Título do Trabalho
RESPOSTAS AO MANEJO DE BOVINOS ESTABULADOS
Autores
  • Gabriel Ferreira Diniz
  • Thaíne Lopes Bueno
  • Fernanda Ferreira Salgueiro
  • Ana Beatriz Barrozo Faria Rezende
  • Laritssa Andrade Pinheiro Magalhães
  • Ana Carollyna Franco De Azevedo Bertuci
  • Bruno De Toledo Gomes
  • Thiago de Souza Vieira
  • Gabriela Ferreira de Oliveira
  • Thaís Ribeiro Correia Azevedo
  • Fabio Scott
  • Hugo Rocha Sabença Dias
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Zootecnia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330652-respostas-ao-manejo-de-bovinos-estabulados
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Biotério, Comportamento Animal, Bem-Estar
Resumo
A utilização de animais em pesquisas científicas desempenha papel fundamental para o avanço do conhecimento em diversas áreas. O uso de animais de biotério vem sendo cada vez mais questionado pela sociedade, sobretudo em relação às formas de manejo e às condições de bem-estar oferecidas. Nesse contexto, a preocupação com o bem-estar animal ganha relevância crescente e fundamenta-se nos chamados “Cinco Domínios”, que abrangem aspectos relacionados à nutrição, sanidade, ambiente, comportamento e estado mental. A adoção de práticas que promovam esses princípios torna-se, imprescindível para garantir não apenas a qualidade ética das pesquisas, mas também a confiabilidade dos resultados obtidos. O presente trabalho foi realizado no Laboratório de Quimioterapia Experimental em Parasitologia Veterinária da UFRRJ, Seropédica, Rio de Janeiro, aprovado pela CEUA (7045281024). O objetivo foi avaliar parâmetros clínicos e respostas comportamentais relacionadas à aproximação humana em bovinos submetidos a condições de estabulação e infestação experimental por carrapatos, considerando a influência do manejo sobre o bem-estar animal. Para tanto, foram utilizados 18 bovinos mestiços da raça Red Angus, com idades entre 6 e 24 meses, peso médio de 175,63 ± 23,20 kg, mantidos em baias individuais e infestados artificialmente com 2.500 larvas de Rhipicephalus microplus. As avaliações foram realizadas semanalmente, sempre no período da tarde e por um único observador, garantindo padronização das aferições. Foram cronometrados os tempos, em segundos, necessários para três manejos: colocação de corda no cabresto, contenção de corda em argola e amarração da cauda. Além disso, foram mensurados parâmetros fisiológicos e comportamentais, incluindo frequência cardíaca, vocalização, defecação e afastamento diante da aproximação do avaliador. A coleta de dados teve início com a entrada do técnico na baia individual, registrando-se de forma contínua a resposta aos manejos. As manifestações comportamentais, foram anotadas por observação direta, e o afastamento foi considerado indicativo de rejeição à presença humana. Observou-se redução progressiva da frequência cardíaca até o Dia 14 (93,6 para 62,5 bpm), a análise de medidas repetidas revelou efeito significativo do fator tempo (Greenhouse–Geisser: p = 0,002). Em relação ao tempo de colocação da corda no cabresto, verificou-se que a média no D0 foi de 103,19 segundos, diminuindo progressivamente até alcançar 16 segundos no D21. Observou-se que 93,75% dos animais reduziram esse tempo ao longo do estudo, com diferenças significativas em todos os momentos avaliados (p < 0,001). O tempo para conter o animal na argola foi de 64,43 segundos no D0, reduzindo para 24,94 segundos ao D21 (–61,29%, p < 0,001). Para a amarração da cauda, a média inicial foi de 53,06 segundos, chegando a 40,88 segundos no D21, representando uma queda de 22,96%, embora sem significância (p > 0,25). No tocante, a vocalização ocorreu apenas nas semanas 1 e 3, sem diferenças significativas (Q de Cochran, p = 0,40), a defecação também não variou entre os momentos (p = 0,098), enquanto o afastamento foi mais intenso nos primeiros dias e diminuiu de forma consistente nas semanas seguintes (p < 0,001). Esses resultados evidenciam que a habituação progressiva dos animais à presença humana e ao manejo reduziu de maneira significativa os indicadores de estresse, tanto fisiológicos quanto comportamentais. Considerando que bovinos são animais gregários e de vida livre, a estabulação e a infestação parasitária representam desafios ao bem-estar. Ainda assim, a aplicação de práticas de manejo que favoreçam a adaptação gradual possibilita maior receptividade dos animais frente aos manejos, promovendo a segurança do colaborador e reduzindo o estresse dos bovinos. Conclui-se que a realização de manejos frequentes favorece a interação entre humanos e animais, refletindo positivamente nos parâmetros fisiológicos e comportamentais observados em animais utilizados em experimentação.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DINIZ, Gabriel Ferreira et al.. RESPOSTAS AO MANEJO DE BOVINOS ESTABULADOS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330652-RESPOSTAS-AO-MANEJO-DE-BOVINOS-ESTABULADOS. Acesso em: 29/05/2026

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