ANÁLISE DA COBERTURA DO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO QUANTO À DISTRIBUIÇÃO RACIAL

Publicado em 23/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2501-0

Título do Trabalho
ANÁLISE DA COBERTURA DO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO QUANTO À DISTRIBUIÇÃO RACIAL
Autores
  • Vitória de Alencar Oliveira
  • Leticia De Alencar Oliveira
  • Camila Chaves
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Eixo 2: Saúde Coletiva, Políticas Públicas e Práticas Interdisciplinares em Saúde
Data de Publicação
23/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-semana-enfermagem-graduacao-unilab/1547249-analise-da-cobertura-do-rastreamento-do-cancer-de-colo-do-utero-quanto-a-distribuicao-racial
ISBN
978-65-272-2501-0
Palavras-Chave
Câncer de Colo do Útero, Diagnóstico precoce, Racismo
Resumo
O câncer de colo de útero (CCU) representa uma das neoplasias de maior prevalência no Brasil, sendo a terceira em incidência entre mulheres. O Sistema Único de Saúde (SUS) implementou o rastreamento citopatológico como principal estratégia para detecção precoce. No entanto, as desigualdades raciais, intrínsecas à estrutura social, constituem barreiras que dificultam o acesso equitativo aos serviços de saúde. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a cobertura do rastreamento do CCU na população feminina, estratificada pela distribuição racial. Trata-se de um estudo comparativo, fundamentado em dados secundários extraídos do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), referentes ao ano de 2024 sobre os exames citopatológicos na população feminina com faixa etária de 25 a 64 anos, preconizada para o rastreamento. Observou-se que dos 287.089 exames registrados, mulheres autodeclaradas pretas e indígenas corresponderam a apenas 3,0% (8.478) e 0,5% (1.486) do total, respectivamente. Em contrapartida, 59,8% (171.644) dos registros foram atribuídos à categoria amarela, um valor expressivamente anômalo em relação ao perfil demográfico brasileiro, sugerindo uma possível inconsistência na classificação dos dados. Independentemente desta distorção, os números demonstram inequivocamente uma cobertura de rastreamento significativamente inferior para as populações preta e indígena, o que materializa o impacto da desigualdade racial no acesso à saúde. Conclui-se que a oferta universal de rastreamento pelo SUS não se traduz em acesso equitativo entre os distintos grupos raciais. As mulheres pretas e indígenas encontram obstáculos mais acentuados para a realização do exame, o que as expõe a uma condição de maior vulnerabilidade, com risco aumentado para diagnósticos tardios e, consequentemente, piores prognósticos.
Título do Evento
XII Semana de Enfermagem da Graduação da Unilab/ III Semana de Enfermagem da Pós-graduação/ I Seminário Sobre Inovações Tecnológicas em Saúde: Aplicações Para a Prática no Contexto da Lusofonia
Cidade do Evento
Redenção
Título dos Anais do Evento
Anais da Semana de Enfermagem da Graduação da Unilab/Semana de Enfermagem da Pós-graduação/Seminário sobre Inovações Tecnológicas em Saúde: aplicações para a prática no contexto da lusofonia
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Vitória de Alencar; OLIVEIRA, Leticia De Alencar; CHAVES, Camila. ANÁLISE DA COBERTURA DO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO QUANTO À DISTRIBUIÇÃO RACIAL.. In: Anais da Semana de Enfermagem da Graduação da Unilab/Semana de Enfermagem da Pós-graduação/Seminário sobre Inovações Tecnológicas em Saúde: aplicações para a prática no contexto da lusofonia. Anais...Redenção(CE) Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - UNILAB, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-semana-enfermagem-graduacao-unilab/1547249-ANALISE-DA-COBERTURA-DO-RASTREAMENTO-DO-CANCER-DE-COLO-DO-UTERO-QUANTO-A-DISTRIBUICAO-RACIAL. Acesso em: 26/06/2026

Trabalho

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