Título do Trabalho
UTILIZAÇÃO DO GÁS DE OZÔNIO (O₃) NO TRATAMENTO DE ENDOMETRITE EQUINA
Autores
  • RINA DE LELES RIBEIRO CRUZ
  • Júlio Cesar Ferraz Jacob
  • Vera Lúcia Teixeira de Jesus
  • Beatriz dos Santos Chiappetta Nogueira Salgado
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326331-utilizacao-do-gas-de-ozonio-(o3)-no-tratamento-de-endometrite-equina
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
OZONIOTERAPIA , ENDOMETRITE , EQUINO
Resumo
UTILIZAÇÃO DO GÁS DE OZÔNIO(O₃) NO TRATAMENTO DE ENDOMETRITE EQUINA CEUA:processo número 0020-09-02018 A endometrite é uma das principais causas de infertilidade em éguas. Tratamentos convencionais, como lavagem uterina, antibióticos e ecbólicos, são comuns, mas a crescente resistência bacteriana reforça a necessidade de terapias alternativas (SCOGGIN, 2016). Nesse contexto, o ozônio(O₃) surge como opção promissora por suas propriedades antimicrobianas e imunomoduladoras (RODRÍGUEZ et al., 2018). O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da insuflação intrauterina de ozônio, na concentração de 50 µg durante 5 minutos, em éguas com endometrite. Na metodologia, foram avaliadas 17 éguas submetidas a exames ginecológicos que incluíram palpação retal e ultrassonografia transretal, com suspeita de endometrite confirmada por cultura bacteriana, fúngica e citologia. O tratamento iniciou-se após confirmação positiva desses exames. As coletas pré e pós-tratamento foram realizadas quando o útero apresentava grau 3 de edema (GINTHER, 2007).As éguas foram distribuídas em dois grupos: G1(controle, n=7) ,submetido à lavagem uterina com solução fisiológica 0,9%, e G2(tratamento, n=10) , submetido à mesma lavagem uterina seguida da insuflação de ozônio. No laboratório, as amostras foram semeadas em diferentes meios de cultura(MCKINNON;BEEHAN, 2011) e analisadas quanto à identificação de agentes(QUINN et al., 2005). A citologia foi utilizada para contagem de neutrófilos e classificação da inflamação segundo Riddle, Leblanc e Stromberg(2007). No pré-tratamento, os principais agentes isolados foram Escherichia coli(26,47%), Klebsiella(23,53%) e Staphylococcus aureus(20,59%), corroborando com Brinsko et al.,(2011). Na citologia pré-tratamento, 5,88%(1/17) das éguas apresentou inflamação. A égua pertencente ao G2 apresentou inflamação moderada, enquanto as demais não mostraram alterações. Após o tratamento, 42,86%(3/7) das éguas do G1 apresentaram cultura negativa, em comparação com 30%(3/10) no grupo tratado com ozônio (G2). Consequentemente,57,14%(4/7) das éguas do G1 e 70%(7/10) do G2 permaneceram com cultura positiva. Os resultados mostram que a ozonioterapia, na metodologia aplicada, apresentou taxa de sucesso inferior no combate aos agentes etiológicos quando comparada ao grupo controle. Contudo, a diferença observada nesse estudo não foi estatisticamente significativa (p>0,05). Esse achado difere do relatado por Ávila(2022), que observou maior eficácia com o uso do ozônio, utilizando doses e frequência distintas. Diante da ausência de diferença significativa entre os grupos, a escolha do protocolo deve considerar a praticidade e o custo-benefício. A solução fisiológica 0,9% é de baixo custo, amplamente disponível e de uso imediato, o que favorece seu emprego em campo. Já a ozonioterapia requer equipamentos específicos e preparo imediato, elevando o custo e restringindo seu uso a locais com melhor infraestrutura. Conclui-se que, considerando a praticidade, o custo e a disponibilidade, a lavagem uterina com solução fisiológica mostra-se mais adequada para a rotina clínica, em contraste com a maior complexidade e custo da ozonioterapia na metodologia estudada. ÁVILA, A.C.A. et al. Effectiveness of Ozone Therapy in The Treatment of Endometritis in Mares. Journal of Equine Veterinary Science,v. 112, 103900, 2022. BRINSKO,Steven P. et al. Manual of Equine Reproduction.3.ed.St. Louis,MO: Mosby/Elsevier,2011. CANISSO,I.F. et al.Endometritis:Managing persistent post-breeding endometritis.Vet. Clin. N. Am. Equine Pract.,v. 32, p. 465–480, 2016. GINTHER, O. J. Ultrasonic Imaging and Animal Reproduction: Color-Doppler Ultrasonography. 1. ed. Cross Plains, WI: Equiservices Publishing, 2007. MCKINNON A. O, BEEHAN D. P. Use of Chromogenic Agar to Diagnose Reproductive Pathogens. In: MCKINNON A. O. Equine reproduction. 2. ed. v. 2, p. 1979 - 1987, 2011. QUINN, P. J. et al. Microbiologia veterinária e doenças infecciosas. Porto Alegre: Artmed, 2005. RIDDLE, W.T. et al. Relationships between uterine culture, citology and pregnancy rates in Thoroughbred pratice. Theriogenology, v. 68, n. 3, p. 395-402, 2007. RODRÍGUEZ, Z.B.Z. et al. Ozonioterapia em Medicina Veterinária. Ed. Multimídia, p. 282, 2018. SCOGGIN, Charles F. Endometritis: nontraditional therapies. Veterinary Clinics: Equine Practice, v. 32, p. 499-511, 2016.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CRUZ, RINA DE LELES RIBEIRO et al.. UTILIZAÇÃO DO GÁS DE OZÔNIO (O₃) NO TRATAMENTO DE ENDOMETRITE EQUINA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326331-UTILIZACAO-DO-GAS-DE-OZONIO-(O3)-NO-TRATAMENTO-DE-ENDOMETRITE-EQUINA. Acesso em: 30/05/2026

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