OCORRÊNCIA DE ESCHERICHIA COLI EM QUEIJOS MINAS FRESCAL DE COMÉRCIO INFORMAL E ÁGUA DE FAZENDAS LEITEIRAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA.

Publicado em 27/03/2026 - ISBN: 978-65-272-2302-3

Título do Trabalho
OCORRÊNCIA DE ESCHERICHIA COLI EM QUEIJOS MINAS FRESCAL DE COMÉRCIO INFORMAL E ÁGUA DE FAZENDAS LEITEIRAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA.
Autores
  • Isabelly Maria Benfica Alves
  • Isabelle Cristine Dantas Fernandes
  • Camila Schulze Ramos
  • Clarisse Barbi Lucchetti Caetano
  • Simone Pereira Mathias
  • Carlos Zarden Feitosa de Oliveira
  • Márcio Reis Pereira de Sousa
  • Mylena Santana Coelho
  • Miriam Evelyn Castanheira De Faria
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Data de Publicação
27/03/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325923-ocorrencia-de-escherichia-coli-em-queijos-minas-frescal-de-comercio-informal-e-agua-de-fazendas-leiteiras-e-suas
ISBN
978-65-272-2302-3
Palavras-Chave
Saúde Pública, Alimentos, Contaminação
Resumo
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2021, o Brasil ocupou a quarta posição no ranking mundial de produção de leite, evidenciando sua importância econômica e cultural. Entre os derivados do leite mais consumidos no Brasil, destaca-se o queijo. Tradicionalmente produzido com leite cru, o queijo Minas Frescal passou a ser regulado pela Portaria 352/1997 do Ministério da Agricultura Pecuária (MAPA), que proíbe essa prática em laticínios, visando garantir a segurança do alimento diante dos riscos associados às Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). Apesar disso, pequenos agricultores rurais ainda utilizam a produção do queijo colonial como forma de subsistência e complemento de renda, comercializando os produtos de maneira informal. A ausência de controle higiênico-sanitário, desde a ordenha até a etapa final da produção, representa um risco significativo à saúde pública, devido à possibilidade de contaminação por microrganismos patogênicos. Dentre os patógenos associados, destaca-se Escherichia coli devido à sua ampla diversidade patogênica e localização no trato gastrointestinal de animais e do homem, favorecendo a contaminação ambiental e hídrica. As cepas com implicação em doenças de origem alimentar agrupadas conforme suas características e mecanismos de patogenicidade são: E. coli enterotoxigênica (ETEC), E. coli enteroinvasiva (EIEC), E. coli enteropatogênica e a E. coli êntero-hemorrágica (EHEC). O sorotipo altamente virulento, E. coli 0157:H7 vem sendo associada a casos de contaminação em produtos lácteos crus, tratados termicamente de forma ineficiente ou manipulação inadequada pós-processamento (1). Essa cepa pode causar intensa diarreia sanguinolenta, ocasionalmente falhas renais e até óbito. Além disso, registros de surtos associados à contaminação hídrica, reforçam a importância das condições higiênico-sanitárias da água utilizada na produção. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a presença de Escherichia coli em amostras de água coletadas em fazendas leiteiras e em queijos de produção clandestina coletados de forma aleatória em mercados varejistas, ambos no Estado do Rio de Janeiro durante o ano de 2024 e 2025. As amostras foram transportadas sob refrigeração ao Laboratório de Inspeção Higiênico Sanitária e Tecnológica de Produtos de Origem Animal da UFRRJ. Para as análises das amostras de queijo foram utilizadas a Técnica do Número Mais Provável (NMP), com base nos Métodos Oficiais de Produtos de Origem Animal. Enquanto foi utilizado o COLItest® para detecção de E. coli nas amostras de água. Foram utilizadas amostras indicativas para uma avaliação preliminar, totalizando 12 queijos e 8 amostras de água. Os resultados revelaram que 9 queijos apresentaram contaminação por E. coli acima do limite estabelecido pela Instrução Normativa nº 161 de 2022 da ANVISA, sendo considerados impróprios para consumo. Em relação à água, uma das amostras apresentou resultado positivo, contrariando o Ofício-Circular nº 15 de 2022 do MAPA, que determina a ausência da bactéria. Os dados reforçam que a ausência de controle higiênico-sanitário desde a fazenda, no que tange água, e dos processos de produção e comercialização de queijos, em conjunto com a falta de tratamento térmico do leite, possibilitam a contaminação do produto por E. coli, e consequentemente, o risco à saúde pública. Ademais, o fortalecimento da fiscalização e controle do comércio informal torna-se essencial para evitar a disseminação de DTHA pelo país, incluindo ações de educação sanitária em saúde para sensibilizar a população em relação aos riscos associados ao consumo de água sem o devido tratamento e de produtos de origem animal sem inspeção sanitária oficial. 1. SANTOS, Iacir Francisco dos. Doenças veiculadas por alimentos e a higiene dos produtos de origem animal: Implicações na saúde coletiva. Niterói: Eduff, 2023.
Título do Evento
XII Reunião Anual de Iniciação Científica da UFRRJ (RAIC 2025) & VI Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec 2025)
Cidade do Evento
Seropédica
Título dos Anais do Evento
Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALVES, Isabelly Maria Benfica et al.. OCORRÊNCIA DE ESCHERICHIA COLI EM QUEIJOS MINAS FRESCAL DE COMÉRCIO INFORMAL E ÁGUA DE FAZENDAS LEITEIRAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA... In: Anais da Reunião Anual de Iniciação Científica e Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da UFRRJ - Justiça climática: por um mundo mais sustentável, justo e igualitário. Anais...Seropédica(RJ) UFRRJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xii-reuniao-anual-iniciacao-cientifica-da-ufrrj-raic/1325923-OCORRENCIA-DE-ESCHERICHIA-COLI-EM-QUEIJOS-MINAS-FRESCAL-DE-COMERCIO-INFORMAL-E-AGUA-DE-FAZENDAS-LEITEIRAS-E-SUAS. Acesso em: 30/05/2026

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