PROMOÇÃO DE DEMOCRATIZAÇÃO DE ENSINO DE TECNOLOGIA E ESTÍMULO AO LETRAMENTO DIGITAL FOCADO EM PESSOAS NEGRAS DA BAIXADA FLUMINENSE, UMA APLICAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
PROMOÇÃO DE DEMOCRATIZAÇÃO DE ENSINO DE TECNOLOGIA E ESTÍMULO AO LETRAMENTO DIGITAL FOCADO EM PESSOAS NEGRAS DA BAIXADA FLUMINENSE, UMA APLICAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA
Autores
  • Lucyan Ovídio da Silva Soares
Modalidade
Resumo
Área temática
Multidisciplinar
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1331469-promocao-de-democratizacao-de-ensino-de-tecnologia-e-estimulo-ao-letramento-digital-focado-em-pessoas-negras-da-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
tecnologias digitais, população negra, Baixada Fluminense, exclusão digital, racismo estrutural, letramento digital, inclusão digital, cibercultura, justiça social, identidade racial, plataforma web, representatividade, métodos ágeis, protagonismo negro, políticas públicas.
Resumo
A revolução tecnológica contemporânea evidencia a centralidade das tecnologias digitais na vida social, acadêmica e profissional, mas também amplia desigualdades históricas que afetam principalmente a população negra brasileira. Na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, observa-se que moradores negros, em especial dos municípios de Nova Iguaçu e Seropédica, enfrentam barreiras significativas de acesso e apropriação crítica das tecnologias, seja pela ausência de infraestrutura adequada, seja pela falta de formação digital ética e consciente. Essas barreiras se articulam ao racismo estrutural, que marginaliza e aprofunda a exclusão digital e social. Vinculado ao Grupo de Pesquisas e Estudos de Relações Étnico-Raciais em Educação (PERERÊ/UFRRJ), o projeto investiga o letramento digital de pessoas negras da Baixada Fluminense, buscando compreender como o racismo estrutural influencia o acesso, o uso e a produção de tecnologias. A partir de uma revisão bibliográfica sobre letramento digital, cibercultura e relações étnico-raciais, e da coleta de dados qualitativos junto a moradores de Seropédica, a pesquisa identificou a presença de uma exclusão digital estrutural associada à desigualdade racial e territorial. Os resultados parciais revelam que, apesar das limitações materiais e do acesso precário à internet, as comunidades locais desenvolvem formas próprias de apropriação tecnológica, baseadas em redes de solidariedade, compartilhamento de conhecimento e criatividade. Essas práticas configuram um letramento digital comunitário, que, embora informal, revela grande potencial educativo e emancipador. Também se constatou que a ausência de políticas públicas específicas para a inclusão digital na Baixada Fluminense contribui para perpetuar a dependência tecnológica e o afastamento da população negra dos espaços formais de produção de conhecimento. Durante o processo investigativo, foi iniciada a construção de uma plataforma web voltada a moradores negros de Seropédica, desenvolvida com tecnologias como JavaScript, React, Node.js e MongoDB. Essa plataforma tem como propósito reunir conteúdos educativos, aulas, textos e recursos multimídia que estimulem o uso crítico e ético das tecnologias digitais. O conteúdo em elaboração valoriza referências culturais afro-brasileiras, apresenta casos de sucesso de pessoas negras na tecnologia e incorpora representações visuais e linguísticas alinhadas às vivências da comunidade local, contribuindo para a construção de um ambiente digital afrocentrado. As análises preliminares reforçam que a democratização da tecnologia só pode ocorrer de forma plena quando articulada a políticas de combate às desigualdades raciais, reconhecendo o protagonismo da população negra na criação e gestão de soluções tecnológicas. Observa-se que a ampliação do acesso à tecnologia precisa ser acompanhada de ações formativas que incentivem o pensamento crítico, o combate à desinformação e a promoção da autonomia digital. Assim, o letramento digital se consolida não apenas como ferramenta de inclusão, mas também como prática política e emancipatória, capaz de fortalecer a cidadania negra e enfrentar o racismo estrutural no campo tecnológico. Conclui-se que o projeto, ao integrar tecnologia, educação e identidade racial, contribui para ampliar as possibilidades de inclusão digital na Baixada Fluminense, fortalecendo práticas comunitárias e afirmativas que reconhecem a potência da população negra na construção de uma justiça digital. Referências ALMEIDA, Sílvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. (Feminismos Plurais / coord. Djamila Ribeiro). LÉVY, Pierre. Cibercultura. 5. ed. São Paulo: Editora 34, 2010. NAKAMURA, Lisa. Race After the Internet. Routledge, 2011.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOARES, Lucyan Ovídio da Silva. PROMOÇÃO DE DEMOCRATIZAÇÃO DE ENSINO DE TECNOLOGIA E ESTÍMULO AO LETRAMENTO DIGITAL FOCADO EM PESSOAS NEGRAS DA BAIXADA FLUMINENSE, UMA APLICAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SEROPÉDICA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1331469-PROMOCAO-DE-DEMOCRATIZACAO-DE-ENSINO-DE-TECNOLOGIA-E-ESTIMULO-AO-LETRAMENTO-DIGITAL-FOCADO-EM-PESSOAS-NEGRAS-DA-. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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