Título do Trabalho
INFLUÊNCIA DO SEXO SOBRE O PESO VIVO E O RENDIMENTO DE CARCAÇA DE CODORNAS DE CORTE
Autores
  • Jessyca Kelli Ferreira Costa
  • Jean Kaique Valentim
  • Túlio Leite Reis
  • Victória de Lima Santos
  • Milena Da Fonseca Costa
  • Maria Luiza Salgado
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Zootecnia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329060-influencia-do-sexo-sobre-o-peso-vivo-e-o-rendimento-de-carcaca-de-codornas-de-corte
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
coturnicultura; dimorfismo sexual; rendimento de cortes; desempenho produtivo
Resumo
A coturnicultura é o segmento responsável pela criação de codornas de corte e de postura. Inicialmente, a produção de carne de codorna era baseada no aproveitamento de aves de descarte provenientes da postura, bem como de machos erroneamente sexados como fêmeas, que eram mantidos até 42 dias. Entretanto, observou-se um expressivo crescimento, impulsionado por diversas vantagens, como o baixo custo de investimento inicial, a facilidade de manejo e o curto período de incubação. Uma das características marcantes é o dimorfismo sexual, ou seja, os machos e fêmeas apresentam diferenças morfológicas distintas. Em geral, as fêmeas tendem a apresentar maior peso corporal, consequência do desenvolvimento do aparelho reprodutivo, maior tamanho relativo do fígado e maior deposição de gordura. Por outro lado, os machos apresentam maior rendimento de carcaça. Assim, compreender as diferenças de desempenho entre macho e fêmea é fundamental para otimizar a produtividade e orientar práticas de manejo. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência do sexo sobre o peso vivo, o rendimento de carcaça e o peso de partes comerciais (peito, asas, coxa e sobrecoxa) em codornas de corte, abatidas aos 35 dias. O experimento foi conduzido na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Produção e Nutrição de Aves do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa, seguindo os protocolos aprovados pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUAP/UFV, registro 0107/2022). Foram utilizadas 200 codornas de corte, criadas em dois boxes de 3 × 1,5 m, contendo 100 aves de cada sexo. Até os 15 dias, os animais foram mantidos em lote misto, sendo posteriormente separados por sexo. A dieta foi composta por milho, farelo de soja e óleo de soja. Aos 35 dias, 50 machos e 50 fêmeas foram pesadas e abatidas após jejum alimentar de 8 horas, utilizando insensibilização por deslocamento cervical, seguida de sangria, escaldagem a 56 °C por 2 minutos e depenação. Em seguida, as carcaças e as partes comerciais foram pesadas individualmente. A análise estatística foi conduzida por meio de ANOVA, a 5% de significância, utilizando o software Sisvar, incluindo normalidade dos resíduos e homogeneidade das variâncias, foram verificadas pelos testes de Shapiro–Wilk e Hartley. Os resultados evidenciaram que o peso vivo médio foi significativamente maior nas fêmeas (238,28 g) em comparação aos machos (223,50 g) com P- valor (0,0001), e o peso do peito foi significativamente maior nas fêmeas (63,52 g) em comparação aos machos (68,10 g) com P- valor (0,0003). Enquanto os resultados da asa, coxa e dorso não obtiveram resultados significativamente, sendo asas as fêmeas (14,75 g) e os machos (14,88 g) com P- valor (0,431), coxa as fêmeas (39,28 g) e nos machos (38,480g) com P- valor (0,173), e dorso as fêmeas (53,76 g) e nos machos (53,66 g) com P- valor (0,863). Esse resultado confirma achados da literatura, que atribuem o maior peso das fêmeas ao desenvolvimento do sistema reprodutivo, além do maior tamanho do fígado e da deposição de gordura corporal. Em contrapartida, não foram observadas diferenças significativas entre os sexos para os pesos de coxa, asas e dorso, o que indica que o dimorfismo sexual não exerce influência expressiva sobre essas partes comerciais. Conclui-se, que o sexo influencia diretamente o peso vivo das codornas de corte, favorecendo as fêmeas, mas não exerce impacto significativo sobre o rendimento.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Jessyca Kelli Ferreira et al.. INFLUÊNCIA DO SEXO SOBRE O PESO VIVO E O RENDIMENTO DE CARCAÇA DE CODORNAS DE CORTE.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1329060-INFLUENCIA-DO-SEXO-SOBRE-O-PESO-VIVO-E-O-RENDIMENTO-DE-CARCACA-DE-CODORNAS-DE-CORTE. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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