Título do Trabalho
DO MUTIRÃO À PLATAFORMA DIGITAL: CARTOGRAFANDO A RESISTÊNCIA EM CAMPO ALEGRE
Autores
  • Thaysa Aparecida De Souza
  • Denise de Alcântara Pereira
  • Ana Carolina Da Matta Do Nascimento Souto
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329218-do-mutirao-a-plataforma-digital--cartografando-a-resistencia-em-campo-alegre
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
problemas urbanos; soluções baseadas na natureza; inovação; Campo Alegre/Nova Iguaçu.
Resumo
Este trabalho analisa as transformações nas paisagens rurais peri metropolitanas, tendo como foco o assentamento rural Campo Alegre. Busca compreender como a expansão urbana, industrial e logística impacta a paisagem local, ressaltando a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento regional. A pesquisa se apoia em revisão bibliográfica, dados socioeconômicos, planos diretores, visitas de campo e mapeamento, orientando-se pelos conceitos de espaço concebido, vivido e percebido de Lefebvre. O Mutirão Campo Alegre surgiu de uma ocupação coletiva liderada por Laerte Bastos que reivindicava o direito à terra. O movimento articulou trabalhadores rurais e urbanos em um contexto de redemocratização do Brasil. Atualmente, cerca de 600 famílias vivem no assentamento e ainda lutam pela regularização fundiária. O território apresenta predominância de espaços rurais e ambientais, inserindo-se no Arco Rural Agroecológico e vizinho à APA Guandu-Açu, essencial para a manutenção hídrica da Região Metropolitana. Conhecida como “Pantanal Iguaçuano”, a região revela grande valor ambiental e paisagístico, mas carece de integração efetiva com a comunidade local. Entretanto, a paisagem sofre pressões da antropização, com ocupações desordenadas, extração de recursos naturais e poluição dos corpos hídricos. Na organização interna, os conceitos de Kevin Lynch ajudam a compreender a vivência dos moradores. Campo Alegre é determinada em setores – Acampamento, Capoeirão, Marapicu, Mato Grosso, Chapadão, Fazendinha e Terra Nova – distribuídos entre Queimados e Nova Iguaçu, eles funcionam como bairros internos. A centralidade denominada como “Urbano” representa um ponto de convergência onde ocorrem trocas e fluxos internos de comércio. A via principal conecta o território a Queimados, garantindo acesso a serviços escassos. As bordas do assentamento evidenciam tensões entre industrialização e proteção ambiental. Nos planos diretores, Nova Iguaçu insere Campo Alegre na Macrozona de Predominância do Ambiente Natural/Rural, que permite atividades econômicas, agricultura e proteção ambiental. Enquanto o de Queimados define o território em três macrozonas sobrepostas ao assentamento, com usos incompatíveis com o rural predominante. A Zona Especial de Negócios destina-se a atividades industriais e ao agronegócio; a Zona de Ocupação Controlada como um espaço de transição com restrições ao uso do solo; e a Zona de Interesse Ambiental que restringe fragmentos florestados no topo dos morros. Nesse contexto, soluções baseadas na natureza e tecnologias sociais emergem como caminhos para consolidar o território como referência em justiça ambiental. A partir dos achados da pesquisa, buscamos desenvolver uma plataforma interativa de cartografia social e ambiental voltada para os moradores que reúne une mapas com dados físicos, socioeconômicos e ambientais, integrando informações sobre as principais estratégias sustentáveis empregadas no território, destacando seus sistemas agroflorestais. Ela será composta por meio de depoimentos dos moradores sobre esse “espaço vivido” utilizando narrativas, registros fotográficos e histórias pessoais. A página eletrônica, desenvolvida com a ferramenta Storymaps do ArcGis, funciona como instrumento de planejamento participativo, possibilitando que moradores, gestores, pesquisadores e instituições compreendam a complexidade de Campo Alegre, o que favorece identificar os conflitos territoriais, potencialidades e desafios socioambientais. A ferramenta se propõe a dar voz à comunidade, visibilizando sua história, sua resistência e suas demandas, transformando o mapeamento em fortalecimento comunitário. Na página eletrônica, abas de busca fornecem informações direcionadas ao planejamento territorial participativo e a educação ambiental, juntamente com soluções baseadas na natureza, como compostagem, a gestão comunitária da água (cisternas) e fogões ecológicos; fortalecendo assim, o vínculo entre os moradores e o território, promovendo decisões coletivas e consciência ecológica, além de indicar tecnologias sociais que reduzem impactos ambientais e valorizam saberes tradicionais. Em síntese, nossa busca cresce por desenvolver ferramentas que contribuam para visibilizar e contribuir com esse movimento insurgente de resiliência e resgate das terras rurais, da memória e de seus significados.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Thaysa Aparecida De; PEREIRA, Denise de Alcântara; SOUTO, Ana Carolina Da Matta Do Nascimento. DO MUTIRÃO À PLATAFORMA DIGITAL: CARTOGRAFANDO A RESISTÊNCIA EM CAMPO ALEGRE.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329218-DO-MUTIRAO-A-PLATAFORMA-DIGITAL--CARTOGRAFANDO-A-RESISTENCIA-EM-CAMPO-ALEGRE. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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