AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO EM MADEIRA SERRADA E DENSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS PLANTADAS EM PROJETO DE SILVICULTURA NO SUL DO ESTADO DA BAHIA

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO EM MADEIRA SERRADA E DENSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS PLANTADAS EM PROJETO DE SILVICULTURA NO SUL DO ESTADO DA BAHIA
Autores
  • Thuane Sofia Gomes Dos Santos
  • Larissa Brandão Pereira
  • Flávia da Silva Lemos
  • Wattson Quinelato Barreto de Araujo
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326141-avaliacao-do-rendimento-em-madeira-serrada-e-densidade-de-especies-nativas-plantadas-em-projeto-de-silvicultura-
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Silvicultura de nativas; Qualidade da madeira; Tecnologia da madeira
Resumo
O mercado de produtos de madeira apresenta potencial indiscutível, e o conhecimento do manejo correto de diferentes espécies subsidia a produção de matéria-prima para segmentos madeireiros, incentivando produtores rurais a investir em florestas ecologicamente manejadas com potencial de renda e lucro. Nesse contexto, a avaliação do rendimento da madeira serrada e da densidade constitui ferramenta essencial para avaliar a geração de peças serradas e propriedades tecnológicas de espécies florestais. O presente estudo teve como objetivo avaliar quatro espécies de elevado potencial silvicultural (Angico Curtidor - Anadenanthera peregrina (L.) Speg), Jequitibá Rosa - Cariniana legalis (Mart.) Kuntze, Vinhático - Plathymenia foliolosa Benth e Angico Vermelho - Parapiptadenia pterosperma (Benth.) Brenan) quanto ao rendimento em madeira serrada em condição seca, densidade aparente a 12% umidade (U) e densidade básica. As árvores, com 13 anos de idade, foram amostradas em plantios no sul da Bahia. A metodologia seguiu o protocolo descrito por Rolim e Piotto (2018), com a seleção de três árvores por espécie, cortadas para obtenção de toras de 2 metros de comprimento. As etapas incluíram amostragem, secção e desgalhamento das árvores, medição das toras e determinação dos volumes iniciais para o cálculo do rendimento. O desdobro primário, produção de pranchas diametrais, tábuas e subamostras para os corpos de prova foram realizados em serraria montada no próprio local do plantio. O rendimento em madeira serrada foi calculado após aproximadamente 120 dias de secagem em ambiente coberto até atingir equilíbrio higroscópico, quando cada peça foi medida em comprimento, largura e espessura. As subamostras foram transportadas para o Núcleo de Pesquisa em Qualidade da Madeira, do Departamento de Produtos Florestais (UFRRJ), no Rio de Janeiro, onde prosseguiram as análises técnicas. As propriedades físicas da madeira foram determinadas de acordo com a NBR ABNT 7190:1997, sendo avaliadas densidade básica e densidade aparente a 12% U, por meio da medição e pesagem de corpos de prova (5x3x2 cm) em condições verde, saturada e após secagem em estufa. Para cada espécie, foram produzidos 10 corpos de prova. Os resultados indicaram que Angico Curtidor, Jequitibá Rosa, Vinhático e Angico Vermelho apresentaram rendimentos em madeira serrada de 38,6%, 46,59%, 47,38% e 40,90%, respectivamente. As densidades básicas foram de 0,537 g/cm³, 0,506 g/cm³, 0,353 g/cm³ e 0,694 g/cm³, enquanto as densidades aparentes a 12% de umidade corresponderam a 0,645 g/cm³, 0,615 g/cm³, 0,414 g/cm³ e 0,857 g/cm³, na mesma ordem. O Vinhático e o Jequitibá Rosa destacaram-se com os maiores rendimentos, indicando maior eficiência no processo de transformação mecânica das toras em produtos serrados. Em relação às propriedades físicas, o Angico Vermelho apresentou valores mais elevados tanto para a densidade básica quanto para a densidade aparente, caracterizando-se como uma madeira de média densidade. Em contraste, o Vinhático registrou os menores valores, sendo classificado como madeira de baixa densidade. Já os valores obtidos para o Angico Curtidor e o Jequitibá Rosa os enquadram como madeiras de média densidade. A correlação observada entre rendimento e densidade não foi direta. O Vinhático combinou maior rendimento com menor densidade, o que pode ser vantajoso para aplicações que demandam maior volume de peças com menor peso. Por outro lado, o Angico Vermelho, apesar de apresentar rendimento inferior, oferece uma madeira mais densa, com potencial para uso estrutural. Considerando que, para espécies nativas, 13 anos representam indivíduos jovens para fins de desdobramento em madeira serrada, e que as propriedades tendem a se intensificar com o avanço da idade, os resultados podem ser considerados promissores.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Thuane Sofia Gomes Dos et al.. AVALIAÇÃO DO RENDIMENTO EM MADEIRA SERRADA E DENSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS PLANTADAS EM PROJETO DE SILVICULTURA NO SUL DO ESTADO DA BAHIA.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326141-AVALIACAO-DO-RENDIMENTO-EM-MADEIRA-SERRADA-E-DENSIDADE-DE-ESPECIES-NATIVAS-PLANTADAS-EM-PROJETO-DE-SILVICULTURA-. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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