ENSINANDO POR PEÇAS: A UTILIZAÇÃO DE JOGOS E ATIVIDADES TEATRAIS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU - RJ.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ENSINANDO POR PEÇAS: A UTILIZAÇÃO DE JOGOS E ATIVIDADES TEATRAIS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU - RJ.
Autores
  • Diogo Da Hora Moura
  • Suellen Carvalho Duque
  • Edilene Santos Portilho
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329095-ensinando-por-pecas--a-utilizacao-de-jogos-e-atividades-teatrais-como-ferramentas-de-aprendizagem-em-uma-escola-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Teatro; Jogos teatrais; Corpo e voz; Espaços criativos; Educação básica.
Resumo
A arte, enquanto linguagem sensível e criativa, tem papel essencial na formação integral dos sujeitos, pois amplia percepções, desperta emoções e estimula o pensamento crítico. No contexto da educação básica, o teatro se destaca como prática artística e pedagógica capaz de articular corpo, voz, emoção e reflexão, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das crianças. Pensar o teatro na escola é reconhecer sua potência como espaço de experimentação e diálogo, no qual o brincar e o expressar tornam-se caminhos para aprender sobre si e sobre o outro. Este estudo apresenta relato de experiência pedagógica com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental I, em uma escola municipal de Nova Iguaçu (RJ), a partir da implementação de jogos teatrais voltados ao desenvolvimento do corpo, da voz e da criatividade. O objetivo central foi observar de quais maneiras os jogos teatrais contribuem para o fortalecimento da expressão individual e coletiva, da comunicação e da socialização das crianças, investigando como essas práticas favorecem o engajamento e a autonomia em contextos escolares que valorizam a criatividade. As atividades foram desenvolvidas com algumas turmas da escola, durante horários de aula em que alguma professora estava ausente e em dias destinados a atividades lúdicas, definidos de forma espontânea por cada professora, o que impossibilitou determinar uma carga horária total e uma quantidade fixa de participantes. As ações envolveram exercícios de improvisação, jogos de sensibilidade e cooperação, exploração vocal e corporal, experimentação de personagens e momentos de conversação e exposição de sentimentos, tudo isso como se fosse apenas uma brincadeira. A metodologia das práticas baseou-se no Teatro do Oprimido, de Augusto Boal (2008), que compreende o teatro como instrumento de transformação social; na pedagogia dialógica, de Paulo Freire (1996), que valoriza o diálogo e a construção coletiva do conhecimento; nas concepções estéticas de Grace Passô (2019), que articulam corpo, memória e voz; e na proposta de Bell Hooks (2013), que entende a educação como prática da liberdade e aposta em uma docência participativa e afetiva. A coleta de dados foi realizada por meio de relatos orais espontâneos dos alunos, compartilhados em grupo ao final de cada encontro. Nessas conversas mediadas, as crianças expressavam percepções, sentimentos e aprendizados sobre as atividades vivenciadas. Foram observados elementos de transformação na expressão corporal, vocal e gestual, bem como indícios de ampliação da escuta sensível, da cooperação e da criatividade. Os resultados revelaram mudanças significativas na expressão corporal e na comunicação dos alunos, que se mostraram mais confiantes, empáticos e participativos. Também foi possível notar o fortalecimento da cooperação, da autonomia e da capacidade de resolver conflitos. As práticas estimularam o pensamento crítico e a valorização das diferenças individuais, demonstrando que os jogos teatrais, ao integrarem dimensões lúdicas, estéticas e pedagógicas, constituem instrumentos potentes na educação básica, articulando aprendizagens cognitivas, socioemocionais e artísticas de forma significativa. Conclui-se que a inserção de jogos teatrais no Ensino Fundamental I representa uma estratégia educativa eficaz para o desenvolvimento integral das crianças. As atividades fortaleceram habilidades expressivas, sociais e criativas, favoreceram a autonomia e promoveram experiências de aprendizagem mais sensíveis e participativas, o que é ótimo nesse momento, já que os alunos do Ensino Fundamental I não tem ensino de Educação Física e Artes. O estudo reafirma o teatro como prática pedagógica transformadora, capaz de aproximar o lúdico, o crítico e o afetivo, contribuindo para a formação de sujeitos mais criativos, reflexivos e conscientes de seu papel no mundo.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOURA, Diogo Da Hora; DUQUE, Suellen Carvalho; PORTILHO, Edilene Santos. ENSINANDO POR PEÇAS: A UTILIZAÇÃO DE JOGOS E ATIVIDADES TEATRAIS COMO FERRAMENTAS DE APRENDIZAGEM EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE NOVA IGUAÇU - RJ... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329095-ENSINANDO-POR-PECAS--A-UTILIZACAO-DE-JOGOS-E-ATIVIDADES-TEATRAIS-COMO-FERRAMENTAS-DE-APRENDIZAGEM-EM-UMA-ESCOLA-. Acesso em: 29/05/2026

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