AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS TERAPIAS ANTIVIRAIS EMERGENTES EM GATOS DOMÉSTICOS COM O VÍRUS DA LEUCEMIA FELINA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS TERAPIAS ANTIVIRAIS EMERGENTES EM GATOS DOMÉSTICOS COM O VÍRUS DA LEUCEMIA FELINA
Autores
  • Larissa Mello Ribeiro
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330620-avaliacao-da-eficacia-das-terapias-antivirais-emergentes-em-gatos-domesticos-com-o-virus-da-leucemia-felina
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Felinos, FeLV, raltegravir, bictegravir, emtricitrabina
Resumo
A infecção pelo vírus da leucemia felina (FeLV) constitui um importante desafio na medicina felina devido à elevada morbimortalidade e limitada disponibilidade de tratamentos antivirais eficazes. O FeLV é um retrovírus RNA envelopado, pertencente ao gênero Gammaretrovirus, de ocorrência mundial com capacidade de infectar felinos domésticos (Felis catus) e não domésticos. A saliva dos gatos infectados constitui a principal via de transmissão, pois apresenta alta carga viral, embora a disseminação também possa ocorrer por urina, sangue, secreções, fômites ou via transplacentária. Os subgrupos (FeLV-A, FeLV-B, FeLV-C e FeLV-T) estão associados às manifestações clínicas, enquanto os diferentes desfechos da infecção (abortiva, regressiva, focal ou progressiva) determinam o prognóstico do felino. A forma progressiva está associada a maior transmissibilidade, evolução clínica desfavorável e menor expectativa de sobrevida, enquanto a regressiva não gera impacto clínico significativo, mas pode ser reativada por imunodeficiência e levar à progressão da doença. Estudos recentes indicam antivirais como o raltegravir com potencial para reduzir a carga viral. Combinações como bictegravir, emtricitabina e tenofovir alafenamida (Taffic®) passaram a ser investigadas para o vírus da imunodeficiência felina (FIV) e levaram à melhora dos parâmetros laboratoriais dos gatos avaliados; entretanto, para o FeLV, estudos in vivo não foram relatados. Este estudo retrospectivo observacional descreve uma série de 17 gatos domésticos naturalmente infectados pelo FeLV, dos quais 15 foram tratados exclusivamente com raltegravir, um recebeu inicialmente raltegravir com associação posterior do Taffic®, e outro apenas o Taffic®. O objetivo foi avaliar o impacto terapêutico do raltegravir e fornecer observações exploratórias sobre o uso do Taffic® na infecção pelo FeLV. Os felinos foram avaliados por dois a 29 meses e classificados como progressivos (11/17) ou regressivos (6/17) de acordo com a carga proviral inicial, mensurada por qPCR (PCR quantitativa em tempo real) de sangue periférico. Os gatos regressivos foram tratados com raltegravir, dentre eles, cinco evoluíram de maneira favorável: três atingiram negativação de RNA e DNA proviral após um a dois anos de tratamento, e dois apresentaram redução na carga viral. Um gato regressivo apresentou aumento nas cargas virais e provirais 11 meses após início do tratamento e evoluiu a óbito após desenvolver anemia grave. No grupo dos progressivos, nove gatos foram tratados com raltegravir e dois com Taffic®. Um felino tornou-se regressor após negativação da carga proviral, mas a interrupção da terapia causou rebote virológico; outro apresentou aumento na carga proviral mas manteve-se estável; dos demais, nove demonstraram redução expressiva da carga proviral, contudo, oito evoluíram a óbito por linfoma, anemia grave ou infecções secundárias. Seis gatos progressivos apresentaram linfoma; apenas um iniciou raltegravir antes das manifestações clínicas; entre os demais, dois receberam Taffic® e três, raltegravir. Nenhum efeito adverso clínico ou laboratorial foi observado, o que evidencia boa tolerabilidade. Os resultados sugerem que o estágio da infecção no início da terapia é determinante para o prognóstico em gatos tratados com o raltegravir, uma vez que os regressivos apresentaram boa resposta terapêutica, enquanto progressivos apresentaram alta mortalidade apesar da redução da carga viral; para o Taffic®, devido ao número reduzido de animais que receberam a terapia, mais estudos são necessários para definir sua aplicabilidade clínica. A negativação ou diminuição da carga viral nos gatos regressivos sugere menor transmissibilidade do FeLV e possível redução da infectividade em ambientes coletivos. A ausência de grupo controle impede determinar se as respostas observadas decorrem da terapia ou do curso natural da doença; contudo, os resultados sugerem efeitos promissores do raltegravir e exploratórios do Taffic® no manejo de gatos naturalmente infectados pelo FeLV. O estudo traz dados inéditos sobre o uso do Taffic® e a resposta de gatos progressivos e regressivos ao raltegravir.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RIBEIRO, Larissa Mello. AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS TERAPIAS ANTIVIRAIS EMERGENTES EM GATOS DOMÉSTICOS COM O VÍRUS DA LEUCEMIA FELINA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1330620-AVALIACAO-DA-EFICACIA-DAS-TERAPIAS-ANTIVIRAIS-EMERGENTES-EM-GATOS-DOMESTICOS-COM-O-VIRUS-DA-LEUCEMIA-FELINA. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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