ONIVORIA DAS LARVAS DO CRISOPÍDEO CHRYSOPERLA EXTERNA: EFEITO DA ALTERNÂNCIA ENTRE ALIMENTAÇÃO COM PRESA E POLENS DE FABACEAE E POACEAE NA BIOLOGIA DESSE INSETO

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
ONIVORIA DAS LARVAS DO CRISOPÍDEO CHRYSOPERLA EXTERNA: EFEITO DA ALTERNÂNCIA ENTRE ALIMENTAÇÃO COM PRESA E POLENS DE FABACEAE E POACEAE NA BIOLOGIA DESSE INSETO
Autores
  • Robson Damião Sampaio Teixeira
  • Guilherme Silva de Andrade
  • Eduarda Cristina da Silva Duque
  • Thiago Sampaio de Souza6
  • Elen de Lima Aguiar Menezes
  • Anna Caroline Da Silva Alves Teixeira
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326049-onivoria-das-larvas-do-crisopideo-chrysoperla-externa--efeito-da-alternancia-entre-alimentacao-com-presa-e-polen
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
: Inseto predador, Polinivoria, Alimento suplementar, Controle biológico conservativo
Resumo
As larvas predadoras do inseto Chrysoperla externa (Neuroptera: Chrysopidae) são agentes biológicos de controle de grande importância no manejo de pragas agrícolas. A compreensão de seu hábito onívoro pode auxiliar no desenvolvimento da estratégia de controle biológico conservativo, visto tratar-se de uma espécie nativa da região Neotropical. Este trabalho avaliou os efeitos da alternância entre alimentação com presa (ovos da mariposa Ephestia kuehniella) e polens de Fabaceae (Crotalaria juncea – crotalária e Canavalia ensiformis – feijão-de-porco) e Poaceae (Zea mays – milho, Pennisetum glaucum – milheto e Sorghum bicolor – sorgo) no desenvolvimento larval e reprodutivo de C. externa em condições de laboratório. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com dez repetições por tratamento, totalizando sete combinações alimentares envolvendo pólen e presa em diferentes ínstares (estágios larvais: L1, L2 e L3), além de três testemunhas (positiva: apenas presa; negativa: sem alimento; e água com frutose). As larvas foram mantidas individualmente em placas de Petri (60 mm x 15 mm) sob condições controladas (25 ± 1°C, 70 ± 10% UR, fotoperíodo de 12 horas), com renovação do alimento a cada 48 horas, até que alcancem a fase de pupa (que não se alimenta), sendo mantidas nas placas até a emergência dos adultos. Os adultos obtidos foram pareados (casal) e acondicionados em gaiolas de PCV (10 x 10 cm), com a parede revestida com papel A4 (substrato de oviposição) e alimentados com dieta artificial (mistura de levedo de cerveja e mel 1:1) e água. Foram avaliados a duração de cada ínstar, a viabilidade larval e pupal, e parâmetros reprodutivos dos adultos. Os dados biológicos foram analisados usando o programa GraphPad Prism. Os resultados demonstraram que as larvas alimentadas exclusivamente com pólen não completaram o desenvolvimento, com mortalidade ocorrendo predominantemente no primeiro ínstar (L1), especialmente nos tratamentos com polens de Fabaceae. A introdução de presa em pelo menos dois ínstares foi essencial para a sobrevivência e progressão do ciclo. Na viabilidade pupal, o tratamento com sorgo no segundo ínstar (T28) apresentou 95% de viabilidade, superando significativamente o controle positivo (90%), enquanto os polens de Fabaceae mostraram os menores índices (25-79%). Quanto à duração do primeiro ínstar, os polens de milho (mean rank = 65,50) e sorgo (mean rank = 55,20) apresentaram os melhores desempenhos, sendo significativamente superiores aos de crotalária (mean rank = 17,20) e feijão-de-porco (mean rank = 27,15). No tempo para primeira postura, destaca-se que a crotalária no segundo ínstar (T29) resultou no menor tempo (4,2 dias), sendo significativamente melhor que o controle (5,33 dias; P < 0,0001), enquanto a mesma crotalária oferecida no terceiro ínstar (T34) apresentou o maior tempo (7,33 dias), demonstrando que o momento de introdução do pólen é crítico para o desempenho reprodutivo. Conclui-se que as larvas de C. externa necessitam de consumo de presa em pelo menos dois ínstares, preferencialmente incluindo o L1, para um desenvolvimento adequado. Dentre os polens testados, os de sorgo e milho mostraram-se como as fontes alternativas mais promissoras, enquanto a crotalária, quando oferecida no segundo ínstar, pode antecipar significativamente o início da reprodução. A disponibilidade desses polens no agroecossistema pode complementar a dieta larval em situações de escassez de presas, atuando como um mecanismo de conservação desse importante agente de controle biológico em sistemas agrícolas sustentáveis.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TEIXEIRA, Robson Damião Sampaio et al.. ONIVORIA DAS LARVAS DO CRISOPÍDEO CHRYSOPERLA EXTERNA: EFEITO DA ALTERNÂNCIA ENTRE ALIMENTAÇÃO COM PRESA E POLENS DE FABACEAE E POACEAE NA BIOLOGIA DESSE INSETO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1326049-ONIVORIA-DAS-LARVAS-DO-CRISOPIDEO-CHRYSOPERLA-EXTERNA--EFEITO-DA-ALTERNANCIA-ENTRE-ALIMENTACAO-COM-PRESA-E-POLEN. Acesso em: 30/05/2026

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