RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM CARRAPATOS COLETADOS DE CÃES EM ALDEIAS INDÍGENAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM CARRAPATOS COLETADOS DE CÃES EM ALDEIAS INDÍGENAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL
Autores
  • Fabrycia Azeredo Rodrigues
  • Heloísa Maurat Mendonça
  • Thaís Silva Oliveira
  • Maria Angélica da Silva Ferreira
  • Carolina Melo De Souza Nunes
  • Olivia Zen Gianfrancisco
  • Bruna de Azevedo Baêta
  • Claudia Bezerra da Silva
  • Tiago Marques dos Santos
  • Matheus Dias Cordeiro
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330985-rickettsia-parkeri-cepa-mata-atlantica-em-carrapatos-coletados-de-caes-em-aldeias-indigenas-do-estado-do-rio-de-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Carrapatos, Rickettsia, Aldeias, Cães, Febre.
Resumo
Os carrapatos são ectoparasitos que atuam como vetores de diversos agentes patogênicos capazes de provocar doenças graves em humanos e animais, no entanto, os do gênero Amblyomma são os de maior relevância para a saúde pública. Entre as doenças, destaca-se a Febre Maculosa Brasileira, causada pelas bactérias Rickettsia rickettsii e Rickettsia parkeri e vetorizada por carrapatos das espécies Amblyomma sculptum, Amblyomma aureolatum e Amblyomma ovale, a depender do perfil ecoepidemiológico de transmissão. Assim, levantamentos acarológicos e técnicas de detecção molecular de hemoparasitos são fundamentais para subsidiar informações epidemiológicas que impactam nas estratégias de prevenção e controle dessas doenças, principalmente em contextos sociais vulneráveis como aldeias indígenas, onde as condições de saúde pública muitas vezes apresentam fragilidades. O presente trabalho teve como objetivo a detecção molecular de Rickettsia spp. em carrapatos coletados em cães de comunidades indígenas localizadas no estado do Rio de Janeiro. As coletas ocorreram em diferentes aldeias: Paraty-Mirim, Arandu Mirim, Rio Pequeno, Iriri-Pataxó e Guyraitapu-Araponga, em Paraty; Sapukai, em Angra dos Reis; e, Céu Azul e Mata Verde Bonita, em Maricá. Os carrapatos foram retirados manualmente dos cães e acondicionados em tubos de polipropileno de 1,5 ml contendo RNAlater, sendo posteriormente armazenados a -20°C até o processamento. Para a taxonomia, recorreu-se a chaves dicotômicas para identificação dos espécimes até o nível de espécie. A extração de DNA total foi realizada pelo método Fenol-Clorofórmio. Para verificar o êxito da extração, utilizou-se a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) visando a amplificação parcial do gene endógeno ITS-2, marcador que confirma a presença de DNA de ixodídeos. Na sequência, procedeu-se à pesquisa molecular para detecção de Rickettsia spp. utilizando os primers CS-239/CS-1069, que amplificam um fragmento de 834 pares de base (pb) do gene gltA, específico para o gênero. As amostras positivas também foram testadas para o gene ompA (532pb), marcador característico do grupo da Febre Maculosa. Os amplicons obtidos foram submetidos à eletroforese em gel de agarose a 1,5%, corados com brometo de etídio e visualizados sob luz ultravioleta. As amostras positivas em gltA foram sequenciadas e comparadas com sequências do GenBank por meio da ferramenta BLASTn. Ao todo, participaram do estudo 60 tutores indígenas, abrangendo 137 cães domésticos nas oito aldeias avaliadas, sendo 75 machos e 62 fêmeas. Entre os cães, 19,7% (27/137) apresentaram infestação por carrapatos, totalizando 60 espécimes, com média de 2,22 carrapatos por cão, variando de um a seis indivíduos. Em visita posterior à aldeia Paraty-Mirim, três cães adicionais foram inspecionados, resultando na coleta de mais 10 carrapatos. No total, foram obtidos 60 espécimes de A. ovale, sendo 27 fêmeas e 33 machos, uma ninfa de A. sculptum e duas fêmeas, dois machos e cinco ninfas de Rhipicephalus linnaei. Todos os carrapatos extraídos amplificaram para o gene ITS-2. A análise pelo gene gltA demonstrou que 27,14% (19/70) amplificaram para Rickettsia spp. Dentre esses, 14,29% (10/70) também amplificaram para o gene ompA. Esses 10 exemplares foram coletados principalmente em Paraty-Mirim (8) e, em menor número, em Guyraitapu-Araponga (2). O sequenciamento dos produtos de gltA revelou identidade de 100% com o gene de Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica (CP040325). A detecção de R. parkeri em A. ovale nas aldeias estudadas reforça a relevância desse carrapato como vetor em áreas de transmissão da Febre Maculosa no Brasil. A frequência relativamente elevada de carrapatos infectados em comunidades indígenas aponta risco epidemiológico importante, sobretudo em cenários de vulnerabilidade social. Esses achados destacam a necessidade de intensificar o monitoramento acarológico e implementar medidas preventivas que reduzam a exposição de cães e pessoas aos agentes rickettsiais, contribuindo para mitigar possíveis surtos.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RODRIGUES, Fabrycia Azeredo et al.. RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM CARRAPATOS COLETADOS DE CÃES EM ALDEIAS INDÍGENAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330985-RICKETTSIA-PARKERI-CEPA-MATA-ATLANTICA-EM-CARRAPATOS-COLETADOS-DE-CAES-EM-ALDEIAS-INDIGENAS-DO-ESTADO-DO-RIO-DE-. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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