CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS EM EQUINOS MANGALARGA MARCHADOR IZ KM 47 COM DIFERENTES NÍVEIS DE DOMA E CONDICIONAMENTO – DADOS PRELIMINARES

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS EM EQUINOS MANGALARGA MARCHADOR IZ KM 47 COM DIFERENTES NÍVEIS DE DOMA E CONDICIONAMENTO – DADOS PRELIMINARES
Autores
  • Luan Pessoa do Nascimento
  • Kamila Rodrigues Dias
  • Paulla Rodrigues Maia
  • Beatriz de Mello Ferreira
  • Giovana Machado Esposito
  • Laryssa Rodrigues Maia
  • Vinicius Pimentel Silva
  • Fernanda Nascimento de Godoi
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Zootecnia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330740-caracteristicas-fisiologicas-em-equinos-mangalarga-marchador-iz-km-47-com-diferentes-niveis-de-doma-e-condiciona
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Temperatura, Termografia, Condicionamento
Resumo
A doma é um conjunto de exercícios e estímulos repetitivos, baseados na etologia do animal, que buscam condicioná-lo aos manejos que serão realizados no sistema de criação. Durante a doma, podem ocorrer alterações na temperatura corporal, frequência cardíaca e frequência respiratória dos animais. Compreender como essas alterações fisiológicas impactam os cavalos é fundamental para avaliar o nível de esforço ao qual estão submetidos. Objetivou-se avaliar as alterações fisiológicas em equinos com diferentes níveis de condicionamento físico durante exercícios de doma. Foram utilizadas 18 éguas da raça Mangalarga Marchador IZ KM 47 da UFRRJ. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA/IZ/UFRRJ), sob o protocolo nº 00218-04-2024. Os grupos foram definidos como: 1. Animal em nível experiente; 2. Animal nível intermediário e 3. Animal em nível iniciante. A captação das imagens termográficas foi realizada utilizando câmera termográfica da marca hikmicro©, a qual possibilitou avaliar a temperatura (°C) no corpo dos equinos, sendo apresentadas para esse trabalho três regiões de importância zootécnica: cabeça (CA), costado (CO) e garupa (GA). As frequências cardíacas (FC) e respiratórias (FR) foram mensuradas com o auxílio de estetoscópio manual, por um profissional treinado. A temperatura ambiente foi mensurada durante todo o período experimental. As mensurações foram captadas em dois momentos, antes do exercício (AE), momento em que o animal está em repouso, no cabresto e em abrigo do sol, e, após o exercício realizado no redondel (DE), que consistiu de 10 minutos de atividade intercalados entre passo, marcha e galope. Os dados foram tabulados em planilha excel® e submetidos a análise estatística, empregando o teste t pareado. Foi observado que os valores de FC aumentou significativa (p<0,001) nos três grupos avaliados. Porém, no grupo experientes a diferença média foi de 33,0 bpm (±3,82), enquanto os maiores valores foram observados nos grupos médio e iniciante com valores médios de 54,0 bpm (±6,9) e 44,3 bpm (±4,7), respectivamente. A circulação sanguínea é um meio de dissipar o calor interno, uma vez que, durante o exercício físico a energia química é convertida em mecânica e o calor produzido pela reação é transportado pelas vias sanguíneas contribuindo para a termorregulação, o que explica o aumento da frequência cardíaca em todos os grupos. Houve alteração significativa (p < 0,001) na FC em todos os grupos, para os animais experientes, a frequência cardíaca teve maior variabilidade com valores médios de 48,7 rpm (±12,6), enquanto nos grupos médio e iniciante a FC foi mais estável, 41,7 rpm (±5,7) e 30,3 rpm (±3,5), respectivamente. Não foram observadas diferenças estatísticas significativas (p>0,05) para o índice temperatura da região CA nos três grupos, corroborando com resultados observados na literatura. Para a temperatura na região do CO verificou-se aumento significativo apenas para o grupo intermediário (p = 0,0166). Na região GA houve aumento significativo da temperatura nos grupos intermediário e iniciante ( p <0,05), com valores médios de 35,4°C (±0,6) e 30 °C (±0,7), enquanto no grupo experiente o aumento não foi significativo (p>0,05). Os parâmetros de FC e FR observados nos três grupos comprovam que há uma resposta fisiológica significativa em todos os grupos, enquanto que as temperaturas superficiais das regiões CA, GO e GA apresentaram um padrão em que não houveram diferenças relevantes na temperatura da cabeça nos três grupos, em contrapartida havendo uma elevação significativa no costado e garupa dos grupos médios e iniciantes, possivelmente relacionado ao melhor condicionamento físico das éguas mais experientes, em detrimento ao menor preparo das éguas menos experientes.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NASCIMENTO, Luan Pessoa do et al.. CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS EM EQUINOS MANGALARGA MARCHADOR IZ KM 47 COM DIFERENTES NÍVEIS DE DOMA E CONDICIONAMENTO – DADOS PRELIMINARES.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330740-CARACTERISTICAS-FISIOLOGICAS-EM-EQUINOS-MANGALARGA-MARCHADOR-IZ-KM-47-COM-DIFERENTES-NIVEIS-DE-DOMA-E-CONDICIONA. Acesso em: 29/05/2026

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