FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: UM ESTUDO DA PRODUÇÃO DO COTIDIANO E OPRESSÕES NOS TCCS DA UFRRJ.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: UM ESTUDO DA PRODUÇÃO DO COTIDIANO E OPRESSÕES NOS TCCS DA UFRRJ.
Autores
  • Débora Pereira Marins Antônio
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Sociais Aplicadas - Serviço Social
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325968-formacao-profissional-em-servico-social--um-estudo-da-producao-do-cotidiano-e-opressoes-nos-tccs-da-ufrrj
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Preconceitos, racionalidade neoliberal, questão social
Resumo
A formação em Serviço Social no Brasil é marcada por determinações históricas, sociais e políticas que influenciam o currículo, a prática profissional e a produção de conhecimento baseados na Lei de Diretrizes Curriculares de 1996. Nesse percurso, categorias como classe, gênero, raça/etnia e capacitismo não apenas revelam desigualdades estruturais, mas configuram as múltiplas opressões que são expressão da questão social e que se configuram como referentes para as políticas sociais que demarcam o nosso campo de atuação. Utilizando o método histórico-dialético, a pesquisa bibliográfica e documental na análise de 14 TCCs do curso de Serviço Social da UFRRJ entre os periodos de 2019 à 2023, com o objetivo de evidenciar que a questão sobre raça, gênero e capacitismo e o capitalismo como modo de produção e o neoliberalismo fase atual, está intrinsecamente ligado à exploração e a pauperização de classes sociais que são historicamente subalternizadas, sendo a atuação da classe dominante criando e impondo normas sociais, reforçando preconceitos que citaremos posteriormente, servindo como instrumentos de fragmentação da classe trabalhadora. Neste sentido, evidenciou-se que a formação crítica seguindo a matriz teórico metodológica Marxista no Serviço Social aponta evidenciar toda forma que atente contra a justiça social e toda forma de opressão. Neste caso, nos trabalhos, se tratou que o patriarcado, aliado ao capitalismo, intensificou o silenciamento e subalternização das mulheres, especialmente negras e de baixa renda, destacando a precarização do trabalho doméstico e a vulnerabilidade de mães solos. Relacionam-se essas questões à divisão sexual do trabalho e ao papel do Serviço Social, com destaque para instituições como o CEAM, que atuam na promoção da emancipação feminina com base em princípios ético-políticos. Ademais a isso, quando se analisaram as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, foram apontados avanços e retrocessos, e, com base nos Dossiês da Mulher de 2020 e 2021, se mostrou que a maioria das agressões ocorre no ambiente doméstico, sendo as mulheres negras as mais atingidas, revelando a persistência da violência como reflexo das desigualdades de poder no sistema capitalista. Sob a perspectiva interseccionalidade, critica-se a abordagem superficial do racismo na formação em Serviço Social, o que pode naturalizar práticas racistas. Um estudo com estudantes da UFRRJ mostrou que disciplinas sobre diversidade permitiram desenvolver uma visão mais sensível às desigualdades. Mesmo com a maioria do público atendido sendo mulheres negras, a falta de uma abordagem racializada compromete a efetividade da Política de Assistência Social e contribui para o racismo institucional, especialmente na saúde. Os Graduandos destacam a importância de uma formação antirracista, criticam a ideia de democracia racial e defendem a resistência frente à exclusão da população negra. No sistema prisional, o Serviço Social lida diretamente com os efeitos do racismo estrutural, como o encarceramento em massa de pessoas negras. Em última análise, os TCCs abordaram o capacitismo a partir de estágios supervisionados em Serviço Social, com foco na perspectiva anticapacitista. Analisando os marcos legais, a atuação profissional e o papel do assistente social na inclusão de pessoas com deficiência, especialmente no trabalho com famílias de crianças e adolescentes, articulando essa atuação com o projeto ético-político da profissão. Por fim, a produção acadêmica do curso revela até este momento da pesquisa, que a formação tem contribuído para uma compreensão crítica dos impactos da racionalidade neoliberal, que aprofunda os preconceitos . Essa realidade exige mais do que a formação profissional, pois reflete a perda da classe trabalhadora como agente de transformação. Diante disso, reforça-se a importância do compromisso ético-político do Serviço Social na defesa dos direitos sociais e na construção de um futuro diferente.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANTÔNIO, Débora Pereira Marins. FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: UM ESTUDO DA PRODUÇÃO DO COTIDIANO E OPRESSÕES NOS TCCS DA UFRRJ... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325968-FORMACAO-PROFISSIONAL-EM-SERVICO-SOCIAL--UM-ESTUDO-DA-PRODUCAO-DO-COTIDIANO-E-OPRESSOES-NOS-TCCS-DA-UFRRJ. Acesso em: 30/05/2026

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