Título do Trabalho
CARTOGRAFIA SOCIAL: VISIBILIZANDO VOZES, SUJEITOS E HISTÓRIAS CONSTITUINTES DE UM TERRITÓRIO
Autores
  • Thiago Guimarães Ramos
  • Alessandro Junior Lemos da Conceição (Aladê)
  • Edileia de Carvalho Souza
  • Karine Oliveira Bastos
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325975-cartografia-social--visibilizando-vozes-sujeitos-e-historias-constituintes-de-um-territorio
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Cartografia Social, Educação do Campo, CAIC.
Resumo
O presente trabalho enfoca as atividades realizadas no âmbito do subprojeto PIBID- LEC UFRRJ “A Educação do Campo nas escolas da periferia do Rio de Janeiro: a alternância pedagógica como ação transformadora da realidade”, a partir do percurso formativo realizado no Centro de Atenção Integral à Criança Paulo Dacorso Filho (CAIC), no município de Seropédica, entre novembro de 2024 e agosto de 2025, em turmas de 7o ano do Ensino Fundamental, na disciplina de Filosofia. Tais atividades estão circunscritas na experiência pedagógica da Cartografia Social, perspectiva teórica e metodológica que tem como premissa a construção de saberes pedagógicos a partir da experiência, isto é, a partir da visibilidade de outras narrativas de mundo e sobre o mundo, incluindo a emergência das muitas formas sociais negadas (CARVALHO, 2023). Trata-se de uma interlocução necessária e que nos orienta nos processos de desconstrução do formato padronizador dos currículos e das práticas pedagógicas, questionando a colonialidade do poder presente nas culturas escolares ao reconhecer os saberes insurgentes existentes nestes espaços, oriundos dos grupos sociais historicamente concebidos como à margem da sociedade (CANDAU, 2020). Nesse sentido, o trabalho com a cartografia social e afetiva, realizado em algumas etapas, buscou visibilizar a voz dos estudantes ao trazerem suas narrativas sobre a realidade em que vivem, destacando questões sociais, ambientais e culturais do município, especialmente, traçando como objetivo não apenas desenvolver um olhar crítico sobre o território, mas também despertar o sentimento de pertencimento e responsabilidade dos estudantes, de modo que pudessem compreender o espaço em que vivem como fruto de histórias coletivas, que pode inclusive ser transformado por meio da participação ativa da comunidade. Assim, no primeiro momento, apresentamos a proposta da cartografia social aos estudantes enquanto uma alternativa às representações sociais e epistêmicas engendradas na perspectiva da “história única” – como afirma a escritora nigeriana Chimamanda –, abrindo espaço para outras narrativas possíveis. Para tanto, cada estudante assumiu a tarefa de conversar com seus familiares mais velhos e registrar histórias e memórias que guardavam sobre o município de Seropédica e seus respectivos bairros, material que foi analisado posteriormente em sala de aula juntamente com registros fotográficos de Seropédica do passado e dos dias atuais. A partir disso, os estudantes foram estimulados a observarem as transformações ocorridas no espaço ao longo do tempo, identificando e analisando o que havida mudado. Por exemplo: O município passou por melhorias em sua infraestrutura e qualidade de vida ou continua enfrentando os mesmos problemas? Essa comparação analítica proporcionada pela interface entre o visual e as narrativas produzidas pelas memórias dos mais antigos foi extremamente significativa para compreendermos a periferia e as regiões rururbanas como território não estático, mas resultado de processos sociais, políticos e culturais, incentivando os alunos do ensino básico a projetarem o futuro do lugar onde vivem, isto é, vislumbrarem melhorias que possam tornar seu espaço, por exemplo, mais acolhedor, justo e organizado quando chegarem à vida adulta. Posteriormente, os estudantes aprenderam a elaborar uma cartografia social, construindo na prática suas próprias representações do território onde vivem, identificando, a partir de suas vivências, tanto pontos principais (ruas, praças, escolas, áreas de lazer) como espaços de conflito, e refletindo olhares diversos: enquanto alguns destacavam espaços de convivência, outros valorizaram locais ligados à memória ou às dificuldades enfrentadas no bairro. Por fim, pudemos refletir sobre a importância da cartografia social como ferramenta de análise crítica da realidade, que vai além do desenho de ruas e lugares, uma vez que permite dar visibilidade às experiências da comunidade e fortalecer o sentimento de pertencimento e identidade coletiva.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RAMOS, Thiago Guimarães et al.. CARTOGRAFIA SOCIAL: VISIBILIZANDO VOZES, SUJEITOS E HISTÓRIAS CONSTITUINTES DE UM TERRITÓRIO.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325975-CARTOGRAFIA-SOCIAL--VISIBILIZANDO-VOZES-SUJEITOS-E-HISTORIAS-CONSTITUINTES-DE-UM-TERRITORIO. Acesso em: 30/05/2026

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