ANÁLISE DE PROTESTOS E EPISTEMOLOGIAS DE RESISTÊNCIA: UMA PERSPECTIVA DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS FRENTE AO CAPITALISMO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ANÁLISE DE PROTESTOS E EPISTEMOLOGIAS DE RESISTÊNCIA: UMA PERSPECTIVA DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS FRENTE AO CAPITALISMO
Autores
  • Luiza Gabriela Adriani Miranda Duarte Pitta
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Ciência Política
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330918-analise-de-protestos-e-epistemologias-de-resistencia--uma-perspectiva-dos-povos-originarios-e-tradicionais-frent
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Resistência ancestral, meio ambiente, povos originários e tradicionais, ecologia política
Resumo
A questão ambiental tem sido, nos últimos anos, um objeto de estudo central dentro das áreas das ciências humanas e sociais. A crítica com que tem se trabalhado é o esgotamento dos recursos naturais frente a predação contíinua gerada pelo modo de produção capitalista. Dentro desse debate, diversas teorias emergem com o objetivo de conceituar, explicar e buscar uma alternativa para o problema que a nossa sociedade vive: a crise climática e a devastação do meio ambiente. De maneira abrangente, pode-se pontuar duas principais abordagens teóricas divergentes entre si e que ocupam grande parte dos espaços acadêmicos: 1 – as teorias de cunho liberal e neoliberal e 2 – as teorias provenientes da corrente marxista. Para esse trabalho, vamos dialogar precisamente com as teorias marxistas dos debates ecológicos e ambientais. Entretanto, o objetivo maior deste projeto é debater e entender se a visão e os saberes ancestrais, relacionados a superação das crises ambientais, dos povos originários e tradicionais, no Brasil, dialogam com a problematização e com as soluções propostas nas teorias marxistas de superação do capitalismo. O caminho que remonta o porque dessa pesquisa, nos leva a enxergar, antes de mais nada, quem são os atores que serão capazes de enfrentar e “reverter” os efeitos da crise ambiental? Nesse ponto, é inquestionável a necessidade de incluir no debate a visão dos grupos que há séculos vivem e lutam por um modo de vida em equilíbrio com as capacidades da natureza. Contudo, apesar de coletivamente termos uma noção dessa importância, dentro da academia poucas são as citações de ideias originalmente advindas desses grupos. No caso, o que encontramos são correlações feitas entre conceitos em comum com resoluções pautadas numa visão eurocêntrica de como superar o capitalismo. A base análitica desse trabalho será feita a partir do banco de dados do projeto “La Protesta”. O La Protesta trabalha com uma investigação comparada, que analisa eventos de protestos a partir da metodologia AEP (análise de eventos de protesto) a qual implica na separação de dados por meio de variáveis pré determinadas. Para a construção do banco assim como para a análise desse trabalho, foi utilizado o jornal Folha de São Paulo como base de coleta de eventos de protestos. Pretende-se, a partir da análise dos protestos compreender como os povos originários e tradicionais dialogam com as suas demandas, tanto na formulação teórica quanto na expressão prática - em formato de protestos – e aprofundar os debates sobre suas concepções e ideias sobre o que seria um projeto ideal de superação das problemáticas do modo de produção capitalista. O objetivo final é compreender se há nuances e contradições epistemológicas entre os saberes ancestrais e as formulações eurocêntricas e, caso haja, como trabalhar como essas divergências e como incorpora-las no debate “mainstream”. Espera-se, por fim, encontrar pontos de divergência o suficiente para que tenhamos a inclusão forma de uma outra teoria que consiga superar tanto o capitalismo e seu modo de produção devido aos seus efeitos catastróficos, quanto as teorias marxistas eurocêntricas por hoje já compreendermos a falha dessas formulações em abordar uma teoria de justiça social que seja verdadeiramente justa para outros tipos de sociedades/outros tipos de modos de vivência.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PITTA, Luiza Gabriela Adriani Miranda Duarte. ANÁLISE DE PROTESTOS E EPISTEMOLOGIAS DE RESISTÊNCIA: UMA PERSPECTIVA DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS FRENTE AO CAPITALISMO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330918-ANALISE-DE-PROTESTOS-E-EPISTEMOLOGIAS-DE-RESISTENCIA--UMA-PERSPECTIVA-DOS-POVOS-ORIGINARIOS-E-TRADICIONAIS-FRENT. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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