Título do Trabalho
MAPEAMENTO COMPARADO E ANÁLISE DE JOVENS CANDIDATOS/AS E ELEITOS/AS PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS
Autores
  • tony souza sanches silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Antropologia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329858-mapeamento-comparado-e-analise-de-jovens-candidatosas-e-eleitosas-para-a-camara-dos-deputados
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Juventude, Representação, Política, Identidade
Resumo
Os estudos sobre representação política formal ainda são pouco privilegiados no campo dos estudos sobre juventudes. No Congresso Brasileiro, menos de 4% dos deputados e deputadas federais têm até 29 anos; menos de 12% até 35 anos. Contudo, ao compararmos as últimas 3 eleições gerais, observamos um aumento no número de jovens que compõe a lista dos parlamentares mais votados do país. Além disso, percebemos que os jovens eleitos carregam múltiplas trajetórias, posições ideológicas e construções políticas que acionam (ou não) a “juventude” enquanto identidade. Logo, em um contexto de intensa disputa política, analisar a eleição de jovens deputados federais e suas construções de identidade política nos permite aprofundar as percepções sobre participação juvenil na política institucional. Dessa forma, compreendendo “juventude” enquanto uma categoria que aciona uma identidade representativa, o objetivo desse trabalho é analisar quantitativamente e qualitativamente o processo de eleição e construção da identidade política das juventudes. Para a compreensão das juventudes foi considerado o grupo com idade, na data da posse, entre 21 e 35 anos, divididos em dois subgrupos) i) 21 até 29 anos; ii) 30 até 35 anos. Ao definir o recorte de idade, foi considerado a idade mínima para tomar posse como deputado/a federal no Brasil e o artigo 14, §3º, inciso VI da Constituição Federal, que delimita a idade mínima de 35 anos para candidatura aos cargos federais (Presidência da República e Senado Federal), que possam ser linha sucessória do objeto de estudo dessa pesquisa. Em relação a metodologia quantitativa, os resultados foram extraídos dos dados abertos divulgados pelo último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através da organização da Assessoria de Gestão Eleitoral (TSE/AGEL) e do grupo de candidatos e eleitos em 2014, 2018 e 2022, onde comparamos os percentuais de jovens candidatos e eleitos ao cargo de deputado federal em relação aos demais candidatos e eleitos ao mesmo cargo nas três eleições gerais anteriores ao início da pesquisa. Para a análise qualitativa, foram selecionados 12 deputados federais entre 21 e 35 anos com base em fatores como: distribuição geográfica, alcance das redes sociais, relevância nacional, diversidade político-ideológica-partidária. Estabelecido o recorte, realizamos uma etnografia digital em sites oficiais e redes sociais buscando compreender quais fatores o deputado considera ao acionar a categoria “juventude” – como esse acionamento é feito ou se ele é feito. Entre os resultados obtidos, destacamos que o possível desinteresse juvenil pela política institucional-partidária não se comprova, e apesar da sub-representação da juventude na Câmara dos Deputados, foi possível constatar que a presença de jovens eleitos entre os mais votados do país foi crescendo progressivamente. Os jovens que compõe ou compuseram a lista dos 20 mais votados de seus respectivos pleitos possuem um perfil, em sua maioria, convergente ao perfil majoritário da Câmara dos Deputados: predominantemente masculina e embranquecida. Em relação ao acionamento da categoria juventude, nota-se que a presença é mais evidente no período de campanha. Nem todos se autoidentificam como jovens. Os que estão em segundo mandato tendem a se identificar menos como jovens. A priorização da educação é um tema convergente entre os parlamentares analisados. Dessa forma, nossa contribuição propôs não somente compreender a relação entre juventude e participação política eleitoral, como também problematizar percepções sobre desinteresse e renovação. Temos muito ainda a percorrer para uma compreensão dos sentidos e significados do fazer político das juventudes. Esses processos organizativos e de participação política não são lineares e se ordenam dentro e fora de espaços institucionais, com trajetórias diversas que podem se apresentar por múltiplas formas de representação, diferenciadas ou sobrepostas, e mesmo de múltiplos pertencimentos.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, tony souza sanches. MAPEAMENTO COMPARADO E ANÁLISE DE JOVENS CANDIDATOS/AS E ELEITOS/AS PARA A CÂMARA DOS DEPUTADOS.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329858-MAPEAMENTO-COMPARADO-E-ANALISE-DE-JOVENS-CANDIDATOSAS-E-ELEITOSAS-PARA-A-CAMARA-DOS-DEPUTADOS. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes