CARTOGRAFIA SOCIAL COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PIBID DE EDUCAÇÃO DO CAMPO: EXPERIÊNCIAS NA CASA DA ALTERNÂNCIA JOSELINA DA SILVA/UFRRJ

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
CARTOGRAFIA SOCIAL COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PIBID DE EDUCAÇÃO DO CAMPO: EXPERIÊNCIAS NA CASA DA ALTERNÂNCIA JOSELINA DA SILVA/UFRRJ
Autores
  • Julio Cesar Garcia De Oliveira
  • Gabriel Côrtes Boechat
  • Idaiana Benvenuto da Silva
  • Edileia de Carvalho Souza
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Humanas - Educação
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325962-cartografia-social-como-pratica-pedagogica-no-pibid-de-educacao-do-campo--experiencias-na-casa-da-alternancia-jo
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Educação do campo, cartografia social, PIBID, pedagogia crítica, territorialidade.
Resumo
A presente experiência foi desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) de Educação do Campo, núcleo 3, durante encontro presencial realizado na Casa da Alternância Joselina da Silva-UFRRJ, em julho de 2025. A atividade teve como objetivo aprofundar a compreensão e a prática da cartografia social como ferramenta pedagógica capaz de promover aprendizagens críticas, sobre as identidades presentes no âmbito das vivencias nas escolas que realizam o programa. A cartografia social parte do reconhecimento dos saberes locais, das memórias coletivas e das territorialidades, possibilitando que as comunidades construam mapas a partir de suas próprias experiências. Nesse sentido, a prática valoriza o conhecimento popular e rompe com a hegemonia de mapas oficiais que muitas vezes invisibilizam sujeitos, lutas e histórias locais. Ao trazer para o espaço escolar a possibilidade de mapear caminhos, espaços de memória, luta e resistência, a cartografia social amplia o horizonte formativo dos alunos, permitindo-lhes compreender a escola como parte viva e ativa do território. A metodologia da atividade foi caracterizada por momentos de integração entre bolsistas, professores supervisores e comunidade, incluindo práticas de mística, rodas de conversa e elaboração coletiva de mapas. Esses mapas não tinham apenas caráter geográfico, mas revelaram dimensões culturais, afetivas e políticas, representando narrativas sobre a vida destes e as relações entre as pessoas e o meio pelo qual são marcados. O processo coletivo foi realizado de forma participativa, a partir da construção dos mapas de cada grupo e escola, sobre o caminho que os permeiam e caracterizam, desde a unidade escolar passando pelos bolsistas até chegar à mesma. A valorização desses saberes permitiu problematizar a pedagogia clássica e academicista, muitas vezes centrada em conteúdos descontextualizados da realidade dos estudantes, fortalecendo práticas emancipatórias que buscam transformar o espaço escolar em um local de construção crítica de conhecimento. Como resultado, observou-se que a cartografia social se configurou não apenas como recurso didático, mas como uma prática educativa capaz de fomentar o protagonismo dos estudantes e estreitar os laços entre escola e comunidade, evidenciando o potencial dessa metodologia em articular dimensões pedagógicas, culturais e políticas. O lanche, o almoço coletivo e os momentos de convivência, embora simples, foram compreendidos como parte integrante da metodologia, pois reforçaram a coletividade, como espaço de vida. A experiência ainda demonstrou que, ao dialogar com as especificidades da educação do campo, a cartografia social contribui para uma educação comprometida com os direitos humanos, a diversidade cultural e a justiça social. Assim conclui-se que a atividade desenvolvida no PIBID possibilitou a formação crítica e engajada, reafirmando a importância da cartografia social como instrumento pedagógico para a educação básica. A prática se mostrou essencial para fortalecer a identidade, a memória coletiva e o protagonismo das comunidades rurais, tradicionais e periféricas, além de reafirmar o compromisso dos futuros professores com uma pedagogia democrática, dialógica e inclusiva. Trazendo assim pelo PIBID de Educação do Campo da UFRRJ, a relevância da universidade em construir pontes entre a formação inicial de professores e práticas educativas transformadoras, comprometidas com a emancipação dos sujeitos e com a defesa da educação pública de qualidade. MAIKHER, Vitória Oliveira. A cartografia social como ferramenta de luta no movimento social de educação popular. 2024. NEVES, Thales Chinchio; GONÇALVES, Amanda Regina. A prática da cartografia social na educação: uma revisão de literatura.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Julio Cesar Garcia De et al.. CARTOGRAFIA SOCIAL COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PIBID DE EDUCAÇÃO DO CAMPO: EXPERIÊNCIAS NA CASA DA ALTERNÂNCIA JOSELINA DA SILVA/UFRRJ.. In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325962-CARTOGRAFIA-SOCIAL-COMO-PRATICA-PEDAGOGICA-NO-PIBID-DE-EDUCACAO-DO-CAMPO--EXPERIENCIAS-NA-CASA-DA-ALTERNANCIA-JO. Acesso em: 30/05/2026

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