTENTE E PROGRESSÃO TUMORAL

Publicado em 05/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2308-5

Título do Trabalho
EVASÃO IMUNE E MICROBIANA NA ONCOGÊNESE ANIMAL: INTERFACES ENTRE INFECÇÃO PERSISTENTE E PROGRESSÃO TUMORAL
Autores
  • Maria Sabrina Rodrigues Nonato Monteiro
  • FRANCISCO DENILSON RODRIGUES GOMES
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Área da Zootecnia e Medicina Veterinária
Data de Publicação
05/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1417426-evasao-imune-e-microbiana-na-oncogenese-animal--interfaces-entre-infeccao-persistente-e-progressao-tumoral
ISBN
978-65-272-2308-5
Palavras-Chave
Oncogênese, Imunidade, Microbiota, Inflamação, Evasão
Resumo
INTRODUÇÃO: A progressão tumoral associa-se à evasão da resposta imune e às infecções crônicas em animais. No microambiente tumoral (TME), os tumores desenvolvem mecanismos de resistência mimetizando condições inflamatórias comuns aos tecidos, facilitando sua progressão e resistência ao tratamento. Leishmania, Helicobacter spp. e Papilomavírus são microrganismos que avançaram na modulação imune, persistindo no hospedeiro e mediando a oncogênese. Compreender esses mecanismos é essencial ao avanço diagnóstico e terapêutico veterinário. A análise entre microbiologia e imunologia tumoral é um progresso com implicações diretas na oncologia e saúde animal. OBJETIVO: O intuito deste trabalho é revisar de forma integrada as evidências sobre os principais mecanismos da evasão imune e microbiana relativos à oncogênese, evidenciando o papel dos patógenos oportunistas e da resposta inflamatória crônica na modulação e dinâmica do microambiente tumoral, assim como suas implicações na progressão neoplásica e resistência à imunovigilância. MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa trata-se de uma revisão literária integrativa conduzida entre outubro e novembro de 2025, com buscas no Google Acadêmico e SciELO, além de acervo institucional, usando descritores relativos à evasão imunológica, oncogênese animal, inflamação crônica e microbiota intestinal. Incluíram-se estudos publicados entre 2012 e 2024, em português e espanhol, além de um estudo clássico de 1977 sobre evasão imune em animais domésticos, contabilizando 8 estudos e uma base teórica: livro Microbiologia (Tortora, Funke & Case, 2017). RESULTADOS: A evasão imune tumoral possui mecanismos mistos de fuga à resposta citotóxica, eles incluem, a redução de expressão molecular do complexo principal de histocompatibilidade de classe I (MHC-I), supressão de linfócitos T CD8+ e células natural killer (NK), além da secreção de citocinas de imunorregulação, como interleucina-10 (IL-10) e fator de crescimento transformador beta (TGF-β). Isso abala a imunovigilância e favorece o neoplasma, permitindo fuga fagocitária. Destaca-se o processo de imunoedição que elimina células mutadas, mas elege clones resistentes, ampliando a tolerância neoplásica. No TME a inflamação crônica e as alterações celulares locais sustentam a evasão. O avanço neoplásico é favorecido pelo recrutamento de macrófagos M2, liberação de citocinas pró-tumorais (interleucina IL-6, fator de necrose tumoral alfa TNF-α) e ativação de fibroblastos agregados ao tumor, reduzindo a eficácia linfocitária. Em felinos, a inflamação tecidual prolongada está associada à persistência neoplásica, reforçando a importância do controle imunológico local. No âmbito microbiano, Leishmania spp., Papilomavírus canino e o Helicobacter spp. possuem estratégias de evasão semelhantes às tumorais que perpetuam infecções, modulam citocinas e inibem a apoptose, mantendo a inflamação. No carcinoma de células escamosas em felinos, constatou-se possível vínculo do papilomavírus, com a infecção viral, a imunossupressão e a carcinogênese, enquanto Helicobacter spp. mostrou escape fagocitário e interferência na imunidade gástrica. Além disso, a disbiose intestinal e resposta inflamatória sistêmica modulam a imunidade tumoral. A perda homeostática microbiana altera a expressão de citocinas, comprometendo a imunidade das mucosas, potencializando a evasão. Tais evidências sugerem um ciclo correlato entre infecção persistente, inflamação crônica e evasão imune, em que os mesmos mecanismos celulares e moleculares influenciam a progressão neoplásica em diferentes espécies. CONCLUSÃO: Conclui-se que os mecanismos de evasão imune e microbiana possuem vias moleculares convergentes, favorecendo a virulência do patógeno e a progressão neoplásica. A compreensão processual é essencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas baseadas na imunidade, destacando o papel da microbiota e da inflamação na regulação tumoral. Recomenda-se o fortalecimento de estudos translacionais entre imunologia, microbiologia e oncologia veterinária, associados a agentes infecciosos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BORGES, D.W.M. O efeito da inflamação crônica na carcinogênese e na progressão tumoral. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação-Biomedicina), Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2024. CAMPOS, G.O. et al. 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Título do Evento
XIII UNIVERSO ATENEU
Cidade do Evento
Fortaleza
Título dos Anais do Evento
Anais do XIII UNIVERSO ATENEU
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MONTEIRO, Maria Sabrina Rodrigues Nonato; GOMES, FRANCISCO DENILSON RODRIGUES. EVASÃO IMUNE E MICROBIANA NA ONCOGÊNESE ANIMAL: INTERFACES ENTRE INFECÇÃO PERSISTENTE E PROGRESSÃO TUMORAL.. In: Anais do XIII UNIVERSO ATENEU. Anais...Fortaleza (CE) UNIATENEU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xiii-universo-ateneu-638379/1417426-EVASAO-IMUNE-E-MICROBIANA-NA-ONCOGENESE-ANIMAL--INTERFACES-ENTRE-INFECCAO-PERSISTENTE-E-PROGRESSAO-TUMORAL. Acesso em: 26/05/2026

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