POTENCIAL DOS BIOPOLÍMEROS DE MACROALGAS NA FORMULAÇÃO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS PARA LIBERAÇÃO CONTROLADA DE NUTRIENTES

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
POTENCIAL DOS BIOPOLÍMEROS DE MACROALGAS NA FORMULAÇÃO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS PARA LIBERAÇÃO CONTROLADA DE NUTRIENTES
Autores
  • Eduardo Souza Do Vale
  • Kamila Rodrigues Dias
  • William Bruno Ferreira Da Silva
  • Ana Beatriz Nunes da Silva Tavares de Araujo
  • Natália Fernandes Rodrigues
  • ANDRES CALDERIN GARCIA
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Agronomia
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325989-potencial-dos-biopolimeros-de-macroalgas-na-formulacao-de-fertilizantes-organominerais-para-liberacao-controlada
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Biodegradável, Potássio, Sustentabilidade
Resumo
Os biopolímeros naturais extraídos de macroalgas vêm recebendo crescente atenção científica devido às suas propriedades funcionais e potencial para aplicação sustentável, representando uma alternativa promissora frente aos polímeros sintéticos, cuja persistência no ambiente contribui para a emissão de gases de efeito estufa e gera impactos negativos sobre os ecossistemas. Entre as vantagens dos biopolímeros destaca-se a biodegradabilidade, o baixo custo, a resistência a condições ambientais diversas e a contribuição para processos de troca gasosa, além da capacidade de formar estruturas gelificantes ou filmes que podem ser incorporadas em fertilizantes organominerais para promover a liberação controlada de nutrientes essenciais às plantas. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial de um fertilizante organomineral contendo biopolímero de macroalgas na disponibilização de potássio, comparando-o com ureia pura, de modo a compreender sua contribuição simultânea para a liberação de nitrogênio e enriquecimento de nutrientes adicionais em solução aquosa. Para isso, os grânulos do fertilizante organomineral e o tratamento controle sendo a ureia pura, ambos contendo 300 mg de ureia, foram cuidadosamente pesados e inseridos em erlenmeyers contendo 200 mL de água destilada sob condições estáticas, seguindo um delineamento inteiramente casualizado com três repetições por tratamento, totalizando seis unidades experimentais, garantindo a consistência e a confiabilidade dos dados obtidos. Após 50 horas, foram coletados 5 mL da solução aquosa para quantificação do teor de potássio, utilizando espectrofotometria de chama. Os dados obtidos foram submetidos aos testes de Shapiro-Wilk e Bartlett, para verificação da normalidade e homocedasticidade, respectivamente, e posteriormente analisados por meio do teste t no software R® (R Core Team, 2021), permitindo inferências estatísticas confiáveis sobre as diferenças entre os tratamentos. Os resultados revelaram que o fertilizante organomineral apresentou concentração média de aproximadamente 700 g L⁻¹ de potássio em solução, enquanto a ureia pura apresentou valores próximos de zero, evidenciando um incremento de cerca de 700 g L⁻¹ na disponibilidade do nutriente devido à formulação organomineral. Tal diferença está diretamente relacionada à adição de matéria orgânica e minerais ao fertilizante, potencializada pela presença do biopolímero, que não apenas retardou a liberação de nitrogênio, mas também facilitou a disponibilização gradual de potássio, indicando a capacidade do insumo em fornecer múltiplos nutrientes de forma simultânea. A interpretação dos resultados sugere que a incorporação do biopolímero natural em fertilizantes organominerais contribui para o aumento da eficiência agronômica, promovendo a liberação controlada de nutrientes essenciais, melhorando a fertilidade do solo e diminuindo os riscos associados à aplicação excessiva de fertilizantes sintéticos. Além disso, a presença de potássio em concentrações elevadas pode favorecer processos fisiológicos importantes nas plantas, como a regulação osmótica, síntese de proteínas e resistência a estresses bióticos e abióticos, ampliando o efeito positivo do fertilizante sobre o crescimento e desenvolvimento vegetal. Conclui-se, portanto, que a formulação organomineral contendo biopolímero de macroalgas representa uma estratégia promissora para a agricultura sustentável, ao fornecer de maneira controlada nitrogênio e potássio, integrando múltiplos nutrientes em um único insumo, contribuindo para a melhoria da fertilidade do solo e a eficiência de uso de recursos, oferecendo uma alternativa ambientalmente viável frente aos fertilizantes convencionais e potencializando a produtividade agrícola com menor impacto ambiental.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VALE, Eduardo Souza Do et al.. POTENCIAL DOS BIOPOLÍMEROS DE MACROALGAS NA FORMULAÇÃO DE FERTILIZANTES ORGANOMINERAIS PARA LIBERAÇÃO CONTROLADA DE NUTRIENTES.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325989-POTENCIAL-DOS-BIOPOLIMEROS-DE-MACROALGAS-NA-FORMULACAO-DE-FERTILIZANTES-ORGANOMINERAIS-PARA-LIBERACAO-CONTROLADA. Acesso em: 30/05/2026

Trabalho

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